Terça-feira, 30 de Março de 2010

Sedentarismo e saúde pública

A falta de atividade física mata no Mundo 1,9 milhões de pessoas por ano por falta de atividade física, devido ao aumento de doenças cardíacas, do aparelho circulatório, de diabetes e alguns cancros. Só em Portugal, morrem duas pessoas por hora de AVC. Portugal é campeão europeu em obesidade infantil e em (falta de) deslocações a pé.

No Eurobarómetro publicado esta semana ficamos a saber que os portugueses são os campeões europeus na resposta à pergunta "quantas vezes exerce atividade física que não seja desporto, como andar de bicicleta, caminhar, dançar, jardinagem?", havendo  36% que pura e simplesmente respondem "nunca"! Curiosamente os italianos, cipriotas, gregos e romenos são os povos que se seguem - todos habitantes de países onde a ditadura do automóvel se afirma com mais força. No outro extremo temos os escandinavos, holandeses e búlgaros(!), onde as cidades são mais humanas e amigas dos peões e ciclistas.

 

As cidades portuguesas são pensadas exclusivamente para o automóvel: quando se demora dois minutos e meio a atravessar uma simples avenida no centro de Lisboa, não admira que haja tão pouca gente a deslocar-se a pé. Pensar no peão é algo fundamental como poítica de saúde pública.

 


Mais uma cidade portuguesa com uma Bicicletada/Massa Crítica mensal: Évora!

publicado por MC às 10:15
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4 comentários:
De Paulo Vieira a 2 de Abril de 2010 às 03:13
O link para o eurobarómetro parece estar errado.

Curioso esse resultado na Bulgária. Isso será devido a uma política feita nesse sentido, ou à impossibilidade da população ter automóveis? Nunca estive lá, mas já passei uns meses na capital de outro país dos Balcãs, a Sérvia. A situação em Belgrado é como em Lisboa relativamente a estas matérias. Na verdade acho que é pior porque eles têm ainda menos respeito pelos peões e pelas regras de segurança em geral. Era comum ver-se acidentes nos cruzamentos porque alguém não tinha respeitado a prioridade ou a sinalização. Nas ruas principais os semáforos estavam programados para fazer "fluir o tráfego". O peão tinha sempre esperar bastante tempo para poder atravessar. Não se viam bicicletas.
De MC a 2 de Abril de 2010 às 09:41
Obrigado! Já corrigi o link.

De facto é estranho o caso da Bulgária, dado que todos os seus vizinho também não têm grande consideração pelo peão.
A falta de capacidade de ter automóvel pode ser de facto uma explicação. Também pode ser que muita gente trabalhe numa horta particular (a hipótese "jardinagem" está incluida na pergunta), como é comum nos países mais pobres dos balcãs.
De Ana Portugal a 3 de Abril de 2010 às 20:15
O peão não tem a vida facilitada, por isso penso que haja tão poucas pessoas a andar a pé.
Claro que aqui também entra outro factor tão português como o comodismo.
Eu trabalho na zona comercial de Alfragide e não consigo ira pé da empresa onde trabalho até ao IKEA ou à Decathlon que se encontram a cerca de 500m.
Aliás poder até posso,mas só existe passeio até metade do caminho,o restante é estrada onde passam carros a alta velocidade, o que representa algum perigo.
E quantas situações caricatas como esta não haverão por aí?
De Nuno a 12 de Abril de 2010 às 22:30
Desculpem o off-topic, mas já conheciam estes dois sinais de esperança, no país mais auto-dependente do mundo (á nossa frente)?

"The End of the Automobile Era?"
http://www.planetizen.com/node/43731

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