Terça-feira, 2 de Março de 2010

Se não querem ser violadas, não andem de mini-saia

Há uns bons anos, uma turista que andava de mini-saia foi violada em Portugal, mas o juiz desculpou o violador por considerar que ela tinha induzido a violação ao andar com tais trajes na coutada do macho lusitano (expressão do próprio juiz). Foi uma sentença típica de uma sociedade dominada pelo homem, onde a mulher tinha um papel secundário. Os acontecimentos foram assim analizados exclusivamente do ponto de vista do violador, que foi provocado pela vítima. Se ela não queria ser violada, deveria ter pensado duas vezes antes de sair de casa.

A PSP anunciou hoje que vai ter guardas à paisana para ver se os peões se portam bem na rua. É exactamente o mesmo tipo de inversão de valores, onde a (potencial) vítima é admoestada por não ter o devido cuidado. É uma visão típica de uma sociedade vista do volante de um automóvel, e não dos olhos da vítima. Só assim se explica que se possa colocar os deveres de condutores e peões ao mesmo nível.

 

Hoje felizmente já não temos casos como o primeiro, mas ainda apontamos o dedo às vítimas do automóvel. Por quanto tempo? Sobre isto recomendo a leitura do meu contributo para a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária que escrevi há tempos, donde retiro o parágrafo final:

Um estudo do Departamento de Transportes do Governo Britânico sobre sinistralidade das crianças enquanto peões coloca Portugal no pior lugar dos países europeus analisados. Descontando a Polónia, todos os países têm taxas que são menos de metade (!) da taxa portuguesa. Por se tratarem de crianças, logo com menos noção sobre o comportamento e as regras do trânsito, seria de esperar que os números não fossem tão díspares. Concluí-se neste caso que o problema está no comportamento do condutor e não no do peão.

 


Boa notícia para Lisboa: a CML está a considerar a possibilidade de estender as restrições ao trânsito que já existem em alguns bairros históricos a outros locais, como a Mouraria.

publicado por MC às 18:33
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61 comentários:
De Nuno Milheiro a 2 de Março de 2010 às 18:53
Se bem percebi é assim:
Um carro pode andar dias e semanas no espaço do peão, e não lhe acontece nada, o peão atravessa fugazmente, a muito risco, a correr o espaço do automóvel e é multado.

Acho que chegou a hora dos pedestres começarem a mostrar o mesmo desrespeito dos automobilistas e "estacionar" na rua, a ver o que dá.
De Joana a 2 de Março de 2010 às 19:58
Nem mais. Era juntar um grupo numeroso de pessoas, ir para uma daquelas ruas em que os passeios estão totalmente ocupados pelos automóveis e andarmos todos na rua, para cima e para baixo, ocupando a faixa de rodagem, durante uma boa hora. Claro que a seguir a polícia, que quase nunca aparece para multar os carros nos passeios, apareceria num instante para nos prender a todos, por estarmos a fazer uma "manifestação não autorizada" e estarmos a bloquear o trânsito...
De Joana a 2 de Março de 2010 às 20:03
(não tinha acabado) Porque na mentalidade dominante, o "trânsito" é o "trânsito automóvel". O trânsito de peões, bloqueado pelos tais carros em cima do passeio, não é trânsito, é irrelevante, é uma mesquinhice, uma mariquice...
De Phil a 2 de Março de 2010 às 22:51
Já há algum tempo que estou a pensar em arranjar um grupo de pessoas e "estacionar" uma manif no marquês de pombal (mesmo na estrada)!!!

pelos peões, contra o abuso do estacionamento, pela passividade das autoridades e também contra estas inversão de valores (violador/vitima)...

alguém está disponível ?! :D
(eu sou condutor, tenho carro, eu faço por tudo para não violar os direitos dos outros!)
De MC a 2 de Março de 2010 às 23:32
Phil, Nuno e Joana
há um ano, juntámo-nos uns 10 para fazer isso. Acabou por não correr muito bem quando o tentamos. Seria necessário um grupo bastante grande, com cartazes, cadeiras, etc. E bem à frente da polícia para garantir que a polícia iria lá, antes alguns automobilistas nos atacarem violentamente (esteve quase para a acontecer).

