Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Governo abandona o futuro

Governo abandona a alta velocidade "definitivamente" conta hoje o Público.

Os maiores desafios do século XXI vão ser a globalização, a energia e o ambiente. Por todo o mundo têm surgido, que nem cogumelos, novos projectos de ferrovia de alta-velocidade mesmo em países com os EUA e a China, tradicionalmente apoiantes da opção rodoviária. Falamos de um transporte rápido, que não está dependente de uma fonte de energia que se aproxima dos seus limites, que é o mais eficiente energeticamente, e que é por isso a melhor solução do ponto de vista ambiental e económico, num mundo onde a energia barata acabou.

A Galiza, com menos cidades grandes que Portugal, vai ter várias linhas. A China, bem mais pobre que Portugal, o mesmo. Por cá, uma ferrovia decente é considerada um luxo. Por cá, o futuro é um luxo.

 

.........................................................

A notícia de hoje é um pouco mais positiva. Santarém arrancou com um projecto de bicicletas públicas partilhadas. Parabéns!

publicado por MC às 10:23
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19 comentários:
De Maquiavel a 22 de Março de 2012 às 14:45
Quem manda os seus jovens emigrar mostra bem a (falta de) visäo de futuro que tem.

Pois, emigrem, e PASMEM ao ver que nos países civilizados as pessoas näo säo carro-dependentes, e andam de comboio, de bicicleta!!!
De Anjo a 22 de Março de 2012 às 18:28
Nao vejo qual a necessidade de TGV em Portugal. O pais é pequeno e sem TGV em 4,5 horas poderia estar-se em Madrid se as linhas de comboio fossem decentes.

A Suiça (onde emigrei ha ja 9anos) nao tem nem quer o TGV. E portanto é um pais rico e onde abunda o comboio (estou a escrever estas linhas no comboio). O argumento da Suiça é que o TGV nao tem sentido em paises onde a distancia entre as cidades é menor de 2/3 horas. Aqui os comboios mais rapidos param cada 55 minutos, no maximo (falo da linha Genebra-Lausanne-Friburgo-Berna-Zurique-...). O mais importante, segundo as autoridades suiças, é a pontualidade e os horarios cadenciados. O preço e tempo de viagem ficam em segundo plano.

Na minha opiniao em Portugal um sistema semelhante ao Suiço (talvez com menos comboios...) seria mais que suficiente.
De Miguel a 22 de Março de 2012 às 19:43
Comboios a demorar 4/5 não competem com o avião. Se é para isso o sistema atual de comboio noturno + autocarros e avião dá bem conta do recado e exige investimento quase nulo (tirando o facto de a Portela estar quase esgotada, mas isso não é devido aos voos para Madrid).
Se é para gastar dinheiro numa coisa nova não faz sentido nenhum fazer um sistema que nunca conseguirá retirar grandes quantidades de passageiros ao avião. Era gastar centenas de milhões para fazer um IC para Évora e Badajoz.
De Miguel a 22 de Março de 2012 às 19:47
"Era gastar centenas de milhões para fazer um IC para Évora e Badajoz."

Para fazer um NOVO IC para Évora e Badajoz, queria eu dizer, porque IC para Évora já existe (para Badajoz não me parece propriamente um prioridade) e com resultados bastantes miseráveis em termos de passageiros.
De Maquiavel a 22 de Março de 2012 às 21:43
Com as indemnizaçöes a pagar à construtora, autonomias espanholas, Estado Espanhol, mais perda de subsídios da UE, este "governo" vai conseguir algo nunca visto:

- Vamos pagar pelo menos o mesmo do que seria gasto a construir a LAV, sem a fazer!!!

