Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

E agora?

A CP tem uma dívida de 3,8 mil milhõs de euros e a REFER  tem outra de quase nove mil milhões de euros. Ninguém questiona a sua relevância social mas, curiosamente, há cada vez menos pessoas a andar de comboio em Portugal. A falta de rentabilidade e as baixas taxas de utilização têm sido os argumentos usados para os fechos das de algumas linhas ou para a redução dos horários. Ao mesmo tempo, justifica-se a falta de investimento e manutenção que poderiam atrair mais clientes para essas linhas do mesmo modo. É um círculo vicioso e falacioso.

 

Perante este diagnóstico do absurdo, qual é a solução? Privatizar?

publicado por TMC às 14:11
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10 comentários:
De Joana a 25 de Janeiro de 2010 às 15:06
Se eu tivesse a solução...
Mas deixar de encarar a rodovia como prioritária no investimento público, desincentivar seriamente o uso do automóvel, fazer muito do que se tem defendido neste excelente blogue... seria sem dúvida um bom caminho...
De Miguel a 25 de Janeiro de 2010 às 15:14
Gostava de saber onde é que gajos do BPI foram buscar os números da dívida das Estradas de Portugal. Então em Outubro de 2009 era de 15.000 milhões de euros (http://www.semanario.pt/print.php?ID=5012), tendo a notícia dado direito a esclarecimentos do presidente e tudo (não a tendo desmentido, porém), e agora já só vai em 1.000 milhões?!
(ou então sou eu que estou a ler muito mal isto)
De TMC a 25 de Janeiro de 2010 às 15:33
Esses números são de facto estranhos.

Se estas empresas píublicas fossem de facto privatizadas tenho a certeza que esta embrulhada dos horários seria resolvida, embora se afigurasse o fecho de muito mais linhas e ramais (isto partindo do princípio que ainda haveria alguns para fechar).

A solução, quanto a mim, só pode passar por uma intervenção directa do estado no desincentivo à circulação automóvel, porque só aí é que as ligações ferroviárias ganhariam competitividade. Mas isso seria muito contraditório e implausível depois de durante décadas se ter estimulado a compra de automóveis e se terem feito centenas de quilómetros de auto-estradas, nomeadamente nos subúrbios das duas principais cidades.
De andre a 25 de Janeiro de 2010 às 17:27
Se houve dinheiro para salvar a banca, a Ferrovia - essencial para a mobilidade e para a sustentabilidade ambiental - também tem de ser salva.
Três propostas
1 - Reduzir despesas de representação, bónus e salários milionários da administração. Acabar com frota automóvel.
2- sindicancia a todas as operações de investimento, para acabar com episódios como os que originaram o "Carril Dourado".
3 - Criar um plano de saneamento financeiro que NÃO equacione a privatização nem o aumento de custos para os utentes.

Cumps
A
De Filipe a 26 de Janeiro de 2010 às 00:54
Se a solução passasse pela privatização então esta história dos bilhetes estava ainda pior.
De Gonçalo Pais a 26 de Janeiro de 2010 às 10:16
A complementar este rol de queixas, a visão de ciclistas e cicloturistas que desejam a perfeita integração entre a bicicleta e o comboio em Portugal: http://www.ciclo-via.org/forum/16-viagens/1821-integracao-cpbicla-para-viagens-ou-passeios-em-pt#1895

De phil a 26 de Janeiro de 2010 às 11:08
Estacionar na Baixa e nas avenidas de Lisboa vai ser mais caro a partir de Abril:

http://publico.clix.pt/Local/estacionar-na-baixa-e-nas-avenidas-de-lisboa-vai-ser-mais-caro-a-partir-de-abril_1419714


O que no titulo da noticia parece, já na noticia em si... é totalmente diferente!
De anónimo a 26 de Janeiro de 2010 às 12:07
nos passeios, passadeiras e faixas bus não se paga... por isso continua tudo na mesma.
De Joana a 26 de Janeiro de 2010 às 14:03
Desde 1 de Janeiro, passou a ser possível, na União Europeia, a uma empresa de transporte ferroviário de um país operar livremente noutro país, desde que o transporte seja internacional. Ou seja, passou a ser possível aos comboios espanhois operar em Portugal (o comboio pode parar em todas as estações portuguesas no caminho), desde que a viagem se inicie em Espanha (ou comece em Portugal e tenha por destino uma estação espanhola). Se calhar o melhor que nos podia acontecer era sermos invadidos pelos espanhois também na ferrovia...

Desde 1 de Janeiro, também passou a ser possível aos comboios da CP operar em Espanha, nos mesmos moldes. Mas se calhar os espanhois dispensam a CP, o que é que acham?...
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2010 às 02:56
E então, não comentam o rombo que causa a RTP?
Cerca de 20% superior ao rombo da CP, REFER, Metro de Lisboa e Metro do Porto juntos...

E para que serve tanto dinheiro numa televisão pública que, no horário nobre, passa concursos e novelas? Não obsntante, o principal canal tem publicidade a gosto...

Claro, disso ninguém se queixa, a RTP tem uma utilidade politico-propagandística que os transportes públicos não têm...!

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