Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

O mercado da bicicleta

Um argumento fraco contra a perda de predomínio do automóvel nas cidades é o seguinte:

 

"Sem o automóvel muitas actividades económicas na cidade ficariam enfraquecidas. Até correriam o risco de desaparecer. Muitas garagens e oficinas de mecânicos fechariam".

 

Aqui parece dar-se a confusão entre o transporte e o transportado. Exceptuando a entrega de mercadorias e bens, quem realmente produz riqueza é o transportado, não o transporte. É a pessoa que é responsável pela criação de riqueza. Mesmo que fosse verdade que algumas oficinas de mecânicos encerrariam, a adopção da bicicleta como meio de transporte generalizado poderia potenciar outras oportunidades: abertura de mais lojas de bicicletas e acessórios, empresas de encomendas, etc.

 

Um novo meio de transporte potencia também novas oportunidades para a publicidade e para projectistas de imobiliário urbano. Por exemplo, no caso de estacionamentos para bicicletas, chega-nos esta pérola da Front Yard Company:

 

 

 

 

Não tenhamos medo de mudar. Principalmente quando há todas as razões para isso.

publicado por TMC às 14:30
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3 comentários:
De Rogério Leite a 8 de Maio de 2010 às 00:58
Em discussão recente com alguns ciclistas mostrei que grande parte da atividade econômica da cidade foi feita em torno do carro. Serviços mecânicos para carros, peças para carros, estacionamentos para carros, postos de gasolina para carros, etc. Jornais e Revistas anunciam carros, lojas de carros, lançamentos de carros, porque são aúncios grandes e caros, e o mercado das bicicletas não tem tanto folego assim. Todos são negócios que criam uma fantasia de que a cidade não pode viver sem eles. Isto faz com que os políticos não achem ser uma medida politicamente vantajosa deixar de valorizar o carro, para valorizar as bikes. E nem a mídia está interessada. Assim, só com a pressão da massa, isto pode ser revertido. Ou isto, ou a implosão causada pelo excesso dos automóveis e pelos problemas causados pelo excesso: tráfego, falta de estacionameto, mortes, etc... Todas as oportunidades devem ser usadas para a conscientização. E só nos resta esperar...
De MC a 10 de Maio de 2010 às 18:51
Uma maneira mais simples de perceber: a passagem de um sistema de transportes ineficiente para um mais ineficiente seria como passar de um sistema onde a eletricidade é produzida à manivela para centrais elétricas.
Perder-se-ia emprego mas acho que toda a gente percebe que a situaçao actual é melhor (descontando a poluiçao claro).
De Miguel a 11 de Maio de 2010 às 10:27
Aconteceu a mesma coisa quando abriu a Linha do Norte: acabaram as diligências entre Lisboa e Porto e também o serviço marítimo entre as duas cidades.
E muita gente também se queixou por causa disso na altura.

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