Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Acerca das revistas portuguesas

Todas as revistas portuguesas são revistas pornográficas. São pornográficas porque instigam no leitor o desejo por objectos que ele realmente não necessita, enquanto adornando (e por isso iludindo) esses objectos como desejáveis: as suas imagens são promessas de prazer, sucesso e estatuto imediatos à distância de um pedido de crédito. Muitos destas vítimas julgam-se modernos mas incorrem no mesmo gesto dos povos primitivos: ter um símbolo da coisa é ter a própria coisa.

 

O que as revistas realmente vendem são imagens, mascaradas por palavras. Por outro lado, quando o leitor compra publicidade automóvel, tem também tem a sorte de ler notícias e artigos sobre a actualidade política, artística e científica.

 

Como os portugueses já provaram serem incapazes de se protegerem voluntariamente contra esta infecção, a publicidade automóvel, tal como a do tabaco, deve ser banida. Se isso implicar o fim do finaciamento de revistas sobre política, arte e ciência, paciência. Há bibliotecas cheias de livros que nunca ninguém leu.

publicado por TMC às 16:33
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3 comentários:
De mlz a 10 de Fevereiro de 2011 às 16:09
Para ler e reflectir

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=467893
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2011 às 21:56
bem, n é q tenha em grande consideração político algum, e este q até é 1º ministro de sabe-se lá o quê, conseguiu nessa frase cometer uma série de erros lógicos muito básicos, aliados a uma interpretação muito pouco clara desse sistema ético q seria a constituição..

«O passe social destina-se a incentivar o uso de transporte público, existe por razões económicas e ambientais.»

1) há muitas mais maneiras de incentivar o uso de transporte público, todas elas renegadas e esquecidas em detrimento pois poderiam entrar em conflito com o uso particular motorizado e autoestradas e etc;

2) não é uma razão económica, meu caro socialista, como o próprio nome indica (passe social) a razão é social;

3) tá na moda ser-se verde, vamos ser popularuchos e por isso inventar de repente que o passe foi inventado por razões ambientais;

«Pretender que os passes sociais, como qualquer prestação social, deve estar sujeita a uma condição de recursos,...»

4) meu caro PM, óbviamente q não sabe o q é um passe social, pois como sabe é preciso pagar-se por ele, logo, está sujeito a uma condição de recursos. para não estar sujeito então deveria ser gratuito, até porque se trata de um serviço público prestado por um estado social.

«...significa que os transportes devem ser benéficos para os mais pobres e que os mais abastados devem usar o seu transporte privado»

5) os transportes [públicos] devem ser benéficos para todos, pois é um serviço público, e não só para alguns;

6) não são «os mais abastados que devem usar o transporte privado», mas sim «todos têm o direito de usar o transporte privado»;

7) uma bicicleta é, por exemplo, um meio de transporte privado, e todos (ricos, pobres, manetas e pernetas) têm o direito de usá-lo;

8) caso o caro PM não saiba, é ao o estado (através do governo) que compete o _dever_ de fornecer um serviço público de transportes à altura e garantir

se tudo isto constituir uma novidade para o caríssimo PM, então proponho que volte à 1ª classe, onde se começa pelo princípio, i.e., pelo 1º artigo da constituição, e por aí fora continua.
De PJ a 10 de Fevereiro de 2011 às 22:03
(ok, so pontos 1 e 8 não ficaram muito claros..)

1) há muitas mais maneiras de incentivar o uso de transporte público, todas elas renegadas e esquecidas, pois poderiam entrar em conflito com o uso particular motorizado e autoestradas e etc;

8) caso o caro PM não saiba, é ao o estado (através do governo) que compete o _dever_ de fornecer um serviço público de transportes à altura e garantir o mútuo respeito e equilíbrio (de deveres e direitos) entre todos os utilizadores da via _pública_ (peões, ciclistas, automobilistas motorizados, etc)

desculpem as gralhas!

cumps

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