Ah, näo teremos CAV mas temos os 2 submarinos novinhos em folha!!!
De Iletrado a 25 de Março de 2012 às 02:18
Caro MC
1. A China "tradicionalmente apoiante da opção rodoviária"? Deves estar a brincar! A China, o maior país ciclista do mundo no século XX, adoptou recentemente a opção rodoviária.
2. Então o comboio não está dependente do petróleo? De onde vem então a electricidade que é necessária para alimentar os motores eléctricos? Serão as ventoinhas que fornecerão a energia? Ou esse comboio será a pilhas?
3. O TGV não faz sentido num país que quer suprimir a via férrea. Em Portugal seria mais um elefante branco, que serviria para uns poucos continuarem a mamar à grande e à francesa da teta do Estado, ou seja, do contribuinte. O extraordinário é que essas sanguessugas se preparam para sacar a massa mesmo sem obra. É obra!
4. Quanto ao apocalipse mil vezes anunciado que será o fim do petróleo, penso que é uma batalha perdida e contraproducente neste debate por um outro paradigma de mobilidade. Foquemo-nos no essencial e esqueçamos o acessório. Essas ideias representam mais uma fé que um argumento racional. Segundo as contas que um tipo fez por volta de 1970, dali por trinta anos o petróleo teria acabado, caso o consumo continuasse igual ao daquele período. Portanto, o "petroil" devia ter acabado em 2010. E o que aconteceu? O consumo nplicou e o pico do petróleo foi ficando cada vez mais longe, pois os Nostradamus do apocalipse nunca contaram com o génio humano para descobrir e inovar. Agora mesmo, a descoberta de novas reservas no Canadá e novos métodos de prospecção esticaram o "pico" do petróleo mais umas décadas. Tentar adivinhar o futuro baseados na tecnologia e conhecimento actuais é um tiro no escuro que quase sempre falha.
Boas pedaladas.
De Miguel a 25 de Março de 2012 às 20:29
1. A China era uma «nação ciclista» não porque quisesse, mas simplesmente porque não tinham dinheiro para outro meio de transporte senão a bicicleta. Exatamente o mesmo que se passou em Portugal.
2. A percentagem de eletricidade produzida em Portugal com derivados do petróleo ronda os zero porcento.
De Maquiavel a 26 de Março de 2012 às 10:43
Nota-se que és iletrado. O pico das descobertas de petróleo foi em 1965 com cerca de 58Gb, quer se queira quer näo. Daí para a frente säo migalhas em comparaçäo.

Podem-se descobrir mais por ano (a média 2000-10 foi de 10 Gb/ano), mas a sua extracçäo será cada vez mais cara
http://graphics.thomsonreuters.com/0210/OIL_EXPC0210.gif
e mais petróleo se gasta para aceder a esse petróleo descoberto. Temos o mundo ao contrário.

A vossa fé de que milagrosamente aparecerá mais e bom e acessível petróleo é coisa de fundamentalistas.
A tecnologia? A tecnologia desenvolve-se (usando o petróleo), mas tecnologia näo é energia. Pode-se ter o motor mais XPTO e tecnológico e eficiente do mundo. Sem fonte de energia... fica parado!

