Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Redução do número de comboios na Linha de Sintra

A redução do serviço já é do verão passado, mas a notícia é de hoje (Público)
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra vai distribuir um questionário a solicitar aos utilizadores daquele transporte que se pronunciem sobre o fim de 106 horários. Segundo Rui Ramos, à Lusa, em Julho de 2006 a CP "eliminou 70 dos 358 comboios existentes aos dias de semana da Linha de Sintra, reduziu 180 dos existentes aos fins-de-semana e 36 dos existentes nos feriados, o que causou graves transtornos aos utentes da Linha". E acusou a empresa de promover uma política "economicista em detrimento do direito dos utentes". O questionário será distribuído durante este mês em várias estações.
A CP vai de mal a pior.
A CP já gasta demasiado dinheiro dos contribuintes com o seu défice de exploração crónico.
Agora, se o país aceitar que todos paguem para que 6 pessoas viajem às 3 da manhã entre Cascais e o Cais do Sodré, quem sou eu...
(o exemplo é meramente ilustrativo!)
De certeza que se fosse economicamente rentável, os comboios não seriam suprimidos.
A ideia deste país tem de ser "corte-se em tudo" quanto se puder. mesmo que alguns fiquem prejudicados e já não seja preciso baixar o défice.
Abaixo a linha do Tua! Abaixo os SAPs que atendem menos de 10 pessoas por noite! Abaixo a paragem de comboios em apeadeiros onde, de tempos a tempos alguém entra/sai!
PS - Confirmar a razoabilidade custo/benefício antes...
De
MC a 12 de Abril de 2007 às 16:05
Fico sem perceber onde começa e onde acaba a ironia...
Claro que defendo uma análise custo benefício, e SAPs com 0,5 atendimentos por noite são um absurdo.
Agora o défice da CP deve-se em primeiro lugar a uma péssima gestão e em segundo a linhas que de facto não fazem muito sentido como estão neste momento. Nem é preciso falar do Tua, o funcionamento actual da linha Cacém-Caldas-Figueira da Foz é um absurdo.
O défice da CP não se deve de certeza às linhas sub-urbanas . Talvez não saibas, mas comboios às 3 da manhã não existem, e os últimos levam bem mais de seis pessoas.
Por último, e mais importante de tudo, eu defendo que os transportes públicos devem ser financiados. Por trazerem vantagens em termos ambientais, de trânsito, de qualidade de vida, de racionalidade do uso do espaço urbano, etc... em comparação com o transporte individual. Devem pois ser positivamente discrimnados.
Segundo a UE os custos inerentes aos automóveis que não são pagos pelos seus utilizadores ascendem a 1300€ por cada europeu! Quem me dera que os transportes públicos recebessem isso de cada um de nós.
Não se pode olhar para um comboio com 6 pessoas às 3 da manhã (que, repito, não existe) e pensar só nessas 6 pessoas. Além dessas 6 haverá muitas outras que apesar de não terem usado o último comboio, sabem que ele existiria se precisassem de ficar até tarde em Lisboa, e que por isso também deixaram o carro em casa. Serão menos uns 50 automóveis que não vêm encher e poluir Lisboa.. Se isso não merece financiamento, não sei o que merecerá.
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