Terça-feira, 4 de Maio de 2010

UE pensa em limitar velocidade máxima nos automóveis comerciais

O i conta-nos hoje que está a ser considerada a hipótese de se colocar um dispositivo eletrónico nos carros comerciais de modo a obrigá-los a cumprir o limite de velocidade. A razão não seria a sinistralidade, mas o combate às emissões de CO2 (estas sobem exponencialmente a partir dos 100km/h).

Eu só fico espantado que esta ideia só surja em 2010, quando a tecnologia necessária existe há várias décadas, e que se dirija apenas aos carros comerciais.

 


Para quem perdeu, aqui fica um aplauso aos ciclistas urbanos no dia da Terra por parte do jornal gratuito Metro, via página da Massa Crítica:

É só um anúncio, mas ele não teria sido publicado há 5 anos.

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publicado por MC às 11:13
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7 comentários:
De Miguel a 4 de Maio de 2010 às 11:47
"Eu só fico espantado que esta ideia só surja em 2010, quando a tecnologia necessária existe há várias décadas, e que se dirija apenas aos carros comerciais."

Sabendo o poder que as construtoras alemãs têm no seio do Governo Alemão e, consequentemente, das instituições comunitárias a mim não me espanta nada.

Aliás, basta ver a treta da taxação do CO2 nos automóveis: quase só é taxado o único poluente emitido pela combustão de combustíveis fósseis que não tem efeitos directos em termos de saúde pública (penso que para existir intoxicação por CO2 a concentração tem que ser elevadíssima - o problema do CO2 é mesmo as alterações climáticas, mas antes desse sério problema devia estar a saúde pública das populações), ao contrário de outros poluentes como as partículas finas e inaláveis (e outros) que matam centenas de milhares de pessoas anualmente e dão cabo da saúde a muitas mais (basta ver a quantidade de crianças com asma que agora existem) quase não são taxados (digo quase, porque em Portugal os carros a gasóleo sem filtro de partículas pagam 500€ a mais de imposto - ridículo!).
De Marcos Pais a 4 de Maio de 2010 às 21:48
Na notícia do "i" diz em relação aos veículos comerciais: "Estes veículos são quase exclusivamente usados para fins comerciais e não precisam de exceder os 120 km/h"

E os outros veículos, precisam de exceder os 120 km/h?

Parece-me que para cumprimento de horários de entregas, os veículos comerciais até teriam maior justificação para exceder os limites de velocidade, se alguma justificação para isso pudesse existir.

Portanto parece-me que limitar a 120 km/h apenas os veículos comerciais não tem justificação. Todos os veículos (excepto os de emergência) deveriam ser limitados a 120 km/h.
Aliás, eu proponho que seja colocado um chip em todos os automóveis que comunique com um emissor local que indica através de análise GPS se o automóvel está numa rua, estrada ou auto-estrada, limitando a velocidade máxima do automóvel conforme a situação.

Já estivemos mais longe disso, parece-me. Agora só falta acabar com as potências idiotas e criminosas do motores. Limite ao máximo de um cavalo por cada 12 ou 15 kg.
De Miguel a 5 de Maio de 2010 às 11:38
«"Estes veículos são quase exclusivamente usados para fins comerciais e não precisam de exceder os 120 km/h"

E os outros veículos, precisam de exceder os 120 km/h? »

A que soma aquele pequeno pormenor de os veículos comerciais só puderem andar a 110 km/h, não a 120...
Sim, eu sei que isso já é informação a mais para um jornalista português típico...
De Pereira a 19 de Maio de 2010 às 22:25
Sr. Marcos Pais você, com todo o respeito, é um desastre! Então acha que os comerciais deviam poder exceder a velocidade? E que tal ajustarem os horarios de partida e chegada para cumprirem a velocidade?

Mas os veiculos normais já acha que não deviam exceder, ou aliás, SEREM CONTROLADOS e LIMITADOS! Desculpe a minha presunção mas vôce deve ser um belo hipócrita! Vai dizer que nunca excedeu a velocidade? E sim, os comerciais que podem ajustar as horas podem exceder, mas os veiculos normais que por vezes podem ir em marcha de emergência já são limitados electronicamente! Miséria! E mesmo não indo em marcha de urgência devem ter o direito de exceder a velocidade que bem lhes apetece desde que acarretem com as consequências devidas!

Pense bem no que disse e se não acha de um fanatismo de proporções épicas.
De Miguel a 21 de Maio de 2010 às 15:29
"ter o direito de exceder a velocidade que bem lhes apetece desde que acarretem com as consequências devidas!"

Este argumento é brilhante! Suponho então que o/a Pereira também ache que podemos andar todos por aí aos tiros às pessoas. Desde que arquemos com as consequências tudo bem!
De certo e determinado indivíduo a 21 de Maio de 2010 às 12:24
Meus caros,

Acho bem a atenção emergente que estas preocupações começam a ganhar mas considerem que o progresso nesta questão deve vir da promoção da responsabilidade e consciência social, não de medidas próprias de um regime totalitário.
Isto é 2010, não 1984.
De Miguel a 21 de Maio de 2010 às 12:57
Precisamente por já ser 2010 é que já sabe o custo em número de vidas humanas que andar a mais de 120 kmh tem, a que se somam os custos económicos de importar milhares de milhões de euros em energia para alimentar os carros a essas velocidades (num cenário absurdo em que as importações de petróleo fossem zero e em que tudo o resto fosse constante, a economia cresceria mais 3 a 5% ao ano), pois o gasto de energia aumenta exponencialmente com a velocidade (energia cinética=0,5*massa*velocidade*velocidade)

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