Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Acalmia de tráfego VII e VIII

Volto à serie dos truques de acalmia de trráfego, mais dois exemplos simples:</p>

 

A. Rua de dois sentidos com ciclovias ou bermas largas.

Reparem que só cabe ali um carro de cada vez. Quando há dois que se cruzam, ambos têm que se desviar para a ciclovia o que exige atenção dos condutores. Só o entrar na rua, tem um efeito psicológico de aperto no condutor o que faz com que ele reduza a velocidade, tal como numa estrada estreita.

Não é necessário que sejam ciclovias, simples bermas pintadas no chão, indicando que geralmente o carro não deveria passar por ali, têm o mesmo efeito.

 

B. Redução da largura da rua de dois sentidos com obstáculos.

Entre os dois pilares no meio da rua só passa um carro de cada vez. Além da lomba que há entre os pilaretes, mais uma vez a ideia que o condutor tem que ter atenção aos carros em sentido contrário, e que tem que se desviar de x em x metros, provoca maior atenção e menor velocidade da parte dos automobilistas.

 

 


E mais um foto a provar que não é só no norte da Europa que a bicicleta é um transporte flexível...

 

publicado por MC às 20:15
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

O automóvel é o meio de transporte urbano mais estúpido que existe II

É comum pensar-se que o automóvel é o meio de transporte que possibilita o transporte mais rápido de pessoas  na cidade. Nada poderia estar mais longe da verdade!

Esqueçam (por enquanto) os cruzamentos - que só ajudariam a contrariar este mito urbano - e pensem numa rua de 1km, com 2 faixas, ao longo da qual queremos transportar mil pessoas. Se fossem de carro, com a ocupação média de 1,3 ou 1,4 passageiros por carro, os primeiros demorariam 1 minuto a chegar ao fim da rua, mas porque a rua tem uma capacidade limitada de tráfego (1000 passageiros por hora, por faixa), só 30 minutos depois é que chegariam os últimos. 31 minutos!

A pé, os primeiros demorariam 10 minutos, e 1,5 minutos teriam todos passado. 11,5 minutos.

De bicicleta, 3 minutos para a viagem a direito e 3 para que passassem todos. 6 minutos

Mota não está incluída na tabela, mas eu diria 1minuto + 5 minutos, já que as motas ocupam mais espaço que as bicicletas. 6 minutos

Autocarro, 1 + 2 = 3  minutos, ou 1+1=2 no caso de autocarros expresso.

Eléctricos grandes, 2 + 1 = 3 minutos.

Metro, 1 + 0,5 = 1,5 minutos

 

Só com 6 faixas é que o automóvel seria tão rápido como os peões. Com 1 faixas apenas, só a partir dos 6 ou 7km é que o automóvel seria mais rápido que o peão. E nem estou a pensar no estacionamento! Claro que nos transportes também ainda haveria que esperar que as pessoas entrassem e saíssem, mas de automóvel teriam que sair do estacionamento, e estacionarem todos depois. Só mesmo os peões é que se safariam com esta tarefa extra.

A coisa torna-se absurda quando quem usa o transporte mais ineficiente, condiciona à força todas as restantes pessoas a sofrerem também as desvantagens da sua escolha.

 

A mesma ideia em video. Nos segundos finais deste vídeo  contem quantas motas passaram no início e quantos carros conseguiriam passar depois.

 


A ler n'Os Verdes em Lisboa: as trocas e baldrocas dos diferentes tipos de bilhete de transportes públicos  em Lisboa, continuam a prejudicar e a atrapalhar quem anda de transportes.

Há que reconhecer que a situação está hoje muito melhor, mas na Holanda resolveram o problema há décadas com uma tecnologia chamada papel.

publicado por MC às 11:26
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Notícias soltas

Crise ajuda transportes públicos segundo o Expresso. Os valores são muito pequenos, e falar do caso do Porto é esquecer que o Porto teve grandes melhorias devido ao Metro ultimamente. O que é mais interessante, é que o número de viagens de carro dentro das cidades tem diminuído, aí sim os números são maiores.

Quando alguém diz que aumentar o preço não resolve nada, porque as pessoas vão continuar a abusarem do carro, lembrem-se desta notícia.

