Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Transportes em Lisboa: cortar, cortar, cortar!

E Diário Económico tem uma notícia assustadora:

O governo quer acabar com 15 carreiras da Carris (a juntar a outras tantas que foram encerradas nos últimos anos), fechar o metro dentro de Lisboa às 23:00 e fora do centro às 21:30(!!), acabar a ligação fluvial à Trafaria (deixa de ser possível ir de bicicleta de Lisboa para a Caparica), etc.

Faltando financiamento nos transportes, o governo vira-se para os mais fracos e corta-lhes o serviço. Há várias perguntas que continuam por responder:

  • Porque é que Portugal é dos países onde menos se passam multas (e o que não falta é oportunidade para tal, qualquer esquina de Lisboa deve valer umas 1000 ao dia)? E porque cai em saco roto a grande maioria das multas que são passadas? Seria bem fácil agilizar a sua cobrança, por exemplo colocando o seu pagamento como condição necessária para receber subsídios estatais ou a devolução de impostos - tal como é feito ás equipas desportivas que não podem participar em campeonatos.
  • Porque é que as nossas cidades continuam a ter os preços de estacionamento dos mais baratos do mundo?

 

..........................................................

A ler:

Via ASPO-Portugal, cheguei a este estudo sobre o preço do petróleo nos últimos anos. Os autores mostram, tal como eu várias vezes argumentei, que os preços altos do petróleo nos últimos anos têm razão de ser (procura crescente e diminuição da produção) e não são resultado de especulação esporádica.

publicado por MC às 15:12
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10 comentários:
De Pedro M. a 3 de Novembro de 2011 às 18:15
Realmente a especulação só explica a volatilidade de preços nas oscilações de curto prazo (uma banda de 10-5 dólares por barril).

Em relação à nossa estratégia suicida para os transportes estou muito optimista por causa disto:

http://www.guardian.co.uk/environment/2011/nov/02/military-thinktank-us-oil?fb=native&CMP=FBCNETTXT9038

É uma inevitabilidade que os transportes públicos, apesar das tentativas de sucessivos governos em implodi-los, sejam um recurso fundamental e estratégico no curto-médio prazo.
A esta imbecilidade e cegueira depois se seguirá o que é inevitável, daí que não esteja muito preocupado.

Que fechem tudo, que daqui a 5 anos estão a reabrir o dobro.
De Piolho Sintético a 3 de Novembro de 2011 às 18:59
Caro grupo de trabalho para reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa (http://piolhosintetico.blogs.sapo.pt/61685.html)
De Joana a 3 de Novembro de 2011 às 20:17
Acabar com os TP à noite em Lisboa, metro incluído, é das coisas mais idiotas que ouvi nos últimos tempos. Aproveitando o "empenho em aumentar as exportações", será que não se pode exportar esta gente?
De Luís Ramos a 4 de Novembro de 2011 às 12:19
A lógica dos múltiplos governos tem sido com base no pressuposto que as deslocações de Transportes Públicos dão prejuízo para o Estado enquanto as deslocações de automóvel dão receitas quer por via dos múltiplos impostos quer por via das portagens.

No interior do País não há praticamente transportes públicos nem dia nem de noite. Para ir trabalhar só existe uma solução... o automóvel particular. Não faz sentido a maior parte do país andar a sustentar os transportes públicos de Lisboa, quando depois para se deslocar ter que recorrer ao automóvel.

Numa situação em que o país está à beira da falência, o governo tem que cortar nos prejuízos. Quanto às populações se no caso do interior se desenrascam em Lisboa também se desenrascarão.
De MC a 4 de Novembro de 2011 às 12:38
Eu sempre fui contra os transportes públicos financiados pelo orçamento do Estado, exactamente porque é cobrado a populações do interior.

E isso está implícito ali no texto: o Estado deve é arrecadar mais receitas ao automóvel - especialmente àqueles que circulam em zonas urbanas
De CAV a 4 de Novembro de 2011 às 14:43
E porque razão esses fdp não penalizam mais o uso do carro e multam quando devem multar, de forma a que esse dinheiro seja investido nos transportes públicos de forma a darem lucro? Mas não, vão pelo lado que exige menos raciocínio que é cortar o elo fraco.
De tiago goncalves a 4 de Novembro de 2011 às 16:21
pdf da proposta: http://tumblr.com/ZbwtSyBUtKWX
De Joana a 4 de Novembro de 2011 às 16:59
Até fiquei agoniada ao ler a proposta.
De Anónimo a 8 de Novembro de 2011 às 14:12
Multa, queriam passar a mim, por ir de bicicleta fora da ciclo via
De MC a 8 de Novembro de 2011 às 16:04
Ah pois, é o que o código da estrada diz.
Não sei é o que dirá sobre o comportamento a ter nas interrupções que há de 100 em 100m nas ciclovias

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