Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Peões vítimas de atropelamento

A pior consequência do (ab)uso do automóvel nas nossas cidades será os peões mortos e feridos em atropelamentos. A ACA-M e a CML em jeito de homenagem e de alerta pintaram o nome (falso por razões óbvias) de várias vítimas de atropelamento numa passadeira nos Restauradores em Lisboa. Outras praças e artérias da capital seguirão.
Até quando teremos bestas a conduzir impunemente dentro da cidade como se de uma auto-estrada tratasse?
Uma besta minha conhecida, depois de ter sido apanhada a conduzir a quase 120 numa avenida de Lisboa, ao ser questionada se não achava a sua velocidade perigosa para a situação, respondeu "não, o meu carro é seguro"!
Eu conheço uma família destruída por um atropelamento. Quem não conhece?
(Foto roubada ao blogue O Carmo e a Trindade)
publicado por MC às 11:49
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BiCas em Cascais


Afinal, e ao contrário do que julgava, o projecto BiCas de Cascais (bicicletas públicas) continua a funcionar em Cascais. Há três quiosques onde se pode pedir uma BiCa: em frente à estação de comboio, junto ao Forte de Cascais (foto) e na Guia.
Infelizmente a CM de Cascais não tem informação online. Ao contrário da maioria dos projectos de bicicletas públicas (como os de Barcelona e Bruxelas que recentemente referi) a bicicleta aqui serve meramente para turismo e não para transporte. Mas não deixa de ser um turismo amigo do ambiente, das pessoas e das cidades!
publicado por MC às 11:15
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Sábado, 28 de Abril de 2007

Grátis! Reparações de bicicletas em Lisboa

Alguns voluntários da Massa Crítica e uma associação cultural local promovem todos os primeiros e terceiros domingos de cada mês a seguir ao almoço uma ciclo-oficina gratuita na Rua dos Bacalhoeiros (junto ao Campo das Cebolas). São bem-vindos todos aqueles que queiram ajuda para arranjar a bicicleta, queiram esclarecer alguma dúvida ou até ajudar os outros.

P.S. A próxima será já dia 6 de Maio a partir das 14h30
publicado por MC às 18:52
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Boleias a nível nacional

Um comentário anónimo aqui no blogue apontou-me uma página portuguesa para boleias a nível nacional, o Dê Boleia. A ideia é muito simples: há um registo de quem quer dar e de quem quer receber boleias de A a B à hora H. Os passageiros e os condutores dividem depois os custos da viagem. Em vez de dois automóveis a fazer o mesmo percurso teremos apenas um com óbvias vantagens para o ambiente, o trânsito e a carteira dos envolvidos.
O car-pooling (compartilha de carro) é muito comum há décadas nos países nórdicos. Na Alemanha há centrais nacionais de informação (a MitFahrZentrale por exemplo) e na Holanda há por vezes placards junto às estações de autocarro para os condutores/passageiros afixarem a informação.

publicado por MC às 18:41
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Viva Abril

Faço aqui a única excepção neste blogue sobre mobilidade e ambiente para comemorar o 25 de Abril.
Sem ele provavelmente não haveria blogues.
Ou os posts teriam de ser autorizados pela censura.
Ou haveria um server da PIDE a registar o meu IP sempre que escrevesse um post ou um comentário.
Com o post anterior teria aliás uma noite garantida na António Maria Cardoso.

25 de Abril Sempre
publicado por MC às 20:56
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O Buraco do Marquês