Governo vai instalar mais 100 radares de velocidade e ainda bem! O sentimento de impunidade ao volante é uma coisa absurda. Eu acho um pouco desumano chamar "caça à multa" à penalização de quem põe a vida dos outros em risco, mas seja lá qual for o nome ainda não conheci nenhum outro modo de contrariar os 160 nas AEs, os 130 na estradas e os 90 na cidade.

 

A propósito da construção de um ciclovia na freguesia de Alvalade em Lisboa, a Junta de Freguesia local está revoltadíssima. Bem espremida a sua argumentação resume-se a "chateia os popós",  incluindo uma espantosa crítica à redução de dois para um sentido de circulação numa rua no bairro. É que esse é um truque clássico para afastar o trânsito intenso das ruas residenciais, mas provavelmente a junta também está contra isso. Pessoalmente não tenho opinião formada sobre a ciclovia, mas nunca tinha visto uma junta fazer tanto alarido, ao ponto de lançar um abaixo-assinado (!), por seja o que for... Mas neste caso é pelo popó. 


A ler: mais um artigo do politólogo Pedro Magalhães a defender portagens urbanas em Lisboa.

Há aqui três falácias. A primeira consiste em supor que a introdução de taxas para entrar em Lisboa de automóvel retira "direito à cidade", como se não houvesse outras formas de entrar e circular em Lisboa e como se o excesso de trânsito não fosse, ele próprio, atentatório do "direito à cidade". A segunda consiste em supor que a faculdade de circular de automóvel por onde muito bem se entenda é um "direito" ilimitado. O problema é que, mesmo que fosse um "direito", não há cidade nenhuma no mundo (...) onde esse direito seja ilimitado.

publicado por MC às 00:22
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Domingo, 10 de Maio de 2009

Os peões que se "atiram" para a estrada

Acho piada sempre que um automobilista refere os peões que atravessam sem ver, como contraponto ao desrespeito das passadeiras, velocidades, semáforos e de tantas outras regras por parte dos automobilistas, pondo os peões em perigo.

Lembrei-me disto quando queria virar à esquerda de bicicleta numa rua comprida e larga, daquelas que convidam ao acelerador. Verifiquei umas 3 vezes que não vinha nenhum carro, antes de passar para a faixa à minha esquerda. Terá havido alguma vez na história do homem, um automobilista que tenha confirmado 3 vezes que não "vinha" um peão ou um ciclista antes de fazer uma manobra??

Há duas semanas, por ir numa rua muito inclinada onde ia devagar, circulava encostado à direita, algo que nunca faço e que não recomendo a ninguém. Um automobilista virou à direita quase à minha frente, cortando-me o caminho porque não reparou em mim. Barafustei e acho que o homem percebeu o perigo em que me tinha metido. Passado um minuto já se deveria ter esquecido e talvez se lembre na próxima vez. Se invertermos os papeis, se eu tivesse cortado à direita de bicicleta sem ver se vinha algum carro, garanto-vos a todos que me ia lembrar para o resto da vida.

Querer pôr a distracção de automobilistas na mesma balança que a de peões e ciclistas é um atentado à razão. Como digo sempre, se um peão ou ciclista comete uma distracção ao pé de um carro, quem se lixa é o peão/ciclista. Se for o automobilista a distrair-se, quem se lixa também é o peão/ciclista.

 


A ver: reportagens da SIC e da TVI sobre o "autocolante" dos peões.

publicado por MC às 13:58
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Três artigos sobre ideias "radicais" em mobilidade do Times

Just step out, pedestrians are told. Drivers will stop 

Sobre uma experiência de Shared Space em Inglaterra. Ao contrário do que o senso comum pensa, semáforos, passadeiras, passeios altos, barreiras para peões, e outro tipo de condicionamentos e regulações nas cidades são prejudiciais à segurança. O motivo é simples, e é muito fácil de o constatar em Lisboa: quando há um sinal verde e está claramente definido como é que os peões e os veículos se devem comportar (passadeiras, semáforos, barreiras, faixas pintadas), os automobilistas ganham uma sensação falsa de segurança. Assumem que não há perigo, o que leva a velocidades altas e ao total alienamento do que passa à sua volta.


We pedestrians have reached a crossroad 

Sobre diferentes tipos de passagens de peões, incluindo o famoso Barnes Dance, onde um cruzamento inteiro tem um período de verde exclusivamente para peões. Assim não se obriga o peão a esperar 3 ou 4 vezes para atravessar uma simples rua.


