Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Sinistralidade dos peões no Público

O Público tem hoje uma série de artigos sobre o assassinato de peões nas nossas cidades.

Diz-se que as multas vão passar a ser cobradas num espaço de 48 horas, porque como diz e bem o secretário de Estado da Protecção Civil, "esta é a única linguagem que muitos condutores entendem: a da contra-ordenação". Há um relato de um dos muitos atropelamentos de crianças a aproximarem-se de autocarros (a lei alemã por exemplo é especialmente exigente a carros a passarem perto de autocarros), acompanhado por algumas declarações de quem fez um mestrado sobre o tema. Por último uma entrevista com o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Paulo Marques, sobre este tema.

Já muito escrevi aqui no blogue sobre isto, sempre alertando que mesmo as propostas das pessoas mais sensibilizadas para este problema (como as pessoas acima mencionadas), estão ainda longe do que já existe na prática no norte da Europa, por exemplo a strict liability. Deixo apenas um parágrafo antigo que mostra bem a gravidade da situação:

Um estudo do Departamento de Transportes do Governo Britânico sobre sinistralidade das crianças enquanto peões coloca Portugal no pior lugar dos países europeus analisados. Descontando a Polónia, todos os países têm taxas que são menos de metade (!) da taxa portuguesa. Por se tratarem de crianças, logo com menos noção sobre o comportamento e as regras do trânsito, seria de esperar que os números não fossem tão díspares. Concluí-se neste caso que o problema está no comportamento do condutor e não no do peão.

 


A ler, mais um relato sobre Vauban, subúrbio de Freiburg, desta feita no Apocalipse Motorizado baseado num artigo da Carbusters.

publicado por MC às 15:21
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3 comentários:
De Il Gladiatore a 24 de Agosto de 2010 às 23:05
Quando comparado o que se passa nas nossa estradas com o que se passa nas estradas do resto da Europa, a grande diferença é a velocidade a que os automóveis circulam. Qualquer que seja o tipo de via, em Portugal circula-se sempre acima do limite. Sempre!
A grave sequência de acidentes dos últimos dias, quer em Portugal, quer em Espanha envolvendo condutores portugueses, todos com elevado número de mortes, tem na velocidade excessiva o grande factor de risco.
O condutor do automóvel português perto se Salamanca "saltou" o separador, porque ia demasiado devagar?
O pessoal que enfaixou todo na autoestrada, circulava com a distância de segurança ao veiculo da frente e a uma velocidade de acordo com o estado de visibilidade?
Os que viajavam em sentido contrário efectuaram manobras em segurança?
Como se resolve este problema?
Resolve-se com vontade e determinação. Como se resolveu em Espanha, em França, na Alemanha, na Itália, EM TODO O LADO!
Mas... ouvir um responsável governamental português dizer que o acidente da A25 teve causa no nevoeiro e na meteorologia, diz bem do como esta gente não sabe mesmo a que cá anda a fazer!
De a_vieira a 25 de Agosto de 2010 às 12:30
Os acidentes nunca têm causa única, são a conjugação de pelo menos 3 factores. Não faz sentido nenhum falar em aumentar a celeridade da cobrança das multas se muitas das vias urbanas são desenhadas para velocidades muito superiores aos 50 km/h.
De Andreia a 31 de Agosto de 2010 às 03:05
Olá boa noite,
Venho oferecer a este blog o selo “Blog 100% Verde”!
espero que goste, no meu blog tem mais informações.
Parabéns e continuação com o excelente trabalho ;)
Um abraço,
Andreia

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