Näo tenha dúvida na sua iliteracia que vai ter de andar de bicicleta ou comboio eléctrico (se quiser sair da sua rua), e que vai ser alimentado a ventoinhas, painéis solares, seja lá o que for. Agora a derivados do petróleo é que näo vai ser... pelo menos nos próximos 50 milhöes de anos, que é o tempo que o pitrol demora a fermentar!
De Miguel a 26 de Março de 2012 às 15:01
Esqueci-me de dizer outra coisa: não se fez descoberta de novas reservas no Canadá coisa nenhuma. O petróleo das areias de Alberta já se conhece há décadas.
Simplesmente, extrair de lá petróleo fica caríssimo, e por isso só quando o preço do petróleo começou a subir com a invasão do Iraque e se manteve em preços mais elevados é que começou a ser economicamente viável extrair esse petróleo.
O mesmo se passou no Brasil. Que havia petróleo no «pré-sal» da plataforma continental já se sabia (não se sabia todavia a extensão dessas reservas). Mas face aos baixos preços do petróleo não cabia na cabeça de ninguém investir na tecnologia (e mesmo atualmente só passa na cabeça da Petrobras) necessária para retirar petróleo que está a vários de km de profundidade e que depois ainda tem umas quantas centenas de oceano em cima.
De Miguel a 26 de Março de 2012 às 15:16
Centenas de metros de oceano, claro está.
De Iletrado a 26 de Março de 2012 às 19:38
Caro Maquiavel
A tua indignação raia a imbecilidade. Nem percebeste que o meu meio de transporte é a bicicleta, pois não? Devias aprender a ler, ó Maquiavel. O MC não gosta que eu refira os quilómetros que faço, não sei porquê. Mas sempre te informo que faço mais quilómetros por ano na ginga que muita gente no seu carro a gasóleo. E, a julgar pela tua conversa, pedalo há mais anos que tu tens de vida.
Vives num mundo utópico, assim como outros que sonham com o dia em que não haja petróleo. Porque razão não esgotamos o nosso tempo e recursos a tentar modificar o estado caótico das nossas cidades e ruas, agora, neste momento, nestas condições? Porque preferimos sonhar acordados, à espera que o milagre aconteça e o petróleo acabe? Por acaso já reparaste que, mesmo hoje, com o preço do "petroil" a mais que um dinheirão, a malta continua a entupir o IC19? Ou a gasosa não está assim tão cara (e o MC, com as contas que fez, tentou demonstrar que afinal não, não está assim tão caro) ou afinal o carro é mesmo um bem de primeira necessidade, tão necessário que justifica os passeios e as passadeiras cheias de lata. E justifica a existência de mais e mais AE e mais e mais ruas sem passeios. E justifica que as pessoas estejam sujeitas a todos os perigos que o mundo exclusivo do carro provoca. E justifica que o estado invista só na rodovia, suprimindo de vez a ferrovia.
Na tua imbecilidade não percebeste que me estou a borrifar se as pessoas andam de carro movido a farinha Maizena ou a petróleo do Beato. Estou-me mesmo nas tintas para o facto de a extracção de petróleo ser cada vez mais difícil ou mais cara. O que é que isso importa? É isso que vai mudar o pensamento das pessoas? As pessoas deixaram de fumar devido ao preço do maço de cigarros, dos charutos, da erva para cachimbo? Deixaram de beber por causa do preço do tinto? A droga deixou de ser consumida devido ao seu preço?! Será que, na tua ideia, um carro a GPL provoca menos problemas que outro a gasóleo? Será que não ocupam os dois o mesmo estupidamente gigantesco espaço, criando os mesmos problemas com estacionamentos, engarrafamentos e outras miudezas?
Eu aceito a minha ignorância, ó Maquiavel. Como é que dizia o Sócrates, o grego? Qualquer coisa acerca do saber... Agora, ó Maquiavel, explica-me, no alto da tua sapiência, como é que as migalhas têm suportado um aumento constante do consumo desde 1965. Essa conta tem demasiada areia de Alberta para a minha camioneta.
Apesar de apostar que foi involuntário, demonstras ter percebido que o mundo tecnológico só evoluiu graças ao petróleo. É espantoso que reconheças isso. É pena que Vasco da Gama não o soubesse. Se calhar tinha demorado bem menos a chegar à India... Mas parece que nem tu próprio percebeste o alcance daquilo que escreveste. A tecnologia pode evoluir de maneira a que a fonte de energia do carro seja... a farinha Maizena. Pensaste nisso, ó Maquiavel?
Boas pedaladas.
De Maquiavel a 26 de Março de 2012 às 22:26
Ena tanta indignaçäo. Olha, quando acalmares dá uma vista de olhos a este filmezito:
http://www.youtube.com/watch?v=VOMWzjrRiBg&feature=player_embedded

É inegável que o petróleo proporcionou o desenvolvimento tecnológico exponencial do séc. XX. Cada gotinha tem uma quantidade de energia de quilos e quilos de carväo, e por aí fora. E por isso também criou habituaçäo, dependência, daí a cura de desintoxicaçäo ser täo difícil. A ressaca vai ser dolorosa!

