Domingo, 30 de Setembro de 2007

Estacionamento subterrâneo à holandesa


publicado por MC às 14:36
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Dia Sem Carros à moda do autarca


22 de Setembro em Chaves, centro da cidade: camas elásticas, carros a pedais, castelos insufláveis, gincana de btt, carros estacionados em locais proibidos e carros da organização estacionados no passeio.
O que é que isto tem a ver com mobilidade?

Em abono da verdade, a CM de Chaves fechou a rua principal ao trânsito no menos "incoveniente" domingo.
publicado por MC às 01:39
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Sábado, 29 de Setembro de 2007

Semáforos

Já pensou que praticamente não haveria semáforos nas nossas cidades se todos circulassem de transportes públicos, bicicleta ou a pé? (Bastaria respeitar as regras de prioridade, porque haveria menos veículos.)
Dito de outra forma, aqueles postes com umas luzes que estão em todo o lado, que nos obrigam a esperar e desesperar, que ocupam espaço e tornam a cidade mais feia são uma necessidade provocada pelo automóvel.
publicado por MC às 16:20
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Porto: Manifestação por melhores transportes públicos

O sempre activo Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto convocou uma manifestação na próxima segunda-feira, por um melhor serviço da STCP, nomeadamente pela reposição da cobertura que havia antes da última reformulação da rede.
Será na Batalha às 18h00.

Já agora, os meus parabéns pelo trabalho do movimento.
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publicado por MC às 14:50
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

O rico de carro e o pobre de bicicleta II

Já aqui mostrei que existe uma correlação positiva entre a riqueza de um país e o número de pessoas que usam a bicicleta como transporte.
O António descobriu agora um interessante artigo no britâncio The Times, que diz que o mesmo aconteceu ao nível das classes sociais dentro do Reino Unido: os ricos deslocam-se mais de bicicleta que os pobres. Mais precisamente o quinto mais rico da população anda duas vezes e meia mais que o quinto mais pobre.
Aqui fica um excerto:
"the poorest fifth, despite being five times less likely to have access to a car, are very unlikely to consider cycling as a solution to their transport needs (...) poorer people might also be concerned that being seen on a bicycle would encourage others to view them as socially inferior". Chama-se a isto desejo de ostentação, e é a principal razão para não se encarar a bicicleta em Portugal como um meio de transporte válido dentro da cidade.
Volto à mesma tecla: a melhor maneira de pôr o pessoal a ter uma mobilidade sustentável se calhar é oferecer automóveis e quadruplicar o preço dos transportes e da bicicleta.

publicado por MC às 16:53
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Peão = delinquente?

Contaram-me há um pouco uma história impressionante a propósito da carro-dependência no seu país natal, os EUA. Um familiar de uma amiga, um homem de negócios, europeu, dos seus 50/60 anos, que numa visita de trabalho a Los Angeles teve a estranha ideia de dar um passeio a pé pela cidade. Dado a raridade do acto, levantou suspeitas a uma patrulha de polícia que o abordou e perguntou o que andava ali a fazer.
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publicado por MC às 16:43
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Acalmia no Trânsito III e IV

Depois das lombas sinusoidais e dos percursos sinuosos (ambos um pouco "esquecidos" nas nossas urbes), refiro mais dois métodos de desenho urbano bem simples para reduzir a velocidade do trânsito na cidade (e por consequência reduzir o ruído, a poluição, os acidentes, e aumentar a segurança de peões e ciclistas, e a qualidade de vida de quem vive na cidade).

Rotundas - Uma rotunda no meio de uma rua longa, e mesmo sem cruzamento, é uma excelente maneira de obrigar os automóveis a reduzir a velocidade. De preferência sem aquelas "obras de arte" que se vê por aí.

Sentidos proibidos - Os percursos dentro dos bairros devem obrigar o automobilista a fazer um percurso complicado, desde a entrada no bairro até ao ponto final. Além disso a escolha das entradas e das saídas (basta serem de sentido único para serem só uma coisa ou outra) devem ser escolhidas de modo a dificultar a vida a quem atravesse o bairro. Assim afasta-se os automóveis que tentam ir pelos bairros adentro para se "safar" do trânsito das ruas principais.

Simplicíssimo, não é? "Basta" querer pôr a qualidade de vida dos bairros à frente dos automóveis.
publicado por MC às 13:53
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

"Eles deviam era pôr melhores autocarros"

A qualquer medida de limitação do uso automóvel na cidade (sejam radares, parquímetros, portagens, zonas fechadas ao trânsito, etc...) retorque-se sempre com o argumento de que as pessoas só usam o automóvel por falta de transportes públicos e que se deveria começar por melhora-los.
Como já aqui escrevi várias vezes, este argumento é demagógico e inválido. O principal problema (claro que há muitos mais) dos transportes públicos nas cidades portuguesas é.... o excesso de carros. O trânsito obriga os autocarros a circularem a 10km/h em média, e com esta limitação nunca haverá um bom serviço. É uma pescadinha de rabo na boca que só pode ser resolvida limitando o trânsito automóvel.
Se a velocidade média de circulação fosse o dobro, teríamos o dobro da frequência de passagem (logo metade do tempo de espera) e metade do tempo de viagem com o mesmo número de autocarros e motoristas.
Um estudo internacional divulgado recentemente pela secretária de estado dos transportes Ana Paula Vitorino, vem indirectamente dizer isto mesmo. Segundo  Público de 22.09.07 o estudo compara o serviço da STCP com outras cidades. O Porto fica nos primeiros lugares em vários items, com duas importantes excepções: velocidade média e pontualidade, ambos por culpa de terceiros e não do serviço de transportes. Como disse a secretária de estado, "o problema reside na baixa velocidade e na pontualidade, pelo que não depede da empresa, mas sim da envolvente".
publicado por MC às 09:51
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"Arte para ver no carro na EN10"

Não sei onde é que a dependência doentia do automóvel, sob a forma dos drive-ins vai parar. Julguei que já tinha visto tudo com os cinemas drive-in, farmácias drive-in, restaurantes drive-in, descanço junto ao rio num dia bonito drive-in, desportos radicais drive-in (desde quando é que andar de jipe é um desporto?), manifestações drive-in, namoro drive-in, etc... mas não. Temos agora exposições drive-in (segundo o Público esta é já a 7ª edição do Drive-In Arte) ao longo da EN10.
O que virá a seguir?
Escritórios drive-in?
Aulas drive-in?
Hospitais drive-in?
Jardins drive-in?
Discotecas drive-in?
Convívio com os amigos drive-in?
Subidas de barco pelo Douro drive-in?
Conferências drive-in?
Missa drive-in?

Não tenha medo de abrir essa porta.
Vai descobrir que há vida fora do seu automóvel.

P.S. Já depois de escrever o texto descobri uma foto de uma "ida à praia drive-in" no Apocalipse Motorizado.
publicado por MC às 09:48
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Massa Critica dos Executivos! 28 de Setembro 18H - Lisboa

Não, a bicicleta não é apenas para desporto, não serve só para lazer, nem precisa de apanhar pó na garagem lá de casa!

A bicicleta também é um transporte que pode ser usado na cidade! Para quem está farto de ficar horas no trânsito sexta feira à tarde, nada melhor que aparecer na Bicicletada dos Executivos.

Os executivos, vão-se juntar e mostrar que que o final da semana na cidade de Lisboa, afinal de contas não tem de ser um martírio!

Veste o teu fatinho, calça o sapatinho, vem pedalar!


 
publicado por António C. às 16:01

editado por MC em 26/09/2007 às 11:49
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