Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Como evitar a chuva de bicicleta

Em países onde a chuva é uma constante, há páginas com previsões detalhadas da chuvas. Isto dá um jeitão a quem se desloca de bicicleta (ou de mota*), que assim pode planear melhoras suas deslocações. Apesar de Portugal ter menos dias chuvosos que a Holanda e a Dinamarca, não deixa de ser uma problema ocasional.

Que eu saiba, o território nacional não está totalmente com radares de pluviosidade, mas pouco falta. Infelizmente esta informação não está unificada toda na mesma página, e pior não existem previsões para a chuva nas próximas horas. Contudo observando os locais onde choveu nos últimas horas - e as páginas que deixo a seguir têm a possibildiade de ver o radar de 30 em 30 minutos - é fácil ter uma ideia para onde é que a chuva se está a deslocar.

Instituto de Meteorologia - apenas cobre o Sul de Portugal.

Agencia Estatal de Meteorlogia (Espanha) - não cobre a Grande Lisboa.

 

 

Do exemplo acima, e usando a imagem de meia hora antes, percebe-se que há chuva prestes a chegar a Cascais e Sintra (a Oeste de Lisboa) e que passado mais um pouco, ela chegará ao centro da cidade.

 

Adenda, algumas sugestões deixadas pelos leitores:

AccuWeather: Lisboa Porto outras com previsões hora-a-hora.

Meteo IST: com previsão muito detalhada da quantidade de chuva nas próximas horas para os aeroportos. Tem ainda qualquer ponto de Portugal Continental com menos detalhe.

 

* Curiosamente a pergunta "e como fazes quando chove?" com um tom de desprezo é feita a quem anda de bicicleta, mas nunca a vi a ser feita a quem anda de mota.

 

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A meteorologia até ajuda a bicicleta em Portugal, o Estado é que prefere ajudar o carro elétrico. A ler no Blogue Cenas a Pedal Uns são filhos, outros enteados.

publicado por MC às 02:27
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Não à modernização da ferrovia

Há anos que se discute a "modernização" de linhas ferroviárias como as do Oeste, do Corgo, do Douro, etc. Algumas, como o ramal da Lousã, estão mesmo a ser "modernizadas" - "modernizar" significa eletrificar e/ou retocar a linha. Contudo, a ferrovia nacional tem problemas bem maiores.

Primeiro, a rede nacional não cobre minimamente o território nacional. Cidades grandes como Viseu, e grandes áreas da Grande Lisboa e Grande Porto não são cobertas.

Segundo, o pouco que cobre, cobre mal. Ao contrário das boas práticas europeias, os comboios ficam à porta das cidades, em vez de pararem no centro. Em Évora não passam comboios, apenas se chega por um ramal secundário. Braga e Guimarães apesar de importantes e próximas, não têm ligação. Algumas linhas parecem até que evitam os centros populacionais.

Terceiro, as linhas foram pensadas há século e meio. No interior norte pode ser pitoresco andar aos ziguezagues, mas é um absurdo noutras linhas - inclusive na principal linha do país. Um exemplo concreto, de Tunes (Algarve) a Alcácer-do-Sal, a linha ferroviária (a mesma que liga Lisboa a Faro e onde passa o Alfa) percorre 224km, e não é para passar em mais povoações. A auto-estrada paralela percorre apenas 151km. E como a velocidade de um comboio depende mais da retidão da linha que no caso do automóvel, esta diferença é ainda mais agravada.

"Modernizar" a rede ferroviária, é cristalizá-la e aos três problemas acima. Ao "modernizar" estamos a prolongar a vida de linhas que deveriam ser abandonadas, por mais umas décadas, e a adiar a reformulação da rede. Modernizar é alcatroar as velhinhas estradas nacionais em vez de construir auto-estradas. Mas para o alcatrão houve e há dinheiro, para os carris não.

Os EUA têm um projecto de 8 mil milhões de dólares para criar uma rede de comboio rápido. A Suíça está a gastar 7 mil milhões de euros para construir um túnel exclusivamente ferroviário. Espanha abandona a bitola ibérica, e constrói várias linhas com bitola europeia para se ligar ao resto do continente. Antuérpia gastou 1,6 mil milhões apenas para pôr o comboio a passar no centro da cidade, em vez de um ramal. O comboio é o transporte do século XXI e em Portugal deixamo-lo ficar no século XIX. Em duas décadas construímos perto de 2500km de AEs mas apenas algumas dezenas de ferrovia. Se foi possível fazê-lo com o carro, por que não fazer por um transporte mais moderno, mais energetica e logisticamente mais eficiente, e menos inimigo do ambiente e das cidades?