Os 3 bloggers estão obviamente disponíveis :)
De Phil a 2 de Março de 2010 às 23:53
de certeza que se arranja mais pessoas! é preciso é divulgação!
De CAV a 3 de Março de 2010 às 10:17
Tou nessa. É começar a difundir para um deteminado dia e local. Não só Lisboa. Por exemplo, um dia em Cascais, outro em Oeiras (estes merecem e de que maneira) e solicitar uma espécie de inscrição, para se ter noção do número de aderentes para esses dias.
De Joana a 3 de Março de 2010 às 13:44
Há uma outra faceta da mentalidade automobilística que nos domina. Bloquear o trânsito de peões com automóveis estacionados em cima dos passeios dá lugar a uma pequena multa, que raramente, muito raramente, é aplicada. Bloquear o trânsito automóvel com uma manifestação não autorizada é um crime, punível com pena de prisão. O processo-crime raramente falha: é sempre aberto um processo. Portanto, não aconselho a uma manifestação não autorizada que bloqueie o trânsito. Até porque se queremos a presença da polícia, não é com uma manifestação ilegal e qualificada como crime...

Nos últimos meses fui-me divertindo a imaginar outro tipo de actuação. Por exemplo, estas duas:

Esta não é manifestação, é mais simples, mas é provocadora e também requer algumas centenas de pessoas. Numa rua bem escolhida, daquelas em que todas as manhãs os passeios se enchem de carros até ao final da tarde: próximo da hora em que os carros chegam para estacionar (manhã) ou da hora em donos dos carros saem (tarde), colocarmo-nos todos à conversa ao longo do passeio, entre os carros e a estrada, impedindo-os de sair. E continuar a conversar distraidamente indiferentes às buzinadelas ou às tentativas de conversa dos condutores. Esta tem a vantagem de fazer ver aos automobilistas que o passeio é "nosso", que os passeios das cidades também servem para ficarmos a conversar.

A segunda é menos perigosa e requer muito menos pessoas. Na mesma rua, depois de o passeio se encher de carros, colocar aqueles pinos de plástico que se compram por aí e se afixam com parafusos, impedindo a saída dos automóveis. Desconfio que a eficácia desta é terrível...

Uma variante desta última é, em vez dos pinos, colocar pedragulhos bem pesados junto às rodas dos automóveis, obrigando os automobilistas a tentar retirá-los para poderem sair.

Talvez ações deste tipo (tenho mais) sejam mais eficazes que uma simples manifestação, de que no dia seguinte já ninguém se lembra...

São outro tipo de manifestação: manifestação de indignação.
De Joana a 3 de Março de 2010 às 13:49
Quanto à primeira "ação" que referi, acho que prefiro a solução da manhã, que talvez seja menos perigosa: colocarmo-nos ao longo do passeio impedindo a entrada dos automóveis para cima do passeio. É provável que acabem por desistir, até porque enquanto estão à espera que saiamos do caminho provavelmene vai-se formando uma fila de trânsito que os força a desistir...
De Patricia a 2 de Março de 2010 às 23:01
Não tenho nada contra essa medida, desde que coloquem polícias à paisana nas passadeiras, para ver quais são os condutores que ignoram o sinal vermelho. Sem falar naquelas situações em que está sempre sinal intermitente para os carros e apenas o sinal dos peões fica vermelho/verde. Já por diversas vezes me irritei, porque está verde para os peões, os meninos do cu tremido vêm sinal intermitente para eles e ficam muito irritados por as pessoas atravessarem!!
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 10:58
Ainda bem que a PSP vai fiscalizar mais! E está-se mesmo a ver que não conhecem o código da estrada também! Pois bem, leiam com atenção o que diz o artigo 101 do código da estrada, e cumpram sff:

1 - Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
2 - O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.
3 - Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.
4 - Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.
5 - Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 10 a € 50.

Ecotretas
De TMC a 3 de Março de 2010 às 11:40
Caro tretas,

O que a campanha da PSP está a fazer é voltar a alertar para o cumprimento do código da estrada, o que está certo. O que não está certo e é até anti-pedagógico é estar-se a equivaler em termos de importância a responsabilidade e a ocorrência das infracções dos condutores na cidade com a responsabilidade dos peões nas mesmas infracções.

O limite de velocidade nas cidades é 50 km/h. A partir dessa velocidade, um atropelamento resulta com frequência em vítimas mortais. Vai-me dizer que há mais peões que não sabem zelar pela sua própria saúde do que o desprezo total por esse limite de velocidade?

E responda com cabeça.
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 13:44
Respondo-lhe com um exemplo de uma notícia concreta: http://legalices.blogspot.com/2007/06/cdigo-da-estrada-atravessamento-de-pees.html

Ecotretas
De TMC a 3 de Março de 2010 às 14:13
Outra não resposta. Não estamos a avaliar o cumprimento estrito do código da estrada, caso em que quer os peões quer os condutores o transgridem. Estamos a falar de uma campanha que dará o mesmo peso a essas infracções, indo ao ponto de as generalizar para todos atropelamentos. E é um dado adquirido que os condutores ultrapassam com muito mais frequência e impunidade os 50 km/h do que os peões não saberem cumprir um requisito legal; isto não corresponde à ordem das coisas: quem deveria sofrer com mais incidência as consequências da campanha da PSP seria quem mata e atropela; multarem peões por não terem noção da sua própria segurança é ridículo. É ssim atestarem que a cidade foi mal desenhada, tanto em largura de vias como na distância entre as passadeiras disponíveis em cada rua.

