Quinta-feira, 22 de Março de 2012
Governo abandona a alta velocidade "definitivamente" conta hoje o Público.
Os maiores desafios do século XXI vão ser a globalização, a energia e o ambiente. Por todo o mundo têm surgido, que nem cogumelos, novos projectos de ferrovia de alta-velocidade mesmo em países com os EUA e a China, tradicionalmente apoiantes da opção rodoviária. Falamos de um transporte rápido, que não está dependente de uma fonte de energia que se aproxima dos seus limites, que é o mais eficiente energeticamente, e que é por isso a melhor solução do ponto de vista ambiental e económico, num mundo onde a energia barata acabou.
A Galiza, com menos cidades grandes que Portugal, vai ter várias linhas. A China, bem mais pobre que Portugal, o mesmo. Por cá, uma ferrovia decente é considerada um luxo. Por cá, o futuro é um luxo.
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A notícia de hoje é um pouco mais positiva. Santarém arrancou com um projecto de bicicletas públicas partilhadas. Parabéns!
De Iletrado a 26 de Março de 2012 às 19:38
Caro Maquiavel
A tua indignação raia a imbecilidade. Nem percebeste que o meu meio de transporte é a bicicleta, pois não? Devias aprender a ler, ó Maquiavel. O MC não gosta que eu refira os quilómetros que faço, não sei porquê. Mas sempre te informo que faço mais quilómetros por ano na ginga que muita gente no seu carro a gasóleo. E, a julgar pela tua conversa, pedalo há mais anos que tu tens de vida.
Vives num mundo utópico, assim como outros que sonham com o dia em que não haja petróleo. Porque razão não esgotamos o nosso tempo e recursos a tentar modificar o estado caótico das nossas cidades e ruas, agora, neste momento, nestas condições? Porque preferimos sonhar acordados, à espera que o milagre aconteça e o petróleo acabe? Por acaso já reparaste que, mesmo hoje, com o preço do "petroil" a mais que um dinheirão, a malta continua a entupir o IC19? Ou a gasosa não está assim tão cara (e o MC, com as contas que fez, tentou demonstrar que afinal não, não está assim tão caro) ou afinal o carro é mesmo um bem de primeira necessidade, tão necessário que justifica os passeios e as passadeiras cheias de lata. E justifica a existência de mais e mais AE e mais e mais ruas sem passeios. E justifica que as pessoas estejam sujeitas a todos os perigos que o mundo exclusivo do carro provoca. E justifica que o estado invista só na rodovia, suprimindo de vez a ferrovia.
Na tua imbecilidade não percebeste que me estou a borrifar se as pessoas andam de carro movido a farinha Maizena ou a petróleo do Beato. Estou-me mesmo nas tintas para o facto de a extracção de petróleo ser cada vez mais difícil ou mais cara. O que é que isso importa? É isso que vai mudar o pensamento das pessoas? As pessoas deixaram de fumar devido ao preço do maço de cigarros, dos charutos, da erva para cachimbo? Deixaram de beber por causa do preço do tinto? A droga deixou de ser consumida devido ao seu preço?! Será que, na tua ideia, um carro a GPL provoca menos problemas que outro a gasóleo? Será que não ocupam os dois o mesmo estupidamente gigantesco espaço, criando os mesmos problemas com estacionamentos, engarrafamentos e outras miudezas?
Eu aceito a minha ignorância, ó Maquiavel. Como é que dizia o Sócrates, o grego? Qualquer coisa acerca do saber... Agora, ó Maquiavel, explica-me, no alto da tua sapiência, como é que as migalhas têm suportado um aumento constante do consumo desde 1965. Essa conta tem demasiada areia de Alberta para a minha camioneta.
Apesar de apostar que foi involuntário, demonstras ter percebido que o mundo tecnológico só evoluiu graças ao petróleo. É espantoso que reconheças isso. É pena que Vasco da Gama não o soubesse. Se calhar tinha demorado bem menos a chegar à India... Mas parece que nem tu próprio percebeste o alcance daquilo que escreveste. A tecnologia pode evoluir de maneira a que a fonte de energia do carro seja... a farinha Maizena. Pensaste nisso, ó Maquiavel?
Boas pedaladas.
De Maquiavel a 26 de Março de 2012 às 22:26
Ena tanta indignaçäo. Olha, quando acalmares dá uma vista de olhos a este filmezito:
http://www.youtube.com/watch?v=VOMWzjrRiBg&feature=player_embedded
É inegável que o petróleo proporcionou o desenvolvimento tecnológico exponencial do séc. XX. Cada gotinha tem uma quantidade de energia de quilos e quilos de carväo, e por aí fora. E por isso também criou habituaçäo, dependência, daí a cura de desintoxicaçäo ser täo difícil. A ressaca vai ser dolorosa!
No tempo do Vasco da Gama ainda näo havia tecnologia para aproveitar a nafta... só apareceu tecnologia para usar carväo após se usar a madeira intensivamente e as florestas desapareceremo, e para usar petróleo após se usar o carväo intensivamente e os filöes de antracite secarem. É uma pescadinha de rabo na boca, isto da tecnologia para se usar novas formas de energia. Mas só funciona quando se descobre uma fonte com mais energia/mm3 de material que antes... o átomo? Enquanto russos näo se importarem de levarem o lixo radioactivo para a Sibéria...
Os carros säo um problema, sejam a pitrol, sejam a farinha Maizena (o amido de milho tem alguma energia, mas o óleo tem mais...). É um problema de espaço ocupado (abusivamente). Mas isso säo outros 5 tostöes.
Em Portugal o pessoal pode passar fome mas lava o carro todos os dias (por fora), odeia comboios, e é natural que os seus representantes eleitos sejam iguais. Pessoas contra o atentado patrimonial à Linha do Tua e Douro Vinhateiro: 50.000
Pessoas contra portagens, SCUT ou näo: 5.000.000
É a tristeza de "país" que é Portugal.
Vai lá pedalar, e muito. Agora näo pedalas é a -10 e -20 como eu. Por acaso o pior é pedalar entre -10 e +10 por causa da humidade. E do gelo que se desfaz ao passar por cima!
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