Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

E outra vez

Todos os anos temos uma série de eventos que são destacados na imprensa por... as pessoas não conseguirem chegar até eles. Esta semana tivemos o concerto do Prince, onde houve várias horas de trânsito, carros estacionados a 5km do concerto e muita gente que pura e simples desistiu de lá chegar depois de pagar o bilhete e fazer dezenas ou centenas de quilómetros.

Por que isto acontece é óbvio, o automóvel é o modo mais ineficiente que existe para transportar pessoas quando o espaço é limitado - isto já sem falar da agravante do automóvel necessitar de tempo e muito espaço para estacionar. Mesmo quem escolheu o transporte mais eficiente (o autocarro) acabou preso no meio do trânsito dos outros. O que não é nada óbvio, é o porquê deste erro ser cometido mês após mês.

Eu deixo aqui de borla algumas sugestões para evitar este caos em zonas com poucos transportes:

  • Desincentivar fortemente a vinda de automóvel, por exemplo cobrando caro pelo estacionamento e proibindo o estacionamento fora dos parques (a proibição existiu este domingo, a cobrança é que não).  Em alternativa proibir o estacionamento em toda a zona, e introduzir autocarros do estacionamento na periferia até ao evento.
  • Criar corredores especiais para a circulação dos transportes.
  • Autocarros desde a estação de comboio/cidade mais próxima.
  • Publicitar bem estas medidas.

E não seriam necessários muitos autocarros para transportar toda a gente. Tal como dentro da cidade, os autocarros são muito eficientes a transportar pessoas, o problema é quando estão bloqueados no trânsito.

 


Mais um estabelecimento de ensino a promover a vinda de bicicleta dos alunos na TVI. Depois de Santarém, Aveiro, etc. agora temos Braga, tal como já faz a universidade local.

publicado por MC às 12:24
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5 comentários:
De Patricia a 22 de Julho de 2010 às 14:29
Neste caso, acima de tudo, foi uma falha da organização que devia ter feito autocarros grátis ou baratos, desde a estação até ao local. Porque o carro tinha que ficar nalgum lado, fosse ali ou num sitio mais afastado. É porque, eu ando de comboio todos os dias, mas ninguém me fazia vir de madrugada no comboio da Linha de Sintra (e isto também é culpa da CP).
De Joana a 22 de Julho de 2010 às 14:40
Neste tipo de acontecimentos, em que é previsível uma enorme afluência de gente, a primeira coisa em que penso sempre é se há transporte público para o local e se também existe à hora do regresso. Só imaginando a ideia de perder estupidamente horas em engarrafamentos, afasto logo a hipótese de ir de carro.

Em casos como este, em que a alternativa é só rodoviária, e em que portanto também é previsível que os autocarros fiquem presos nos engarrafamentos, pura e simplesmente não vou, ou vou muito mais cedo.

Claro que neste caso a organização tem uma grande dose de culpa, mas isto acontece frequentemente quando há um evento deste tipo. Não é inédito, não é uma surpresa, é previsível. Mas a malta dirige-se toda para lá em cima da hora, não contando nunca com engarrafamentos.

Isto acontece no Meco, como em Lisboa ou no Porto. No Porto, por ocasião do Serralves em Festa, formaram-se engarrafamentos enormes na Avenida da Boavista e ouvi pessoas queixarem-se da organização por causa disso. Em Lisboa, isto acontece quase sempre, por exemplo, quando há um evento no Pavilhão Atlântico. Formam-se engarrafamentos intermináveis na Avenida de Berlim, centenas ou milhares de pessoas chegam muito atrasadas e depois queixam-se da organização. Os jornais vão-nos dando conta destas delícias...

Em todo o caso, concordo com as sugestões.
De Anónimo a 23 de Julho de 2010 às 21:48
é o que dá fazer concertos no fim do mundo, e anunciar em todo o lado que "ha grandes parques de estacionamento"..
De Nuno a 4 de Agosto de 2010 às 20:40
Bem dito!!
De CAV a 13 de Agosto de 2010 às 10:20
"e isto também é culpa da CP"
não é a culpa da CP que a linha de Sintra seja um antro de delinquentes. Quem tem que intervir é o MAI.

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