Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Bio-combustíveis podem levar a emissões de carbono quatro vezes maiores

Um relatório preparado para Comissão Europeia, afirma que os bio-combustíveis à base de soja levam a um nível de emissões de 339,9Kg de CO2 por GJ, quatro vez mais que os combustíveis convencionais. Estes valores são baixam para 150,3 Kg no caso de biodiesel produzido por colza na Europa, e 100.3 Kg para a beterraba europeia. Todos estes valores ficam acima dos 85Kg do diesel e gasolina convencionais.

Estes dados constam de um estudo que já estava nas mãos da Comissão Europeia há vários meses, mas que não tinha sido publicado. Foi apenas por pressão judicial da Reuters e ONGs que a Comissão foi obrigado a divulgá-lo.

Fugas de outros estudos para a Comissão, mencionadas pela Reuters, apresentam outros problemas dos biocombustíveis como aumento dos preços dos alimentos e destruição de ecossistemas.

De lembrar que a queima do bio-combustível em si, terá uma emissão próxima dos combustíveis convencionais. Mas a este valor deve subtrair-se o carbono que foi caputrado da atmosfera (100% se o combustível for 100% bio) mas deve somar-se os custos de produção (cultivo, recolha, processamento, distruição) que são maiores do que no caso dos convencionais.

 

A indústria e as autoridades andam agarradas ao paradigma automóvel tentando contornar todos os problemas energéticos e ambientais que ele tem. Como diz James Howard Kunstler, andam preocupadas em como vamos continuar a andar de carro daqui poucas décadas, quando a questão que se põe é como a sociedade vai funcionar sem automóveis.


A CM de Lisboa já estar a dar o seu passinho, tendo criado uma página sobre a bicicleta em Lisboa. Parabéns!

publicado por MC às 16:25
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5 comentários:
De G a 22 de Abril de 2010 às 23:01
Um pouco mais de atenção ao português não seria mal pensado.

Abraço
De S a 23 de Abril de 2010 às 13:02
Concordo plenamente.
De Anónimo a 24 de Abril de 2010 às 12:07
Caro MC
É pena não termos acesso ao relatório. Seria interessante comparar os resíduos poluentes dos dois modos observados. CO2 um poluente? É extraordinário como o macaco continua a tentar cortar o galho onde está sentado.

À primeira vista, a CML está de parabéns. Uma proposta aparentemente fundamentada. Resta saber quantas daquelas mentes iluminadas utiliza a bicicleta no seu dia-a-dia. Porque na proposta não estão contemplados caminhos na Baixa. Para quem advoga que a bicicleta é o transporte ideal para percursos curtos, é no mínimo miopia contemplar muitos caminhos em Monsanto (que é mesmo o local ideal para passar para quem trabalha no Marquês ou no Saldanha, por exemplo, é mesmo ali ao lado!) e deixar de fora a Baixa, o Centro em geral e a maior parte da zona oriental. Continuam a ver a bicicleta como um brinquedo. E os brinquedos, como se sabe, não podem partilhar a estrada com os carros.
A somar, temos o equívoco da CML continuar a juntar peões e bicicletas. Ainda te lembras do teu artigo sobre passeios e bicicletas?
Acresce outra dúvida: porque razão a CML pretende enterrar milhões em projectos de "ciclovias", se "a questão que se põe é como a sociedade vai funcionar sem automóveis". Este projecto da CML é elaborado por quem está agarrado ao paradigma do carro. Será que eles convidaram alguém que utiliza a bicicleta no dia-a-dia? Alguém que faz o percurso casa-trabalho-casa de fato e gravata? Ou de camisa e calças de ganga? Alguém que vai às compras de bicicleta? Alguém que vai ao cinema e visita museus de bicicleta? Alguém que substituiu o carro pela bicicleta e não pensa na bicicleta como aparelho de preparação física? Alguém que não utiliza as ciclovias existentes, porque as considera perigosas, nada práticas e especialmente mal concebidas? (Antes que o afirmes, não estou a pensar em mim. Não moro em Lisboa e não uso fato e gravata. De certeza que conheces lisboetas que cumprem estes meus "critérios").
Pretender repetir com as bicicletas os mesmos erros que se cometeram com os carros, enquanto estes ainda são os senhores do mundo, é matar, praticamente à nascença, a divulgação e massificação do uso da bicicleta.
Embora nem tudo esteja perdido. Foi com enorme satisfação que pedalei, na semana passada, (lado-a-lado, em clara transgressão do actual anti-ciclista e anti-peão Código da Estrada) com um bem mais velho, que subia a Rua Barão de Sabrosa numa pasteleira, de camisa e calças de ganga. Além do indispensável boné...
Boas pedaladas.
De Iletrado a 24 de Abril de 2010 às 12:08
Caro MC
É pena não termos acesso ao relatório. Seria interessante comparar os resíduos poluentes dos dois modos observados. CO2 um poluente? É extraordinário como o macaco continua a tentar cortar o galho onde está sentado.

À primeira vista, a CML está de parabéns. Uma proposta aparentemente fundamentada. Resta saber quantas daquelas mentes iluminadas utiliza a bicicleta no seu dia-a-dia. Porque na proposta não estão contemplados caminhos na Baixa. Para quem advoga que a bicicleta é o transporte ideal para percursos curtos, é no mínimo miopia contemplar muitos caminhos em Monsanto (que é mesmo o local ideal para passar para quem trabalha no Marquês ou no Saldanha, por exemplo, é mesmo ali ao lado!) e deixar de fora a Baixa, o Centro em geral e a maior parte da zona oriental. Continuam a ver a bicicleta como um brinquedo. E os brinquedos, como se sabe, não podem partilhar a estrada com os carros.
A somar, temos o equívoco da CML continuar a juntar peões e bicicletas. Ainda te lembras do teu artigo sobre passeios e bicicletas?
Acresce outra dúvida: porque razão a CML pretende enterrar milhões em projectos de "ciclovias", se "a questão que se põe é como a sociedade vai funcionar sem automóveis". Este projecto da CML é elaborado por quem está agarrado ao paradigma do carro. Será que eles convidaram alguém que utiliza a bicicleta no dia-a-dia? Alguém que faz o percurso casa-trabalho-casa de fato e gravata? Ou de camisa e calças de ganga? Alguém que vai às compras de bicicleta? Alguém que vai ao cinema e visita museus de bicicleta? Alguém que substituiu o carro pela bicicleta e não pensa na bicicleta como aparelho de preparação física? Alguém que não utiliza as ciclovias existentes, porque as considera perigosas, nada práticas e especialmente mal concebidas? (Antes que o afirmes, não estou a pensar em mim. Não moro em Lisboa e não uso fato e gravata. De certeza que conheces lisboetas que cumprem estes meus "critérios").
Pretender repetir com as bicicletas os mesmos erros que se cometeram com os carros, enquanto estes ainda são os senhores do mundo, é matar, praticamente à nascença, a divulgação e massificação do uso da bicicleta.
Embora nem tudo esteja perdido. Foi com enorme satisfação que pedalei, na semana passada, (lado-a-lado, em clara transgressão do actual anti-ciclista e anti-peão Código da Estrada) com um bem mais velho, que subia a Rua Barão de Sabrosa numa pasteleira, de camisa e calças de ganga. Além do indispensável boné...
Boas pedaladas.
De Iletrado a 24 de Abril de 2010 às 12:11
Caro MC
Por lapso, publiquei duas vezes o meu comentário. Não reparei que não tinha assinado o primeiro. As minhas desculpas. Se te for possível, apaga o comentário não assinado.
Boas pedaladas.

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