Traffic lights covered up by Ealing Council to test congestion 'cure' 

Uma das zonas de Londres descobriu por acaso, o que muitos especialistas em mobilidade "alternativa" há muito dizem: os semáforos não só causam perigo, como podem atrasar o trânsito. Em Ealing houve um dia sem semáforos por avaria, e o trânsito fluiu melhor. Agora vão desligá-los durante 6 meses de propósito.

Tem uma referência ao famoso caso de Drachten: In the Dutch town of Drachten the removal of traffic lights at one big junction resulted in crashes falling from 36 in the four years before the scheme was introduced to two in the next two years. The average time for each vehicle to cross the junction fell from 50 seconds to 30 seconds despite a rise in the volume of traffic.

publicado por MC às 18:37
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Voluntários para edição vídeo? (conhecimentos básicos chegam)

Nós temos várias ideias para pequenos vídeos simples  e básicos que mostrem a ditadura do automóvel. Ideias que as palavras e as fotos muitas vezes não mostram. O absurdo que é andar a pé comparado com a facilidade de circular de carro, o desrespeito das leis por parte dos automobilistas que é tolerado por todos, etc. Os vídeos têm ainda a vantagem de não dar trabalho a serem lidos, de terem mais impacto, e de facilmente se poderem divulgar de blogue para blogue.

 

Resumindo, não há nenhum voluntário altruísta que nos queira ajudar? Obviamente que pode ser à distância. Basta um conhecimento básico de edição vídeo (não criem grandes expectativas!), algo para o qual não temos tempo. Respostas aqui ou por email para menos1carro sapo.pt.

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publicado por MC às 00:10
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Momento de humor "greenwashesco"

A propósito da visita do primeiro ministro às obras dos IC16 e IC30 (mais duas auto-estradas para a região de Lisboa), temos umas declarações no mínimo engraçadas.

 

1. A propósito das críticas à construção de mais auto-estradas numa região que já é campeã em densidade de auto-estradas a nível europeu (e campeã a muitos pontos da segunda), o primeiro-ministro disse que as obras "nada têm de megalómano ou de faraónico".

 

2. DN: Segundo o Governo, a A16 vai permitir "a redução de emissões poluentes..."

 

3. A "Comissão para a Mobilidade Sustentável no Concelho de Sintra" (aquela que muda de nome conforme o vento, e cujos membros são todos do mesmo partido), diz "quanto mais rápido [acabarem a construção das auto-estradas] melhor". Queixa-se contudo das portagens, porque assim vai continuar a ser impossível andar na bisga na auto-estrada paralela, o IC19.

 

Não sei qual a mais parva. Triste ainda é ver os milhões que estão a ser enterrados ali.


A propósito de greenwash: um estudo técnico alemão torce o nariz aos benefícios ambientais dos carros eléctricos. (resumos em alemão e inglês, via)

publicado por MC às 20:06
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Pagar pelo que é público? Parquímetros e portagens...

Há muitas razões pelas quais eu compreendo que se possa discordar dos parquímetros e das portagens urbanas, mas há uma que é constantemente repetida que eu não entendo. Os parquímetros/portagens são vistos com uma taxa que temos que pagar para usufruir de algo que deveria pertencer a todos, uma mercantilização de algo que não pertence a quem colhe os lucros.

 

1. Há aqui uma falácia neste raciocínio. Eu quando respiro o ar, não estou a impedir ninguém de o fazer também. Quando eu ocupo o espaço público ele deixa de ser público e passa a ser exclusivamente meu, mais ninguém o pode usar. O estacionamento na via pública é uma privatização do espaço público.

 

2. Ao contrário de outras "mercantilizações", o lucro destes pagamentos não reverte para um privado, mas para todos. São lucros públicos da privatizção do que é público.

 

3. O espaço público é pago (e bem) em milhentas situações. Um contentor de entulho (esse sim, não tem a possibilidade de ser colocado a umas centenas de metros mais longe) paga 7,83€ por m² por mês em Lisboa. Um lugar de estacionamento tem sensivelmente 10m², ou seja pagaria 78,3€ por mês. Um quiosque paga 22,8€ e uma esplanada aberta entre 19€ e 22€ - 190€ a 220€ para os 10m². Mas uma melhor comparação com um carro estacionado (em termos de impacto visual e qualidade do ambiente urbano) será uma esplanada fechada, e mesmo esta pode ser disfrutada por todos e não monopolizada por quem nem se encontra no local! Ela paga 136€ a 156€ por mês, 1360€ a 1560€ para o espaço do carro. Nunca ouvi ninguém a revoltar-se contra a existência destas taxas.