No tempo do Vasco da Gama ainda näo havia tecnologia para aproveitar a nafta... só apareceu tecnologia para usar carväo após se usar a madeira intensivamente e as florestas desapareceremo, e para usar petróleo após se usar o carväo intensivamente e os filöes de antracite secarem. É uma pescadinha de rabo na boca, isto da tecnologia para se usar novas formas de energia. Mas só funciona quando se descobre uma fonte com mais energia/mm3 de material que antes... o átomo? Enquanto russos näo se importarem de levarem o lixo radioactivo para a Sibéria...

Os carros säo um problema, sejam a pitrol, sejam a farinha Maizena (o amido de milho tem alguma energia, mas o óleo tem mais...). É um problema de espaço ocupado (abusivamente). Mas isso säo outros 5 tostöes.

Em Portugal o pessoal pode passar fome mas lava o carro todos os dias (por fora), odeia comboios, e é natural que os seus representantes eleitos sejam iguais. Pessoas contra o atentado patrimonial à Linha do Tua e Douro Vinhateiro: 50.000
Pessoas contra portagens, SCUT ou näo: 5.000.000
É a tristeza de "país" que é Portugal.

Vai lá pedalar, e muito. Agora näo pedalas é a -10 e -20 como eu. Por acaso o pior é pedalar entre -10 e +10 por causa da humidade. E do gelo que se desfaz ao passar por cima!
De Iletrado a 26 de Março de 2012 às 19:41
Caro Miguel
O meu comentário em relação à China baseou-se na afirmação do MC sobre a tradição da China na ditadura automóvel. No entanto, a tua resposta deixou-me bem triste e desesperançado de que algum dia este estado de coisas mude. Então o MC e tantos outros andam a tentar convencer o povão que andar de bicicleta não é sinónimo de pobreza, e tu numa frase só liquidas o seu esforço de anos?! 'tá mal, companheiro.
Já agora, além das areias e do sal, também podias referir que há petróleo na nossa costa. É só aguardar o tempo necessário para o petróleo estar a preço suficientemente elevado para o ir lá buscar. :)
Então para ti a evolução da tecnologia também não contribuiu para aumentar a eficiência da extracção do petróleo? Só o preço do dito é que justifica a sua exploração em sítios difíceis do globo? Queres convencer-me que que eles utilizam a mesma tecnologia que usavam em 1965?
Boas pedaladas.
De Miguel a 27 de Março de 2012 às 02:35
"Então o MC e tantos outros andam a tentar convencer o povão que andar de bicicleta não é sinónimo de pobreza, e tu numa frase só liquidas o seu esforço de anos?! 'tá mal, companheiro."

Esta frase só mesmo de uma pessoa com a tua habitual desonestidade intelectual.
O uso massivo da bicicleta em sociedades com altas rendimentos é totalmente diferentes do uso em sociedades em desenvolvimento. E tu certamente que sabes muito bem isso, mas para variar tens que te armar em parvinho e fazer estes comentários estapafúrdios.



"Então para ti a evolução da tecnologia também não contribuiu para aumentar a eficiência da extracção do petróleo? Só o preço do dito é que justifica a sua exploração em sítios difíceis do globo? Queres convencer-me que que eles utilizam a mesma tecnologia que usavam em 1965?"

