Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

Portugal não precisa da bicicleta para nada

Portugueses comem cada vez pior.

 

Portugal entre países com mais obesidade entre raparigas.  

 

Ar sujo desencadeia mais ataques cardíacos do que a cocaína (em inglês)

 

Portugueses desconhecem gravidade das doenças cardiovasculares (a principal causa de morte no país)

 

 

publicado por TMC às 16:47
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7 comentários:
De mlz a 25 de Fevereiro de 2011 às 17:32
.. e que tal comentar isto também... bem curioso!!

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=496439
De Cabelo a 27 de Fevereiro de 2011 às 04:07
Tentativa de assassinato na Bicicletada de Porto Alegre / Brasil.

Nos ajude a espalhar pelo mundo todo por favor!

http://massacriticapoa.wordpress.com/2011/02/27/mais-uma-reportagem-rbs-noticias/
De Anónimo a 1 de Março de 2011 às 11:23
Aqui é o inverso. Mais estradas, menos ferrovias, transportes mais caros e mais incentivos à compra do carro. Terceiro mundo meu amigo...
De MC a 2 de Março de 2011 às 12:15
é curioso.. já a descida na Catalunha há uns anos teve a mesma motivação.
De Iletrado a 26 de Fevereiro de 2011 às 23:59
Caro TMC
Consigo relacionar a bicicleta versus poluição atmosférica. Creio que a troca das viagens curtas de carro nas cidades por viagens de bicicleta já seria o suficiente para diminuir significativamente a dita poluição. Embora essa notícia não seja propriamente novidade, pois há anos que vários médicos portugueses chamam a atenção para a relação entre a poluição atmosférica e as doenças cardio-vasculares. Mas, lá está, se a notícia vem "dostrangeiro", tem concerteza mais impacto. Embora as conclusões dos peritos me causem alguma perplexidade. Um consumidor de cocaína está sujeito à poluição atmosférica, mas nem todos os que estão a ela sujeitos consomem cocaína. Como é que eles distinguem um ataque cardíaco devido ao consumo da droga de outro devido à poluição atmosférica? No limite, é possível que alguém argumente que a cocaína não causa ataques cardíacos, só a poluição atmosférica. E não percebo exactamente o motivo de terem lá colocado o sexo como uma das causas de ataques cardíacos. Lá vem sempre à baila o pecado original... Então, será que o Júlio Machado anda a enganar a malta? ;)
Mas não percebo qual a relação entre a bicicleta e a obesidade. Por exemplo, a Marinha Grande é uma terra onde é habitual ver muitas mulheres obesas a circular de bicicleta. Mulheres que toda a vida, ou pelo menos uma grande parte da sua vida utilizaram e utilizam a bicicleta como meio de transporte habitual. Tenho o privilégio de conhecer algumas dessas mulheres e sei o que habitualmente comem. Por outro lado, conheço pessoas da mesma geração, na mesma terra, que utilizam o carro até para se deslocarem ao café que fica a 300 metros de casa (literalmente), e são autênticos "paus de virar tripas". O inverso também acontece, é claro. Mais uma vez, considero um pouco abusivo o ligares a bicicleta com hábitos alimentares mais saudáveis. Por exemplo, no meu caso, penso que o que me mantém "na linha" é o facto de treinar regularmente na bicicleta. Assim como muitos outros indivíduos que conheço, que, conforme já referi, gostam de dar ao dente sem restrições. Isto é, o ritmo descontraído que eu adopto nas minhas idas para o trabalho não seria o suficiente para queimar as gorduras em excesso.
Mesmo aqui, no deserto da margem sul, consegues ver algumas pessoas que utilizam a bicicleta e aparentam ter um peso um pouco acima do que seria recomendado. Mesmo em provas de estrada vê-se com cada peso-pesado! Embora, em relação a estas pessoas, não possa afirmar que façam da bicicleta o seu meio de transporte habitual.
Boas pedaladas.
De TMC a 28 de Fevereiro de 2011 às 14:30
Viva Iletrado,

Em relação às perguntas acerca do peso da cocaína e da poluição atmosférica no aparecimento de ataques cardíacos, parece-me que deverá haver sempre um grupo de controlo; isso deve permitir atribuir, posteriormente, um "peso" a cada factor comportamental de risco: inalar cocaína e/ou viver numa cidade poluída, entre outros, como sexo. O que estudo mostra, creio, é que, individualmente, é mais perigoso para o coração inalar cocaína do que poluentes atmosféricos; mas a cocaína é um comportamento voluntário de algumas pessoas; inalar poluentes atmosféricos é involuntário e afecta quase todos os habitantes de uma cidade. A questão que se coloca é ética: porque é que o comportamento de alguns (os que geram essa poluição) afecta todos e porque é que esse comportamento não deve ser mais penalizado?

Acerca da relação entre obesidade e bicicleta, deve-se ter em conta que a obesidade espoleta complicações cardiovasculares; a bicicleta não combate a obesidade, creio, como um antídoto, mas ajuda a prevenir os efeitos negativos que advêm de alguém ser obeso. Outro paradoxo é o facto de que hoje em dia apesar das distâncias viajadas por alguém em Portugal serem bastante maiores do que há uns anos (a mobilidade é cada vez maior), a obesidade ter crescido da mesma maneira; parece que somos sedentários mas viajamos também cada vez mais. Isto explica-se porque dependemos de uma fonte de energia fóssil que faz o trabalho por nós. A bicicleta, como já o disse bastantes vezes, coloca o trabalho da deslocação no nosso esforço físico, dando-nos assim mais autonomia e independência.
De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2011 às 11:03
Em relação ao comentário anterior, contesto (amigavelmente) o conteúdo apresentado. O facto de as pessoas utilizarem a bicicleta como meio de transporte usual não é de facto milagroso, mas pode ajudar a inverter a balança calórica, especialmente quando comparado com o automóvel (onde se gastam muito poucas calorias). Mais do que isso a bicicleta traduz-se numa mudança de estilo de vida e isso sim, pode trazer grandes benefícios. E se quisermos ver exemplo práticos e fazer uma análise a olhómetro então basta ir aos países nórdicos e ver quantas pessoas com excesso de peso ou obesos passam de bicicleta: quase nenhuma.

R.Guerreiro - também da margem sul :)
http://exerciciosaude.blogspot.com/

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