Posso dar-lhe vários exemplos de locais em que os peões estão sujeito a atropelamentos apesar de não existir nenhuma passadeira e apesar de ser do seu interesse passar por esse local. Por essa ordem de ideias cada peão deveria deambular pelas ruas até encontrar uma passadeira.
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 14:48
Montes de argumentação sem sentido. Vamos por partes:

-"E é um dado adquirido que os condutores ultrapassam com muito mais frequência e impunidade os 50 km/h do que os peões não saberem cumprir um requisito legal;" Onde estão esses dados? Eu farto-me de ver peões a atravessar as ruas a poucos metros das passadeiras quando conduzo. Farto-me, entendes? Se o problema é a falta de passadeiras, pintem-se mais riscos no chão!!! Diminui o albedo e tudo...
-"quem deveria sofrer com mais incidência as consequências da campanha da PSP seria quem mata e atropela" Quantas vezes não tive que travar a fundo porque as pessoas se atiram para a estrada? Isso não se chamar matar: chama-se suicídio!!!
-"multarem peões por não terem noção da sua própria segurança é ridículo." Porqué é que é ridículo? Por serem ignorantes? Por serem destemidos? Se é preciso campanha neste país é o de alertar para o comportamento dos peões. Vê em qualquer semáforo de peões em Lisboa: está vermelho, mas se não vem ninguém, passam. Vai ao norte da Europa e observa! Se tiveres azar de ver algum a passar provavelmente é portuga (ou italiano, ou grego...)
- "É ssim atestarem que a cidade foi mal desenhada, tanto em largura de vias como na distância entre as passadeiras disponíveis em cada rua." Em vez de se manifestarem, peguem numas latas de tinta, e PINTEM passadeiras. Creio que seria uma manifestação mais louvada... Creditem-me depois a ideia...

Ecotretas
De TMC a 3 de Março de 2010 às 15:46
É interessante como se exime a responder a questões dizendo que não há "dados" e nas seguintes respostas usa precisamente as suas impressões como critério.

Não há dados oficiais para muita coisa e isso não nos deve impedir de discutir. O tretas acha que os peões são culpados por serem atropelados, tanto quanto os condutores. Eu acho que estes deverão ser os principais responsabilizados porque o desenho e largura das ruas aliadas à falta de fiscalização e impunidade convidam às típicas corridas tugas.

Um teste fácil para qualquer um fazer seria, enquanto andar na cidade, ver a quantidade de peões que se "amandam" para cima dos carros comparada com a quantidade de carros que circulam a mais de 50 km/h, o limite legal. Ponho as mãos no fogo sobre o resultado.

Qualquer campanha de cumprimento do CE deveria então guiar-se pelos factos e não pelo que está escrito. Assim é a lei a adiantar-se à realidade.
De Joana a 3 de Março de 2010 às 15:54
Subscrevo. Também eu ponho as mãos no fogo...
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 18:51
Um teste ainda mais fácil: No Rossio, na passadeira para a Rua Augusta, contar quantos carros passam a mais de 50Km/h vs. quantos peões passam a passadeira com o semáforo de peões vermelhos... Podem fazer noutras passadeiras da cidade também...
Ecotretas
De Silva a 3 de Março de 2010 às 21:27
Acho que basta dar uma vista de olhos no blogue do nosso camarada Tretas para ver que «dados» não é uma palavra que ele saiba muito bem o que significa.
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 22:04
Mais um ataque ad-hominem, Silva? Ora diga lá qual é a parte dos dados do meu blog que não entendeu? Os que saíram na capa do Expresso de há umas semanas atrás? Diga lá, se tem coragem, ou conhecimentos para tal...

Ecotretas
De Silva a 3 de Março de 2010 às 23:06
Ai coitadinho do menino que não pode ser criticado...
Andar a ofender a torto e a direito o bom nome (que por acaso é uma coisa que está garantida na lei, mas pelo que disse a aqui de leis também não perceba grande coisa - mas ao menos já conseguiu saber bem o que era uma média e uma mediana?! se não souber o MC deve deixar que assista a uma aula dele para apreender esses avançados conceitos... ah pois, esqueci-me! ele dá aulas no ensino superior não é ao 3.º ciclo..) de toda e qualquer pessoa que tenha dito uma vez na vida que o actual paradigma de desenvolvimento não é sustentável tudo bem, mas dizerem-lhe qualquer coisa de si que não seja «Avé ó grande Tretas por saberes mais do que milhares de pessoas juntas que dedicam a sua vida inteira a investigar em vez de mandar bitaites na Internet!» é porque é um ataque ad-hominem.