Por isto sou contra a dita modernização da ferrovia nacional. O próprio presidente da CP parece concordar, como se vê nesta citação no A Nossa Terrinha.

 

Adenda: uma boa notícia, Algarve 13 minutos mais próximo em comboio pendular.

 

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A União Europeia publicou recentemente um pequeno documento, a promover a ferrovia de alta-velocidade.

publicado por MC às 22:51
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

A miséria, a fome, a tragédia e o sofrimento humano

No Público há um artigo sobre pobreza que começa com este parágrafo:

 

Ficaram sem ter como pôr comida na mesa e começam agora a engrossar as filas nas instituições que prestam ajuda assistencial. Muitos dos 280 mil portugueses que dependem dos cabazes do Banco Alimentar contra a Fome são da classe média. (...) Ficaram com uma casa para pagar ao banco, um subsídio de desemprego que tarda a chegar - quando chega - ou que já acabou. Um carro que já não sai da garagem.

Sempre que leio esta palavras, não consigo evitar uma lágrima no canto do olho. Eu sabia que estávamos mal, mas nunca imaginei que havia gente que deixava o carro na garagem. Se eu não fosse também um pobre miserável (nem carro nem garagem), até leiloaria a minha pasteleira velha para ajudar esta gente. Pensando bem, se deixar um carro na garagem é sinal de pobreza, Portugal não poderá estar assim tão mal economicamente.

Esta obsessão nacional com o direito ao popó deixa-me boquiaberto. Estando nós num período de revisão constitucional, que se emende o texto, e ao lado da Educação, Habitação e Saúde acrescente-se o automóvel. Com uma garagem, claro.

 

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A minha sugestão de hoje, é este texto do 1 Pé no Porto e outro no Pedal que mostra como facilmente se pode levar crianças à escola de bicicleta e deixando o carro na garagem, mesmo nas nossas cidades.

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publicado por MC às 11:20
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Criada maior Zona 30 do mundo

Esta notícia tinha ficado perdida para meter numa nota de rodapé, mas pensando bem merece mais destaque.

Em 1983, Buxtehude foi a primeira cidade do mundo a ter uma zona 30, um bairro onde todos têm que circular a menos 30 km/h. Em 1992, Graz fez dos 30km/h a regra e dos 50km/h a exceção. Em Londres estima-se que isto tenha reduzido os acidentes rodoviários em mais de 40%.

Há dois meses Bruxelas criou a maior Zona 30 do mundo, 4,6km2. E não foi num local qualquer, foi todo o centro de Bruxelas. A página da iniciativa explica porquê:

  1. Mais segurança, num atropelamento a probabilidade de morte, cai de 45% para 5%.
  2. Distância de travagem passa para metade, de 26m para 13m.
  3. Mais convivialidade, circulação zen, uma cidade mais humana.
  4. Melhor coabitação entre os utilizadores, a este velocidade todos se apercebem dos outros, integrando as bicicletas com os automóveis e protegendo crianças e idosos.
  5. Menos poluição.
  6. Maior fluidez, especialmente nos cruzamentos.
  7. Menos ruído.
  8. Menos trânsito pelo efeito dissuasivo.

 

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E uma boa notícia cá da terra, em Funchal é possível agora levar a bicicleta na traseira de alguns autocarros.

publicado por MC às 23:17
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

De agora em diante, teremos que viver com menos crude

A ideia de que o pico do petróleo - o dia em que a produção mundial de petróleo deixaria de crescer - estaria para breve ou já teria passado, foi durante muitos anos (bom, ainda é) alvo de chacota por muitos agentes envolvidos no setor da energia. Segundo estes ainda haveria ziliões de reservas de crude para encontrar e o pico do petróleo não chegaria nas próximas décadas.

Bom, agora foi a vez da Agência Internacional de Energia no seu último relatório fazer uma previsão para a produção de crdue nas próximas décadas, onde se mostra que esta não volta a crescer.

(Gráfico tirado deste artigo, encontrado pela ASPO-Portugal)

 

Não é difícil de imaginar o que acontecerá ao preço do petróleo, com um aumento explosivo das taxas de motorização na China e na Índia, o aumento populacional e o crescimento económico mundial. Nem difícil é de prever os impactos que isto terá já nos próximos anos na sociedade do automóvel.