Não, utilizam tecnologia muito mais cara, que faz com que hoje em dia o preço médio da extração de barril de petróleo fora da Arábia Saudita ande pelos 30-40 dólares, quando ainda há 15 anos era raro o sítio em que custava mais de 10 ou 15 dólares extrair um barril de petróleo.
Claro que a evolução tecnológica aumentou a produtividade. Por isso é que em vez de a extração custar 100 ou 200 dólares por barril, custa 30 ou 40.
De Iletrado a 28 de Março de 2012 às 22:49
Caro Maquiavel
Ao invés de te retratares por teres cometido um erro de avaliação, decides continuar a atacar o idiota, em vez de atacar a ideia. Com esse tipo de atitude as posições extremam-se e não conseguimos chegar a conclusão alguma.
Noto, no tom da tua resposta, que nada percebeste do que te escrevi. Deve ser um problema da minha iliteracia. O meu apodo, como já tive ocasião de explicar, não foi escolhido ao acaso.
O meu problema contigo é que assumiste que eu, por discordar da utilização de um argumento que considero falacioso (o do fim do petróleo) andava sempre de carro e que, coitado de mim!, eu vou "ter de andar de bicicleta ou comboio eléctrico (se quiser sair da [minha] rua), e que vai ser alimentado a ventoinhas, painéis solares, seja lá o que for." Foi muito arrogante da tua parte partires do princípio que eu era um enlatado, só porque discordo do articulista. Mas, não contente com o teres assumido isso, atacaste-me violentamente, como se o facto de alguém circular quase em exclusivo de carro fosse o culpado dos males do mundo. Não é através da ofensa que mudas o pensamento das pessoas. Da mesma maneira que não é pelo facto de pedalares num clima frio que te faz ser melhor ou pior ciclista. Nem o facto de pedalares mais ou menos quilómetros. Só referi tal facto para perceberes que o velocípede é o meu meio de transporte habitual. Não tenho culpa se o aquecimento global faz com que, aqui pelo deserto da margem sul, não neve tanto como para os teus lados. Olha, vê se mandas um bocado de neve cá para a malta, que anda tudo a queixar-se da seca. :)
Portanto, vê se percebes uma coisa, que foi o que inicialmente escrevi ao MC (basta leres, oh Maquiavel): o objectivo deste, e de outros movimentos, é o fim do império da lata. E eu discordo da utilização do tal argumento, porque, mesmo que fosse verdadeiro, em nada iria alterar os problemas provocados pelos carros. Nada. E esse é que é o cerne da questão. Os teus "outros 5 tostões" são, na realidade, o mais importante da questão. Tudo o resto é conversa da treta. Porque todo o teu desabafo contra os portugueses e os seus modos idiossincráticos em nada alterarão os seus hábitos. Se o tipo prefere passar fome a desistir do carro, o que é que tu tens a ver com isso? Não faz isso parte da liberdade de escolha? Só é problema teu a partir do momento em que a escolha dele te afecte. Por exemplo, quando os tais 5 milhões decidem estacionar no passeio porque não têm dinheiro para pagar o parque. Coitaditos, não é verdade? Aí, sim, podes e deves indignar-te e tentar mudar esse estado de coisas. Mas repara, é irrelevante se o carro parado em cima do passeio move-se graças ao petróleo, à farinha Maizena, a pastilhas de mentol ou a peido de vaca. O carro ocupa rigorosamente o mesmo espaço. Esse é que é o problema. Agora, se o petróleo está em vias de extinção, se está mais caro ou mais barato... O que é que isso interessa quando eu vou a passar numa rua e encontro o passeio ocupado por um carro, obrigando-me a ir para a estrada? Quando isso te acontece, por acaso ficas a pensar "sacana de enlatado, daqui por 10 anos vais deixar de fazer isso, porque o petróleo vai acabar"? O que é que isso interessa quando as ruas do meu país são transformadas em vias rápidas e os passeios são reduzidos à largura do lancil, quando não são pura e simplesmente eliminados? O que é que isso interessa se os jardins e os baldios vão desaparecendo, para dar lugar a mais e mais parques de estacionamento?