Cresce e aparece pá!
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 09:33
Caro Silva,

Comecemos pelo teu amigo Silva. Independentemente de ser prof universitário, não quer dizer absolutamente nada. NADA, percebes? Como não deves ter visto, sugiro que vejas o seguinte tópico deste blog: http://menos1carro.blogs.sapo.pt/200918.html
Verás que desmontei toda a argumentação estatística do teu queridinho professor universitário de Matemática!

Mas queres fugir à questão, não é?! Quais são os dados do meu blog que tu não percebeste? Explica lá, antes de mandares mais bojardas...

Vai aprender qualquer coisinha, pá!
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 09:50
Aprender e não apreender, como tu pensas!
Ecotretas
De MC a 4 de Março de 2010 às 10:14
"Verás que desmontei toda a argumentação estatística "

:D
De Silva a 4 de Março de 2010 às 10:22
LOLOL

De certezinha que vai o Tretas vai ser o 49.º recipiente da Medalha Fields, por aquela apurada argumentação científica.

E acho também que vão aproveitar e tirar o Nobel não só ao Al Gore mas a todos os outros que os foram recebendo ao longo da história e dar-lhos todos.

Só mesmo o Tretas para me fazer rir desta forma.
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 10:29
Continuas a desconversar, Silva?

Continuas a fugir à questão! Quais são os dados do meu blog que tu não percebeste? Vá lá, não sejas cobarde!

Ecotretas
De Silva a 4 de Março de 2010 às 10:34
Não se preocupe com o que eu percebi ou não. Eu quando não percebo alguma coisa pergunto a gente séria que me explique, não a qualquer um que manda «bojardas» falaciosas anonimamente num blogue.
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 10:38
Ahhhhh!
Tu não percebeste!!!
Tu disseste
"Acho que basta dar uma vista de olhos no blogue do nosso camarada Tretas para ver que «dados» não é uma palavra que ele saiba muito bem o que significa."

mas agora não queres dizer a que dados te referiste. És pior que um garoto da escola, a fazer queixinhas...
Fica bem, na ignorância, na companhia dos sérios, que não sabem fazer médias... Quando quiseres ver a luz, manda-me um email!

Ecotretas
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 10:27
Olá MC!
Estás de volta? Já foste ver os dados do energy.eu, hoje? Ou já encontraste um dia (que eu até admito que haja, LOL) dos últimos anos, em que para utilizar as tuas próprias palavras, os "preços dos combustíveis estarem abaixo da média" em Portugal, quando comparado com os restantes países da União?
Se quiseres faço-te também a média para hoje, ou queres pedir aos teus alunos?
Ecotretas
De Silva a 4 de Março de 2010 às 10:24
«ser prof universitário, não quer dizer absolutamente nada.»

Claro que não. Achar que mediana e média são conceitos esotéricos se uns quantos iluminados como o Tretas é que percebem é que quer dizer muitas coisas (mas dizem sobre si, não sobre os outros).
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 10:33
Onde queres chegar Silva? Continuas com os ataques ad-hominem, continuas a dizer mal, a fazer afirmações genéricas, mas não a concretizar...
Ecotretas
De Silva a 4 de Março de 2010 às 10:36
«Onde queres chegar Tretas? Continuas com os ataques ad-hominem, continuas a dizer mal, a fazer afirmações genéricas, mas não a concretizar...»

É que se aplica que nem uma luva... nem eu faria melhor (embora admita que costuma concretizar bastantes as coisas, de um modo completamente descabido, tendencioso e desfasado da realidade, mas concretiza!)
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 10:53
Esta é a última resposta que te dou Silva. Só voltarei a dar-te uma resposta quando quiseres discutir os "dados" a que te referiste, ou a ciência subjacente.
Até lá, volta pra escola, para aprenderes, como te recomendei acima.
Ecotretas
De Joana a 3 de Março de 2010 às 20:43
Olha que exemplo...
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 20:57
O que é que tem o exemplo? Têm medo?
Ecotretas
De Miguel Cabeça a 3 de Março de 2010 às 22:07
Ei velha, wuuu, tens medo?

http://www.youtube.com/watch?v=OUNqfjwD3MQ#t=1m47s
De Joana a 4 de Março de 2010 às 12:06
Calma... não sei porquê, o meu comentário ficou fora de ordem... referia-me ao exemplo dado sobre o Rossio. É como dizer negar que a generalidade dos condutores portugueses exceda o limite de velocidade, apontando como exemplo uma estrada de montanha cheia de curvas onde os condutores não conseguem circular a mais de 40 km/h...
De Joana a 4 de Março de 2010 às 12:08
E este também ficou fora do sítio! Isto era a resposta ao:
"o que é que tem o exemplo? Têm medo?"
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 15:36
Qual é o teu problema? Por analogia, os carros andam nas auto-estradas portuguesas limitados a 120, desde há muitas décadas atrás. Queres comparar a segurança desses carros com os de agora? Porque não aumentar o limite das auto-estradas então?