Para lá da qualidade de vida nas nossas cidades e do ambiente, reduzir a nossa dependência do automóvel deve ser o principal ponto da nossa política energética.

 

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E aqui fica uma sugestão para esta redução, no interessante post Non-stop relaxed cycling in Utrecht no A View from the Cycle Path.

publicado por MC às 14:18
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Sábado, 13 de Novembro de 2010

O carro é anti-social I

O carro é um objecto altamente anti-social, por ser a principal causa de morte entre jovens, por transformar cidades em redes de auto-estradas sem vida, e por muito mais.

Para começar esta série de postas, nada melhor que o Donald Appleyard e o livro que publicou em 1981, o Livable Streets, um ano antes de ser assassinado por um carro. Este urbanista estudou várias ruas de São Fransico que se assemelhavam o mais possível, com uma excepção: a intensidade do trânsito. Os principais resultados resumem-se nestas duas figuras (clicar para ver em grande).

 

A figura de cima é uma rua com pouco trânsito, a de baixo com muito. Os pontos representam locais onde ele viu pessoas a falarem e as linhas representam conhecimentos na rua. Em cima as pessoas têm 3 amigos na rua e 6,3 conhecidos. Em baixo apenas 0,9 e 3,1.

Foi ainda perguntado aos habitantes qual era a sua zona de conforto, onde é que se sentiam em casa. Com pouco trânsito houve quem chegasse a responder a rua toda, com trânsito intenso alguns ficaram-se pela própria casa.

É claro que no segundo caso haverá mais casos de solidão, mais sentimento de insegurança tanto na rua como em casa, menos compreensão para com os vizinhos, mais crianças fechadas em casa, etc.

 

 

O StreetFilms tem como sempre um excelente vídeo sobre o trabalho de Donald Appleyard

 

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O blog CidadaniaLx fala-nos do "Largo do Carro Santo" na Baixa Pombalina.

publicado por MC às 22:13
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Obituário: a linha do Tua

A avalanche de ataques ou, em linguagem moderna, justificações para o encerramento da linha do Tua constituiu-se por vários argumentos, todos eles bastante fracos. Podemos agrupá-los no par "factos/interpretação unívoca desses factos".

 

1- acidentes com vítimas mortais desde 2008/a linha não é segura

2- poucos utilizadores/a linha não é viável 

3- o modelo de negócio da linha do Tua é oneroso e insustentável/uma linha de comboio só deve ser mantida se houver sustentabilidade financeira

4- a auto-estrada de Trás-os-Montes vai ser feita/quem tem uma auto-estrada pode dispensar uma linha de comboio

5- a linha do Tua não é fundamental para garantir o direito à mobilidade das populações/o direito à mobilidade em meios rurais pode ser garantido pelo automóvel e por táxis

6- ou a linha do Tua ou a barragem do Tua/o futuro são as energias renováveis, por isso devemos fechar a linha do Tua

 

 

Os argumentos 1 a 3 baseiam-se numa análise simplista porque sincrónica; ignoram que a situação actual de insegurança, de relativamente poucos passageiros e de insustentabilidade financeira devem-se a políticas anteriores do governo e à incúria da CP e REFER que conduziram precisamente ao actual de estados de coisas; a situação da linha do Tua é diagnosticada como se o seu estado estivesse desligado das condições que o provocaram. Ora, quase todas as linhas de comboio em Portugal são insustentáveis financeiramente, mas não é por isso que devem ser tomadas como dispensáveis; além do mais, quase todas elas sofrem manutenção frequente da REFER (no caso do Tua, a última foi em 1991) e têm horários adequados porque são indispensáveis para a mobilidade das pessoas que prescindem ou preferem não usar o automóvel para as suas deslocações.