Foi hoje "inaugurado" (por apenas 3 horas) em Lisboa um dos maiores buracos em Portugal. Foi já há seis anos que Santana Lopes meteu na cabeça que iria prolongar o túnel das Amoreiras até ao Marquês de Pombal. Supõe-se que a ideia seria melhorar a fluidez do trânsito.
Mobilidade: Aqui começa o absurdo. Enquanto todo o mundo desenvolvido opta por dificultar a entrada de automóveis nos centros das cidades através de portagens urbanas, parquímetros, faixas e ruas exclusivas para transportes públicos, zonas sem trânsito, etc... Lisboa prolonga uma auto-estrada até ao centro da cidade. A partir de hoje é possível chegar à Avenida Fontes Pereira de Melo sem passar por um único semáforo. Se isto não é uma promoção do transporte individual, não sei o que será. Santana Lopes teve ainda o descaramento hipócrita de afirmar, aquando do início das obras, que ao apelar ao uso do transporte público - de modo a reduzir as óbvias complicações no trânsito durante as obras  - a Câmara estava a enviar um forte sinal aos cidadãos para que estes mudassem os seus hábitos deixando o automóvel em casa.
O estudo do tráfego foi também severamente criticado, entre outras coisas por usar contagens feitas num só dia.
Falta de Planeamento: A maioria dos lisboetas nunca se apercebeu que o concurso público foi lançado sem um plano concreto do buraco. Já as obras estavam a decorrer há largos meses e ainda se discutia se haveria saída na Av. Fontes Pereira de Melo, na Av. António Augusto Aguiar (não confundir com Joaquim António Aguiar onde começa o buraco) e para o parque de estacionamento.
Ambiente: Embora a necessidade de um estudo de impacto ambiental seja discutível (foi precisamente isso que levou o buraco a tribunal), neste caso seria fundamental devido às correntes de águas subterrâneas, tal como alertou Gonçalo Ribeiro Telles (que foi prontamente corrido da CML). Mas não é preciso ser especialista para perceber que a construção de um túnel que atravessa o vale de um lado ao outro vai ter um forte impacto na hidrologia do local e por consequência na estabilidade dos solos em toda a zona do Marquês.
Outro atentado ambiental foi o corte que foi necessário fazer a dezenas de árvores centenárias que havia no local.
Outros problemas ainda: ruído, destruição da paisagem urbana, poluição atmosférica.
Segurança: Há ainda a óbvia perigosidade de um túnel que tem o dobro da inclinação máxima recomendada. Em caso de acidente poderá haver um choque em cadeia, cujas vítimas dificilmente serão socorridas num curto espaço de tempo devido aos difíceis acessos. Vários bombeiros apontaram para várias falhas de segurança. Isto a somar à curta distância (poucas dezenas de centímetros) entre este túnel e o do Metro. A Câmara insiste que é um túnel seguro, teimosamente confundido vigilância apertada do funcionamento com segurança. Curiosamente a circulação foi proibida a pesados por motivos de segurança e a Câmara tem vindo a distribuir panfletos sobre os procedimentos em caso de acidente.
Oposição: Descontando o José Sá Fernandes, a oposição só soube tocar timidamente no ponto da segurança. Nunca se atreveu a questionar o impacto no ambiente e na mobilidade da cidade.
Os movimentos ambientalistas (Quercus, GAIA, PEV, Lisboa Verde, LPN, etc... ) ainda recolheram assinaturas para um referendo (não aprovado), organizaram uma manifestação, publicaram vários comunicados e tiveram várias reuniões, mas infelizmente o seu poder foi demasiado fraco.
Meios de Comunicação: Os jornalistas foram estranhamente servis. O expoente máximo terá sido há um mês quando se lia e dizia que o túnel tinha sido considerado um dos mais seguros da Europa. Só quem leu atentamente as notícias percebeu qual era a fonte: Santana Lopes, esse especialista em Engenharia Civil.
Ponto Alto da Imbecilidade: Na sua cega defesa do buraco Carmona Rodrigues tem insistido nos últimos dias que o ar dentro do buraco será menos poluído que cá fora. Será que foram instaladas condutas desde a Serra de Sintra?
Ler Mais: A ACA-M publicou um excelente comunicado (mais factual e técnico que este post e com vários links com mais informação) sobre o buraco.
publicado por MC às 19:11
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

Portagens em Nova Iorque

O mayor republicano Bloomberg de Nova Iorque veio apresentar um grande plano de melhoria ambiental para a cidade. A medida chave é a introdução de portagens (8$ por entrada em hora de ponta, algo como 6€) em Manhattan, tendo a câmara se inspirado no caso de sucesso de Londres. A medida é bem impopular nos EUA, mas Bloomberg assegura que se vai bater até ao fim pela ideia.
Claro que NY é uma cidade à parte nos EUA, mas esta medida vai também servir de exemplo para toda a pátria dos autoólicos e para todo o mundo. Quando será que veremos o mesmo em Lisboa e Porto?
publicado por MC às 10:27
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Oops! Passaste por cima de alguma coisa...

Não me contive a roubar esta imagem do AdBusters, encontrada na De Clarke's Transportation Alternatives Page.
publicado por MC às 16:40
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Parque de Bicicletas em São Paulo

(Notícia vinda do Apocalipse Motorizado)
Em São Paulo foi inaugurado o primeiro parque de estacionamento gratuito, vigiado e abrigado para bicicletas junto a uma estação de Metro. É uma notícia excelente para um cidade martirizada pelo transporte rodoviário individual e um excelente sinal das autoridades.
A bicicleta é o transporte ideal nas grandes cidades para conjugar com os transportes de longo percurso, como os comboios suburbanos ou o metro  Por exemplo em Lisboa a grande maioria da população nas linhas de Cascais, Sintra e Vila Franca mora a poucos quilómetros de uma estação. Esta distância poderia facilmente ser percorrida de bicicleta em vez de automóvel com a vantagem de reduzir o trânsito, a poluição e os enormes espaços e custos necessários para os parques de estacionamento de automóveis. Basta pensar que num espaço de um automóvel cabem facilmente umas 10 bicicletas.
publicado por MC às 11:57
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Primeiro Carro, Primeira Vítima

Retirado da Wikipedia a propósito do primeiro automóvel que houve em Portugal (a fonte é Rodrigues, José Carlos Barros. "O automóvel em Portugal: 100 anos de história", Lisboa : CTT Correios, 1995):

Este veículo ficaria também para a história por um acontecimento insólito: logo na sua primeira viagem, entre Lisboa e S. Tiago do Cacém, ocorreria o primeiro acidente de viação em Portugal, tendo por vítima um burro, atropelado a meio do percurso.

Eu não lhe chamaria "insólito"... Chamar-lhe-ia "ironia do destino".
publicado por MC às 01:29
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