Queres então comparar aonde? No meio da Avenida da Liberdade? Onde os carros com pirilampos azuis circulam a 120, e o comum dos mortais excede claramente os 50? Mas não queres contar os peões que passam com o semáforo vermelho para peões, ou passam a meio da Avenida?

Sabes, hoje enquanto conduzia para o trabalho fiz o exercício de contar quantos peões atravessavam ilegalmente as estradas por onde passei. Perdi-lhes a conta...

Ecotretas
De Phil a 5 de Março de 2010 às 04:54
"Por analogia, os carros andam nas auto-estradas portuguesas limitados a 120, desde há muitas décadas atrás. Queres comparar a segurança desses carros com os de agora? Porque não aumentar o limite das auto-estradas então?"

Caro tretas! sabes que esse argumento da segurança é tão falacioso como factos que o sustentam, sabes, por exemplo, até que velocidade um cinto de segurança protege realmente um passageiro?!

"Sabes, hoje enquanto conduzia para o trabalho fiz o exercício de contar quantos peões atravessavam ilegalmente as estradas por onde passei. Perdi-lhes a conta..."

se fosses mais devagar provavelmente terias mais tempo para contares todos os "ilegais" que viste...
De Joana a 4 de Março de 2010 às 18:32
Caro tretas, ninguém consegue passar ali, no cruzamento da Rua da Betesga / Rua Agusta, a 50km/h.
Recordo que o exempo foi:
"No Rossio, na passadeira para a Rua Augusta, contar quantos carros passam a mais de 50Km/h vs."
Portanto, foi um exemplo infeliz. Mas se não percebes, não consigo explicar melhor.
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 18:48
OK. Portanto 0 carros em excesso de velocidade. E agora, contamos quantos peões passam o sinal vermelho, ou fora da passadeira?

Ecotretas
De Ecotretas a 4 de Março de 2010 às 18:52
Fica relato de cena triste, por mim hoje presenciada, no regresso a casa. Em frente a uma escola, teenager sai disparada do passeio para a estrada, 10 metros antes da passadeira, onde existe um semáforo. Carro a circular, a aproximar-se do semáforo verde, a cerca de 30Km/h é obrigado a travar a fundo, não atingindo a teenager por cerca de 2 metros. Teenager nem olhou para o carro, só correu em direcção ao autocarro.

Teenager, assim, não vai viver muito tempo. Não vai ser morta. Vai-se suicidar... De partir o coração!

Ecotretas
De PJ a 5 de Março de 2010 às 00:56
reconheço o estilo literário. é do tipo drama pindérico, a apelar ao coração da dona de casa que compra os best-sellers nas gasolineiras. usa estrangeirismos e tudo, dá um ar rançoso de cosmopolita em projecto. chama-se fogo de artifício: fazes a festa lanças os foguetes e apanhas as canas. podes comer muitos com essa conversa fiada, mas parece que vieste praticar verborreia no lugar errado. remete-te ao teu público. enquanto não quiseres ver que te deixas inebriar por requintes do teu discurso – tipo médias de combustíveis, lérias do código de estrada, pantominices da lei, clichés dos peões, pressupostos falsos ao nível de segurança dos automóveis actuais – nunca vais poder discernir o cerne da questão, que se resume ao facto de termos um código desadequado, configurações de cidades desumanizadas e, acima de tudo, que são pessoas que conduzem carros. pessoas, sabes? erram. e raramente gostam de responsabilidades, são muito seguras de todos os seus actos e conhecimentos. e assim pela estrada fora atropelam, trucidam, a liberdade dos outros. estrada, porque o conceito “rua”, essa coisa onde confluem fluxos, parece ter sido rasurada da memória. até parece um lugar utópico, mas olha, já muitos de nós os viram e gostaram, sabe-se lá porquê. será por capricho?

se não és político, olha que pareces um a falar. deves ter uma legião de fãs, a começar por ti próprio. Axantra mas é a bolinha, não abras tanto a boca, ninguém é mais do que ninguém. no saldo final, deseja-se equilíbrio entre direitos e deveres de todos. não é deveres de peões e direitos dos automobilistas motorizados, desculpa lá, mas isso parece um ponto de vista um tanto.. cego.
De Joana a 3 de Março de 2010 às 13:24
Há uma outra expressão dessa desigualdade, não menos importante: é que o condutor, para o ser, teve de estudar o código e passar num exame que tem por objeto as regras do código. O peão não.

