Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
De agora em diante, teremos que viver com menos crude

A ideia de que o pico do petróleo - o dia em que a produção mundial de petróleo deixaria de crescer - estaria para breve ou já teria passado, foi durante muitos anos (bom, ainda é) alvo de chacota por muitos agentes envolvidos no setor da energia. Segundo estes ainda haveria ziliões de reservas de crude para encontrar e o pico do petróleo não chegaria nas próximas décadas.

Bom, agora foi a vez da Agência Internacional de Energia no seu último relatório fazer uma previsão para a produção de crdue nas próximas décadas, onde se mostra que esta não volta a crescer.

(Gráfico tirado deste artigo, encontrado pela ASPO-Portugal)

 

Não é difícil de imaginar o que acontecerá ao preço do petróleo, com um aumento explosivo das taxas de motorização na China e na Índia, o aumento populacional e o crescimento económico mundial. Nem difícil é de prever os impactos que isto terá já nos próximos anos na sociedade do automóvel.

Para lá da qualidade de vida nas nossas cidades e do ambiente, reduzir a nossa dependência do automóvel deve ser o principal ponto da nossa política energética.

 

...................................................

E aqui fica uma sugestão para esta redução, no interessante post Non-stop relaxed cycling in Utrecht no A View from the Cycle Path.



publicado por MC às 14:18
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2 comentários:
De Pedro M. a 15 de Novembro de 2010 às 15:09
É para mim um alívio ler isto em português, uma vez que nos jornais internacionais este relatório ultra-optimista da IEA foi nota de rodapé e por cá só surge na blogosfera.

Como isto não faz parte do mainstream informativo basta-me perguntar a pessoas se acham verosímil que o preço do petróleo nunca mais desça para me olharem como um dos malucos da conspiração dos OVNIs.

É arrepiante que um país que levou uma greve por causa dos preços de combustível que paralisou o abastecimento do país em 2008 não seja capaz de levar sequer a possibilidade deste assunto a sério.

Suponho que o incentivo cultural e psicológico para ignorar o problema seja demasiado forte.


De CAV a 16 de Novembro de 2010 às 15:50
Isto para o português é lixo. De que serve se as reservas vão baixar ou não? O que interessa é agora. Se há, ótimo. Explicar ao típico português ignorante ou brain-washed (a grande maioria) é uma perda de tempo.
Basta ver que o que acontece agora: Os alimentos aumentam, os medicamentos aumentam, a mensalidade das escolas aumenta, tudo aumenta, mas o que se faz? Manifestações contra as portagens nas SCUT.


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