Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

O trânsito em Lisboa é um enfarte

In this work the traffic of Lisbon is portrayed exploring metaphors of living organisms with circulatory problems. Rather than being an aesthetic essay or a set of decorative artifacts, my approach focuses on synthesizing and conveying meaning through data portrayal. This portrayal is embodied in the visualization: The Blood Vessels in the traffic of Lisbon. I use an adaptive physics system to build and manipulate the road network – the thickness, the color and the length of the vessels are excited by the number of vehicles and average velocity in each road. With this system I try to bypass the strictness of contemporary visualizations that depict data accurately through direct mappings.

 

The road network of Lisbon was queried from OpenSreetMap, parsed and filtered. Using this information, a spring based physics system is build for the road network and a filling structure of each vessel. The data is overlaid on the resultant structure to determine the road where each vehicle is at a given moment. This allows to inject data at runtime and excite the system as follows: a greater number of vehicles on a vessel tend to make it thicker, higher speeds tend to contract its length (an vice-versa). The latter behavior was chosen in order to transmit a global impression of the perceived distances within the city. This behavior shrinks the city when the traffic velocities are higher, and distends it in the rush hours when the city faces congestion problems. In what concerns coloring, lower speeds imply the darkening of a vessel, expressing slower circulation and stagnant blood.

 

 

 

The vessels’ visualization, with crude aesthetics that are innate to the visual metaphor of an organism with circulatory problems, pulsates for each rush hour and stresses precisely which roads are congested. For example, in the following figure the most problematic roads are (without order):

  1. CRIL
  2. Segunda Circular
  3. Eixo Norte-Sul
  4. CREL
  5. A5
  6. Marginal / EN6

 

As a matter of curiosity (or not), here are some previous failed attempts to attain this metaphor using swarms and particles — I call them the hairy roads :p

 

 

AUTORIA: PEDRO CRUZ

 


Amanhã há Massa Crítica. E diz que há festa na de Lisboa. E no resto do país, como estamos?

 

publicado por TMC às 00:12
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Carta aberta ao presidente do IST & loucura universitária na UL

O Tiago Veras escreveu um texto ao presidente do Instituto Superior Técnico onde fundamenta e justifica a implementação de um sistema de estacionamento pago para o campus do Instituto. Com a devida autorização, publicamo-la aqui.

 

Nota: até à data não houve qualquer resposta.

 

Caro Prof. António Cruz Serra,

 

No seguimento da mensagem ‘Nota Informativa CG/33/2011 - Restrições orçamentais em 2012’, e no sentido de colaborar para a sustentabilidade financeira do nosso Instituto, sugiro que todo o estacionamento no interior do campus Alameda seja cobrado, à maneira do que é feito no estacionamento na via pública na envolvente deste campus.

 

Apresento de seguida um pequeno exercício de cálculo, para que se perceba melhor o potencial desta proposta.

 

Sublinho que o valor das receitas anuais corresponde à metade do esforço financeiro a ser empreendido pela nossa instituição.  

 

Esta medida, ainda, teria custos de implantação nulos ou insignificantes, pois o acesso existente, através de cartão, identifica já o utilizador e os horários de entrada e saída. Bastaria, através de um programa informático simples, associar os cartões à respectiva despesa em estacionamento, podendo a cobrança ser feita, por exemplo, através de débito automático no vencimento (no caso dos professores).

 

Compreende-se que há direitos adquiridos, relativamente ao estacionamento neste campus, que seria difícil enfrentar. Entretanto, face ao esforço que será exigido a todos os utilizadores deste campus, penso que vale a pena considerar esta medida, mesmo que se tenha em conta, para cada quarto de hora ‘estacionado’, um valor mais baixo que o considerado neste exercício. A renúncia a serviços eventualmente mais indispensáveis, como a segurança e a limpeza, teria portanto uma menor expressão para todos os professores, alunos e funcionários do IST.   

 

Com os melhores cumprimentos,

Tiago Veras

 


Quem duvidasse da força com que o automóvel está entranhado na psicologia de deslocações urbanas dos portugueses, é só ler esta notícia: cinco associações de estudantes e alunos convidam à rejeição do sistema de estacionamento pago anunciado pela UL. A radicalização (por vezes com promessas de violência física para com os parquímetros) das posições face ao que é falsamente percepcionado como um direito adquirido (o estacionamento gratuito) apenas demonstra a patologia que é acreditar que a cidade tem de albergar de qualquer maneira os automóveis e que estes são inócuos.