Dito isto, a minha pequena divergência com este artigo é a seguinte: eu acho bem que se fiscalizem os peões que não têm o mínimo cuidado a atravessar a rua fora dos locais autorizados. Se queremos ser coerentes, da mesma forma que pugnamos por uma mudança de comportamentos do automobilista, devemos fazê-lo também, para o peão. Caso contrário, perdemos um pouco a razão. Quando digo fiscalização, não digo necessariamente multa, mas "educação" pela polícia.
[Claro que esta discussão nos levaria muito mais longe. Eu acho que, por exemplo, em zonas residenciais, se devia pura e simplesmente passar a atribuir a prioridade ao peão, a par da redução drástica do limite de velocidade]

Só por isso não concordo inteiramente com a analogia com as duas jugoslavas que foram violadas no Algarve no tal caso da "coutada do macho ibérico". Não é difícil imaginar casos em que nos choca chamar "vítima" a um peão atropelado. Desculpem se vos estou a chocar agora...

Não posso, claro, é concordar com uma campanha que tem como objetivo a segurança dos peões e que declaradamente incide especialmente sobre três coisas, sendo uma delas fiscalizar e multar os peões (e as outras duas a obediência ao sinal STOP e aos semáforos). Dá vontade de dizer que andam a gozar connosco... Parece que não vivem no mesmo país que nós...
De Ecotretas a 3 de Março de 2010 às 13:42
Acho a resposta da Joana equilibrada. Se existe código da estrada, é para cumprir! Nunca me esqueço de um polícia que estava num cruzamento de Lisboa a tratar de mais um acidente. Vi a luz amarela e abrandei (o hypermiling ajuda a estes comportamentos...). Aí uns 3/4 segundos depois de estar parado passa um carro ao meu lado já muito no vermelho. O polícia topou, mandou parar, o condutor saiu do carro a barafustar com o polícia, e... eu arranquei quando ficou verde! Os polícias estão lá para que se cumpra o código; com os peões entendo que faz falta pedagogia; mas se aparecer um chico-esperto, então é mais que adequado sacar mais uns cobres para o Estado!

Ecotretas
De PJ a 3 de Março de 2010 às 22:22
mas que raio.. outra vez? será que o pessoal não enxerga?

«Se existe código da estrada, é para cumprir!» sim senhora! só precisa de um pedestal e um microfone para falar e os outros aplaudirem! por acaso já reflectiu se esse código de estrada é justo e reflecte equilibradamente o modo de locomoção de cada um? já exercitaste o neurónio até perceber que este aparato de estrada isto, sinal vermelho aquilo, 50kms à hora aqueloutro, são resultado de uma escolha de urbanidade que corta as bases ao peão? meu caro! o código de estrada existe em toda a parte! só que são poucos os países que têm um como o nosso, muito poucas as cidades com configurações como as nossas.. porque será, porque será?

«mas se aparecer um chico-esperto, então é mais que adequado sacar mais uns cobres para o Estado!»
é sem dúvida! mas e se o estado for gerido por uma cambada de ladrões como este o é? e se o estado for um reflexo de injustiça? agrada-lhe oferecer os seus cobres?

a sério.. cortem o país a meio..
De MC a 24 de Março de 2010 às 00:18
joana,

eu acho bem que haja multas previstas para os peões, agora não entendo que se gaste dinheiro a fiscalizá-los quando a arma está do outro lado e quem a tem não a usa com cuidado.

qt a situações onde é difícil chamar vítima ao peão... há que ver que as nossas cidades (portuguesas) são normalmente manuais do que não fazer em termos de incentivo ao peão - tanto do ponto de vista legal, como da falta de cumprimento legal, desenho urbano, prática dos automobilistas e autoridades, etc. não me choca nada que os peões desrespeitem as regras. qd eu como peão (que não causa a necessidade de semáforos, muito menos a segregação modal que existe) tenho que esperar 3 semáforos para atravessar uma rua - e o automobilista ao meu lado (ele sim causador da necessidade dos semáforos) só espera um, eu mando as regras à bardamerda e atravesso logo ali.

