Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

Fietsstraten

Fietsstraat é, traduzido à letra, uma rua de bicicletas. O conceito é mais uma das engenhosas soluções anti-automóvel que os engenheiros de transportes holandeses têm brindado o mundo, que podem ser resumidas no seguinte sinal:

(carros como convidados)

 

Sendo que as nossas cidades são planeadas para o automóvel, por muito que se tente contrariar esta tendência, a verdade é que mesmo nas Holandas, Alemanhas e Dinamarcas, as ruas são do carro e as bicicletas são toleradas. A ideia fundamental das fietsstraten é dar a volta a isto, é ter uma rua desenhada para bicicletas, onde a circulação de carros é tolerada:

As diferenças são claras: tanto o material como a cor do piso é o de uma ciclovia (o efeito psicológico da cor é importante, por colocar o automobilista fora do contexto habitual); as faixas são extremamente estreitas, impedindo velocidades mais altas; os passeios são mais largos; as bermas têm o piso de uma rua para automóveis (e não o contrário). Mais fotos aqui.
A Fietsberaad (a irmã mais velha holandesa da nossa MUBi) noticia ainda que a cidade de Zwolle é a primeira com um plano a nível municipal para a criação de uma rede de fiestraten.
Na Holanda tive a oportunidade de circular em algumas, e os benefícios são claros: os automobilistas não se sentem senhores da estrada, não havendo aquela impaciência de chegar 3 segundos antes ao semáforo, que tantas vezes causa conflito nas ruas urbanas.
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A página recomendada de hoje não precisa de explicações: Hartos del coche!
publicado por MC às 15:31
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

Gaspar e Companhia, cobrai multas senhores!

Ligo a rádio de manhã: aumento de impostos e cortes em prestações sociais.

Abro a janela: em poucos segundos, contabilizo centenas ou milhares de euros por cubrar em multas.

Se o governo quer aumentar a sua receita, porquê virar-se contra os trabalhadores ou quem tem um negócio? Porque não penaliza comportamentos anti-sociais, e muitos até criminosos?

Portugal prevê arrecadar apenas 90 milhões de euros em multas de trânsito este ano, mas o Ayuntamento de Madrid sozinho pensa cegar aos 175. A Holanda, onde até é mais difícil topar infrações, cobra 40 vezes mais multas por habitante que Portugal.

É difícil cobrar multas em Portugal? Que se associe o seu pagamento às outras contribuições pagas ao/pelo Estado. Um exemplo, quem não pagou uma multa, verá esse valor descontando na devolução do IRS.

Sim, estou a defender uma caça à multa generalizada. Entre isso e penalizar quem trabalha, não tenho dúvidas na escolha.

 

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Para ficarmos no tema da política e dos números, a recomendação de hoje vai para a comparação entre a evolução da ferrovia em Portugal e na Espanha, feita pelo A Nossa Terrinha.

publicado por MC às 10:40
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