 

Façamos o seguinte exercício: se considerarmos que alguém só a assina uma petição se esta for contra o que é percepcionado como um estado justo de coisas (neste caso, estacionamento gratuito na alameda da UL), quando foi a última vez que pelo menos cinco associações de estudantes promoveram tão rapidamente uma petição para se pugnarem por um tal estado justo de coisas ? Não haverá causas sociais e potenciais alterações legais que merecem uma mobilização tão frequente e tão activa como esta? Haver há, mas não cativam nem invocam esta fúria e esta mobilização.

 

A conclusão é que a percepção dos direitos da entidade "condutor + carro" é mais cara ao condutor do que qualquer outra. E isso é perigoso.

 

 

publicado por TMC às 21:38
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Sábado, 8 de Outubro de 2011

Fim da aberração na Universidade de Lisboa

O estacionamento gratuito na Alameda da Cidade Universitária acabou. A EMEL vai passar a geri-lo. Para lidar com tamnha perda, a empresa vai promover uma campanha de sensibilização dos condutores. Num comunicado, a UL anuncia:

 

Já a partir de dia 10 de Outubro, os 485 lugares de estacionamento na via pública da zona da Cidade Universitária vão passar a ser geridos pela EMEL, como resposta à necessidade sentida de melhor ordenar o estacionamento e mobilidade nesta zona central da cidade.
 
A partir de Novembro a EMEL vai, ainda, gerir um parque de estacionamento na zona da Cidade Universitária com 600 lugares, intervindo para  a melhoria e modernização da gestão deste parque.
 
Com o estacionamento mais ordenado na Cidade Universitária conseguimos contribuir para o arranjo e ordenamento do Campus, sendo esta, uma das medidas que consta do Plano Estratégico da Universidade de Lisboa 2009/2013.

 

Já neste texto abordei esta problemática: os campus universitários, face à enorme afluência dos seus funcionários, docentes e alunos geram quantidades significativas de tráfego automóvel, pelo que este deve ser evitado; a política de gestão do estacionamento destes campi deve fazer com que o acesso ao campus seja feito através de transportes públicos ou de bicicleta, já que estes se concentram no miolo da cidade, estando por isso servidos de bons acessos.

 

Na altura, e com o auxílio de mais interessados, criámos também um blogue com as críticas ao estacionamento no campus do IST e uma sugestão (da autoria de Tiago Veras) daquilo em que se poderia tornar uma morada mais agradável e mais humanizada caso não fosse concedido acesso quase gratuito aos automóveis; no minímo, defendia-se, igualar as tarifas dentro do campus com aquelas do exterior, evitando que o IST fosse um autêntico paraíso do estacionamento mesmo no centro da cidade.

 

Coincidência ou não, também ontem a UL, noutro comunicado, anunciou que tinha logrado angariar votos suficientes para o seu projecto 172 do Orçamento Participativo da CML; o objectivo é a requalificação da própria Alameda da Cidade Universitária. Parece-me óbvio que este objectivo de requalificação está relacionado com o fim do estacionamento gratuito.

 

Este blogue fez sugestões neste sentido há quase dois anos. Dois dos autores da proposta de requalificaçaõ do IST nem tinham acabado a sua licenciatura. E outros especialistas já terão feito propostas neste sentido há mais tempo. Qual é a surpresa?

 

 

 

publicado por TMC às 15:33
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

"O sr. tem carro, certo?"

Chamada de telemarketing sobre um seguro bancário:

 

- blá, blá, vantagem 1, blá blá, férias, blá blá, vantagem 2, blá blá, cartões bancários, blá blá

- ok, ok

- blá blá, o senhor tem carro, certo? (com tom assertivo, e de quem nem ia esperar pela resposta)

- Não! Não tenho.

- (longo silêncio) Ah... (pausa) Desculpe... (pausa) é que hoje em dia... (pausa)

 

O pobre rapaz, nem sabia o que havia de dizer. Gostei especialmente que me tivesse pedido desculpa, como quem se desculpa depois de perguntar pelos pais a uma pessoa jovem, sem saber que eles já morreram.

 

.........................................................

A ver, 3 vídeos da FPCUB e da CM Lisboa, apanhado pelo Lisbon Cycle Chic, com várias dicas para quem começar a andar de bicicleta na cidade. O primeiro aborda o comportamento mais correcto do ciclista, o segundo sobre bicicleta nos transportes públicos, o terceiro sobre como prender a bicicleta.

publicado por MC às 14:16
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