enfim... acho que o nosso desentendimento é muito mais subtil do que possa parecer.
De Iletrado a 4 de Março de 2010 às 02:02
Caro MC
Se fizesses uns passeios pelos tribunais deste nosso desgraçado país, talvez pensasses de outra maneira em relação à tua afirmação "Hoje felizmente já não temos casos como o primeiro,(...)". Quando pensamos que já vimos tudo é quando aparece mais um "insólito da Quinta Dimensão" à nossa frente...
Passa um bocado ao lado deste artigo, ou talvez não. Aqui te envio outro curioso exercício de leitura. Caso já conheças, ignora. Se não conheces, acredita que vale a pena dedicar um tempo a isto (http://iscte.pt/~mjsr/Docs/Manuel%20Ramos%20-%20Sinais%20do%20Transito%202000.pdf). Embora alguém possa afirmar "depois de casa roubada...".
Boas pedaladas.
De MC a 4 de Março de 2010 às 10:23
Iletrado,
Não conhecia, dei apenas uma vista de olhos.
Casos estranho há em todo (eu tenho uma listinha de casos estranhos assim acontecidos em países "mais desenvolvidos" que vou apanhando na imprensa, que me servem exactamente para mostrar que isto acontece em todo o lado).

O que queria sublinhar no exemplo, era apenas a atribuição da culpa à vítima devido uma visão retrógrada e imparcial do que aconteceu.
De Joao Magalhaes a 5 de Março de 2010 às 20:33
Em 2009, morreram atropelados em Portugal ainda mais peões do que o triste costume. Pelo facto, o MAI (ou outro), puxou as orelhas à polícia. Esta, para descarregar o stress, podia:


1. Multar os carros estacionados em passeios e passadeiras e que são um atentado directo à segurança do peão, obrigando todos a ir para o meio da estrada, crianças inclusive.

Será que: Não o fazem porque dá trabalho e cria dificuldades aos colegas autarcas por ser uma medida impopular.

Além disso: A avaliação de um polícia não se pode basear na quantidade das multas passadas, mas sim na apresentação (se a empresa onde trabalho obedecesse a estes critérios, ninguém fazia nenhum mas andávamos todos muito arranjadinhos).

Sugestão (gratuita): Multar um veículo mal estacionado hoje em dia não é mais (ou não devia ser) do que lhe tirar uma foto com um telemóvelzito com câmara, GPS e internet. Tira-se a foto, o GPS identifica o local e via internet os dados são enviados em tempo real para a central onde um funcionário público ou programa informático (não precisa ser polícia) pode ver no instante se a viatura é roubada, se tem seguro, etc. O polícia não precisa de mais de alguns segundos para passar a multa, ao invés da tradicional meia hora.


2. Multar os condutores que colocam os peões (e restantes utentes da via pública) em perigo por passarem com sinais vermelhos, circular a velocidades excessivas, conduzir colados ao veículo da frente, conduzir distraídos (telemóvel, a lêr,..), conduzir de luzes apagadas ou em mínimos (deve ser para poupar as pilhas).

Constatação: Por experiência própria como peão na Rua do Ouro (Lisboa), verifico constantemente condutores a passarem com o sinal vermelho, apressados para irem parar no outro sinal vermelho 100m mais adiante (deve ser miopia cerebral). A polícia, neste caso a Polícia Municipal, sempre presente no local, não faz rigorosamente nada em relação a isto.

Sugestão (gratuita): Não era precisa muita imaginação, nem agora é preciso muita visão para perceber que os radares fixos fazem com que os condutores abrandem apenas perto dos mesmos, e re-acelerem a seguir. Não era (ou é) difícil nem caro, colocar mais caixotes iguais separados de 500 em 500 metros e alterar periodicamente a localização do radar (mudá-lo de caixa).


3. Ir jogar à bola.


4. Multar os peões que teimam em atravessar fora das passadeiras, ou com o sinal vermelho.

Opinião: Pessoalmente, acho bem. E acho bem porque, à falta de melhor escolha (qualquer uma das 3 acima), esta tem pelo menos o mérito de mobilizar os peões (esperemos) para que comecem a reivindicar por melhores condições de utilização da via pública, a começar por mais passadeiras (sobreelevadas), semáforos com temporização adequada (Cascais, estais a ouvir?), passeios e passadeiras desimpedidas, controlo efectivo os condutores (velocidade, sinais vermelhos,..).

Sugestão: Creio que uma das grandes situações de risco para os peões seja a travessia de passadeiras (ou não) perto de paragens de autocarros. Isto porque os (maus) condutores têm tendência a ultrapassar os autocarros parados a uma velocidade elevada, não vá ele arrancar novamente à frente, e a visibilidade é zero. Opino que, dentro das localidades, muitas paragens de autocarro deviam ser no meio da via e deviam existir barreiras físicas (pinos) que impedissem a ultrapassagem quando parados. Com isto, ganhava-se espaço no passeio (paragem alinhada com o estacionamento), ganhavam-se lugares de estacionamento e desincentivava-se a utilização do automóvel (psicologicamente tão “lento” como o autocarro).