 

E com isto chegamo aos argumentos 4 e 5. Em 1991, a linha do Tua foi fechada entre Bragança e Mirandela. O argumento da altura, além da falta de passageiros, consistia na construção da alternativa rodoviária do IP4. Vinte anos e cerca de 200 mortos depois, a situação repete-se com a auto-estrada transmontana a servir agora de bode expiatório para a sangria das ligações ferroviárias. O número de passageiros, assim que trasladados para os autocarros caiu abruptamente. E, estranhe-se, não há agora cenários analíticos que equacionem o desenvolvimento da região com a auto-estrada & com a linha de comboio; ambos os modos de transporte parecem confrontar-se por exclusão e nunca servirem como complementares ao serviço das populações. Para além do mais, o direito à mobilidade é muito diferente da democratização pelo automóvel, algo que o estado assume implicitamente: eu não sou obrigado a tirar a carta, mas devo ser capaz de ter acesso em condições satisfatórias aos serviços mínimos. Ponto. Se não gostam, mudem a constituição.

 

Por último, o ponto 6. A barragem do Tua dará cerca de 0,4% de acréscismo à produção de energia eléctrica nacional; por sua vez, o crescimento do consumo de energia eléctrica tem crescido 3% ao ano.  Equacionar a perda de uma estrutura centenária como necessária ao futuro do país e misturá-la com o misto de publicidade masturbatória da EDP e deste governo cada vez que falam nas energias renováveis deveria chocar.

 

Hoje nada disto interessa porque o último reduto de defesa da conservação da linha foi arquivado. O Ministério do Ambiente e a REFER já tinham lavado as suas mãos; só faltava ao Ministério da Cultura a sentença final para abrir o caminho à EDP.

 

Claro que o que se passa em Trás-os-Montes é quase indiferente a muitas das elites lisboetas que à mínima causa da moda dão o peito às balas: oxalá um dia o aturem.

 

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publicado por TMC às 22:43
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

publicado por TMC às 23:22
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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

A Bicicleta e a Cidade - Congresso Ibérico

No passado fim de semana tive a oportunidade de acompanhar a "comitiva" portuguesa com a FPCUB (Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta) no Congresso Ibérico com o tema: "A Bicicleta e a Cidade", realizado em Sevilha.

 

 

Foi um prazer regressar a Sevilha após 5 anos da minha última visita, e tendo sido de facto um período em que se deu uma grande transformação na cidade. Num espaço de 6 anos a cidade de sevilha conseguiu aumentar de 0,2% de todas as deslocações na cidade feitas em bicicleta para 6,6% actualmente (pelo menos foram estes os números avançados no congresso).

 

É de facto impressionante a quantidade de pessoas que se desloca em bicicleta, mesmo sendo um fim de semana extremamente chuvoso no qual decorreu o congresso. Por toda a cidade se vêem pessoas a deslocar de bicicleta, quer usando bicicletas próprias, ou utilizando o bem distribuído sistema de uso partilhado de Sevilha. (SEVICI)

 

Quanto ao congresso em si, foram várias as apresentações interessantes sobre a perspectiva mais utilitária da bicicleta e sobre as várias acções que se têm vindo a desenvolver em todo o mundo para promover o uso da bicicleta.

 

Das apresentações dos portugueses presentes, destaco a apresentação do Miguel Barroso, que apesar de ter sido numa sala de trabalho mais pequena, mostrou a sua perspectiva que a importância das imagens e apelo às emoções têm na promoção do uso da bicicleta. O Miguel é o dinamizador da versão Lisboeta do famoso "Cycle Chic" e tem ideia claras quanto à importância e eficácia da comunicação no sentido da promoção da bicicleta enquanto meio de transporte nas cidades.

 

 

www.lisboncyclechic.com (foto roubada ao Miguel)

 

Para o final do congresso ficou marcada o momento alto de todo o fim de semana. Com uma comunicação digna das tão conhecidas Ted Talks, Guillermo Peñalosa - irmão de Enrique Peñalosa, mayor de Bogotá - mostrou com uma comunicação muito dinâmica e acessível tudo o que é possível fazer em cidades tão grandes como Bogotá, Nova Yorque, Sevilha,...

 

Felizmente a filmagem desta apresentação está disponível on-line, pelo que sugiro que dediquem 50 minutos a ver falar sobre o modo como, com poucos recursos se podem fazer alterações tão importantes nas cidades, ao nível do espaço público e da incrementação dos modos suaves.

 

 

 

 

publicado por António C. às 00:32
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Domingo, 7 de Novembro de 2010

E se as cidades fossem ao contrário? II

E se nos cruzamentos de bairro os passeios fossem contínuos e os peões não tivessem que atravessar o alcatrão?

 

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A ler O fim da mobilidade automóvel de Brian Ladd no Jornal de Negócios, republicado no CidadaniaLx.

publicado por MC às 23:34
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