 

Independentemente destes pontos, o pagamento pelo uso do espaço urbano é uma excelente ferramenta na gestão da mobilidade urbana, que não tem alternativas à altura (assumindo que não queremos acabar com a possibilidade da sua ocupação).

 


A ler: podemos ser lisboetas de fernanda câncio no jugular.

A atitude imperial dos detentores de automóvel, que reagem com selvajaria a qualquer acção que encarem como limitadora dos seus “direitos naturais”, foi notória na recente limitação do tráfego na zona da Baixa, devido às obras na Praça do Comércio, e promete ser ainda mais retumbante quando se efectivar a prometida limitação permanente do trânsito nessa zona. O Automóvel Club de Portugal até já prometeu acções em tribunal para combater a restrição...

publicado por MC às 21:31
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O automóvel exclui socialmente os idosos

Mais um excelente vídeo da StreetFilms (no fim do post),desta vez sobre a exclusão social dos idosos devido à ditadura do automóvel sobre o espaço urbano. No vídeo gravado em Nova Iorque é inclusivé dito que há pessoas que ficam fechadas em casa durante o dia, porque não conseguem deslocar-se ao centro de dia. É no mínimo desumano haver pessoas presas na sua própria casa, apenas para que outros se possam deslocar no seu transporte favorito, o carro.

Lá como cá, os idosos têm medo de atravessar as ruas pelas velocidades praticadas, pelos semáforos curtos, pelo desrespeito à prioridade nas passadeiras. Obrigar quem já anda devagar a ter que ziguezaguear a cidade em vez de fazer o percurso mais fácil, por o espaço urbano não estar pensado para o peão, não é também um grande convite. Aconselho a passarem meia hora numa qualquer rua da cidade, a ver a cara de aflição da velhota a tentar perceber se pode atravessar e a contornar o carro que ocupou o passeio. Exclusão social na sua máxima estupidez.

Ao contrário do que muitos dizem, a culpa não é de quem anda devagar, mas de quem insiste em abusar do automóvel. Nas cidades onde o automóvel não é bem-vindo não há praticamente semáforos, desvios ou passadeiras, que são na realidade instrumentos ao serviço do automóvel. Nos países nórdicos é comum verem-se idosos em cadeiras/motas eléctricas a deslocarem-se autonomamente, porque as cidades assim o permitem.

Uma vez na Holanda fizeram-me um inquérito enquanto atravessava um semáforo a pé. A câmara local queria saber o que os peões achavam da facilidade de circulação. Claro que um país com menos recursos não pode fazer estudos destes, mas o mínimo de preocupação por parte de quem decide as cidades já seria uma revolução.

 

(Quem insiste em meter a "liberdade individual" de andar de carro na cidade à frente da inclusão social, só merece isto)


A ler: depois da Noruega, também na Bélgica se fala em regulamentação da publicidade automóvel. É vergonhosotodo o greenwash que se vê por aí.

publicado por MC às 01:06
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Soluções tecnológicas? III

Nesta interessante entrevista sobre eco-condução na TSF com Tiago Farias, professor do Técnico, o entrevistado está lá como especialista técnico em motores. Apesar do tema técnico, e apesar da razão pela qual ele foi convidado, ele próprio insiste que a eco-condução e a eficiência dos motores são apenas uma parte da questão da mobilidade. Igualmente importante é o ordenamento do território e a própria redução do uso do automóvel.

Há muito a ideia de que havendo carros verdes (algo impossível, mas por hipótese) o problema estaria resolvido. Mesmo falando exclusivamente do ponto de vista do automobilista (esqueçam as cidades, a sociedade, os peões, etc.), esta ideia não faz sentido. Pensem nos dias de greve de transportes em Lisboa ou Porto, quando se demora horas a fazer percursos de poucos quilómetros. Com ou sem motores verdes, nada mudaria.
 


Algo que tenho sempre no telemóvel: esquema das linhas da Carris em Lisboa para levar no telemóvel em imagem jpeg (800kB) aqui.

Da SMTUC em Coimbra (550kB) aqui.

Não encontrei o esquema da STCP.

Quem tiver de outras cidades, deixe anos comentários.

 

publicado por MC às 22:37
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