Por Fim: Não posso deixar de criticar (construtivamente) a classe jornalística que só sabem repetir a missa que lhes foi encomendada (pela PSP) sem o mínimo sentido crítico ou análise das situações por diversos prismas. A qualidade das vossas reportagens apenas fez com que esta semana, por manifesta falta de vontade, não tenha lido mais nenhum jornal nem visto televisão, dando assim o meu melhor contributo para o vosso desemprego.

Nota: O texto acima é logicamente uma fábula, nem ninguém acreditaria que fôsse realidade num país da Europa.
De MC a 24 de Março de 2010 às 00:07
joao magalhaes,

bem vista a ideia de multar os peões. não sei se teria de facto essa eficácia

quanto aos autocarros parados:
http://menos1carro.blogs.sapo.pt/79443.html
De xpto a 5 de Março de 2010 às 23:55
Pessoal, o ecotretas não admite comentários no blog dele (http://ecotretas.blogspot.com/). Pelos vistos, só gosta do debate e da troca de impressões nos blogs dos outros.
Cá por mim, é deixá-lo a ladrar para o ar.

(Não assino este comentário porque não quero este que não aceita a discussão das suas opiniões no seu blog a discutir as minhas no meu. É assim a modos que uma protecção anti-troll.)

Cumprimentos.
De outro xpto a 6 de Março de 2010 às 04:04
LOL é bem!!!

passando uma vista de olhos por akele blog, vê-se logo o nível que para ali vai...

falar mal é o lema, qual espírito critico qual quê...
De Ecotretas a 6 de Março de 2010 às 10:44
Pareces o Silva... Há alguma coisa que não concordes com o conteúdo do blog? Não é falar mal, é expôr as tretas e os tretas que andam por aí, e que são mais que muitos!!!
Ecotretas
De Ecotretas a 6 de Março de 2010 às 10:42
E qual é o problema? Discordas com alguma coisa? Já ouviste falar numa coisa chamada e-mail?
Ecotretas
De Ecotretas a 6 de Março de 2010 às 10:46
Resumindo: não sou bem-vindo aqui, é?
Ecotretas
De xpto 3 a 6 de Março de 2010 às 12:41
Só chegaste agora a essa conclusão?!

Quando quiseres começar a discutir como adultos sérios não usando exemplos falaciosos (como o que usaste aqui na discussão com a Joana) que servem apenas para «provar» as tuas teorias aparece.
De Ecotretas a 6 de Março de 2010 às 19:15
Eu até concordei com a Joana; agora, um conjunto de energúmenos não querem discutir dados, ciência ou coisas a sério. Tu queres é provar as "tuas" teorias. Portanto, podem ficar a monologar entre vocês...
Ecotretas
De PJ a 7 de Março de 2010 às 22:29
é irónico quando os “dados” dizem que o capacete salva vidas e na Holanda, onde apenas 1% dos ciclistas usam capacete, é o país onde mais quilómetros os ciclistas fazem sem acidentes. é irónico quando a “lógica” suporta a utilização de passeio/ estrada/ sinalização, e depois criam-se zonas mistas, em cidades, que são o oposto dessa lógica, e onde de repente a sinistralidade cai abruptamente. é irónico a constatação que, afinal, o trânsito é contra-intuitivo, e que a alteração de uma dada circunstância provoca no comportamento dos automobilistas motorizados algo que seria, em nome das “coisas sérias”, impensável. é irónico quando a “evidência” diz que o automóvel é necessário para suportar o comércio, e acaba por ser nas que restringem o trânsito automóvel onde ele é mais vivaz. é irónico quando o paradigma da profusão automóvel é tido como o meio mais eficaz para a vida da urbe, mas afinal existem zonas desertas, abandonadas, degradadas, na cidade, porque são elas apenas uma rua para passarem carros e mais nada.
é irónico invocar “dados”, “lógica”, “factos”, “evidências”, e afinal, não ser isso o suficiente para te dar razão...

moço, falando por mim, tu e outros que tais serão sempre bem-vindos. afinal, alguma coisa terás aprendido...
De Raquel a 20 de Julho de 2011 às 10:49
A minha opinião, como condutora responsável que só passa dos 50 km/h permitidos pela lei em locais onde não há passadeiras, é que os peões podiam e deviam ser responsabilizados quando passam nos vermelhos.
Já por várias vezes estive quase a atropelar alguém, que apesar de ver o meu carro a avançar em direcção a si, não resiste a passar estando vermelho para os peões.
Isto não é apenas um suicídio, é uma falta de respeito pelos restantes cidadãos, nomeadamente os condutores.
Se queres suicidar-se, que o façam sem envolver mais ninguém...

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