Pensa nisto: o consumo de tabaco diminuiu logo após a introdução da legislação sobre o fumo. Não te proibem que compres tabaco, mas estás limitado nos locais onde o podes fazer. Portanto, não se pensou em combater o seu consumo, não directamente, mas sim em combater o seu uso abusivo.
Pensa nisso, Maquiavel. Pensa bem se estas questões são laterais.
Só mais duas notas:
1. Não respondeste à minha pergunta referente às migalhas. Engasgaste-te?
2. Onde foste buscar esses números sobre as barragens e as portagens? Já agora, sabes quantos portugueses são a favor quer das barragens quer das portagens? E quantos são contra as barragens e contra as portagens?
Boas pedaladas.
De Iletrado a 28 de Março de 2012 às 22:50
Caro Miguel
Eu percebo que tenhas escrito o que escreveste sem pensar muito no caso. É chato quando alguém detecta algo naquilo que escrevemos que não está em sintonia com o que inicialmente pensámos. Mas, para isso, existem as erratas, as desculpas e as correcções. Mas tu insistes na asneira com essa nova frase bombástica que nada explica, e tentas passar para mim o libelo de desonesto intelectual. É típico de quem não tem argumentos passar a atacar o mensageiro, ao invés de atacar a mensagem. A minha desonestidade intelectual tem paralelo na tua arrogância intelectual. Fazes uma afirmação que nada explica e pensas com isso encerrar a discussão. Arrogas o dever de eu concordar com tudo o que tu escreves, quer o perceba quer não. E tentas desviar a questão que eu levantei para uma discussão semântica em que, decididamente, não estás a obter sucesso.
1. O MC afirmou que a China tinha uma tradição carrodependente.
2. Eu discordei dessa afirmação. Reforço: a China só recentemente aderiu maciçamente ao império da lata.
3. O MC não respondeu, e está no seu direito. Mas tu decidiste defendê-lo, respondendo-me que antes a China era pobre.
Ora bem, os motivos pelos quais anteriormente a China era mais velocipédica são irrelevantes para a minha discordância. Se era pobre ou era rica é algo que não interessa. O que interessa é que:
1. A China não dependia do carro.
2. A China passou a depender do carro.
3. Apesar disso, a China continua a apostar na ferrovia, de acordo com o MC (e isso não contesto).
Por isso, o teu argumento caiu mal nesta questão. Se antes a China pobre era velocipédica, e agora a China rica é carrodependente, é evidente que queres implicar que a China era velocipédica porque era pobre. E mudou para o carro porque enriqueceu. Logo, só andavam de bicicleta porque eram pobres. Agora que são ricos andam de carro. Implicação natural: só anda de velocípede quem é pobre. Então, Miguel, queres ser um pouco mais explícito e indicares-me onde está o meu erro de análise daquilo que escreveste, ao invés de mandar bocas que te devem encher o ego, mas que nada esclarecem?
Boas pedaladas.
De Iletrado a 28 de Março de 2012 às 22:56
Caro Maquiavel
Li o teu comentário ao Miguel, sobre a atitude portuguesa do acessório e a atitude nórdica do fundamental. Concordo em absoluto contigo. Esta discussão sobre o petróleo, na luta por mais qualidade de vida SEM CARROS, é completamente acessória. Fundamental é regular o uso do carro (e, já agora, garantir a sua regulação).
Boas pedaladas.
De MC a 29 de Março de 2012 às 10:25
Já que a minha frase sobre a China não foi entendida, cá vai:
A China teve durante 20 anos fortes incentivos para a compra de automóvel, transformou as cidades em cruzamentos de auto-estradas, desmantelou a estrutura para bicicletas, as bicicletas foram proibidas de circular em muitas vias, etc. Ainda hoje, não há desincentivo ao automóvel, e a poluição ćausada por este, atinge diariamente níveis mortíferos.. o que é aceite com indiferença.

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