Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

332 milhões de euros para alcatrão em Lisboa

O governo anunciou no início desta semana 332.000.000€ para prolongar as ICs e afins nos arredores de Lisboa. Mais uma vez insiste-se numa solução que não o é. Quantas dezenas de quilómetros de metro ou comboio, quantas carreiras novas de autocarro poderiam ser feitos com este valor?

Lembra-me o IC19, que foi duplicado e triplicado, mas continua sempre cheio. Bem sei que a população na linha de Sintra tem aumentado imenso (mais um erro de ordenamento do território), mas aposto o que quiserem que 10 faixas de rodagem em cada autoestrada, IP ou IC que rodeiam Lisboa e Porto não resolveriam nada.

Por curiosidade, cá fica a reduzidíssima rede de auto-estradas e afins que há neste momento nos arredores de Lisboa e Porto.

Lisboa cercada de autoestradas
Porto rodeado por autoestradas
publicado por MC às 17:52
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006

A culpa é dos políticos...

Nas bicicletadas ("manifestações" mensais pelos transportes alternativos) há sempre episódios curiosos relacionados com os automobilistas e peões que vêem um estranho grupo de dezenas de ciclistas a passar. Há os arreliados, os indiferentes, os apoiantes, os curiosos,...
Recordo-me especialmente de um homem de meia-idade que veio perguntar o que aquilo era. Ele concordava integralmente com as nossas intenções, mas depois de cada explicação dada ele insistia sempre "mas então o que estão a pedir ao governo?". Por mais que lhe fosse dito que a ideia era sensibilizar o cidadão comum, vinha um "então mas é X que vocês querem da Câmara?".
As "lutas" ambientalistas são muitas vezes um caso à parte dos comuns protestos. Geralmente não se exige X ou Y das autoridades mas uma mudança das mentalidades e actos de todos nós.
Vem isto a propósito do post anterior (parques de bicicletas). Claro que as estruturas para as bicicletas, a melhoria dos transportes públicos, etc... são importantes. Mas o mais importante é o gesto de quem vai a pé ao supermercado do bairro em vez de ir de carro, quem vai a ler no comboio em vez de contribuir para o trânsito do IC19.
publicado por MC às 15:27
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Parques de bicicletas em Lisboa

"Os Verdes" vão propôr amanhã na Assembleia Municipal de Lisboa que todos os serviços públicos (escolas, centros de saúde, etc...)  passem a ter um parque de bicicletas.
Claro que não é pela existência em si do parque que vai haver mais gente a usar a bicicleta, mas o parque serve como sugestão, como campanha publicitária até.
Paralelamente a Câmara de Odivelas também decidiu montar alguns parques de estacionamento e pintar umas ciclovias no concelho. As ciclovias não estão a ser respeitadas por carros mal estacionados, mas só o facto de lembrarem a todos que ali passam que podiam escolher outro tranporte já merece o meu aplauso.

Parque de bicicletas no Campo Pequeno
publicado por MC às 15:05
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Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

Dans Paris à vélo on dépasse les autos

Dans Paris à vélo on dépasse les autos,
À vélo dans Paris on dépasse les taxis.

ciclovia em Paris

Paris continua a ter um trânsito insuportável no centro, mas é impressionante o aumento do número de bicicletas de ano para ano. O número de ciclovias também não para de aumentar (causa ou consequência?), muitas aproveitando o separador central nas avenidas tal como já foi sugerido para Lisboa na zona das Avenidas Novas.
Claro que Paris dificilmente chegará ao nível de Amesterdão, mas ao menos serve de prova que não é só nas cidades pequenas/médias que a bicicleta é importante.
publicado por MC às 16:53
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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Bicicletas em Espanha contra as alterações climáticas

Ontem mais de 12000 pessoas manifestaram-se de bicicleta por toda a Espanha contra as emissões de CO2, principal causador das alterações climáticas. Vê mais em http://www.mejorconbici.com/

Mejor con Bici

publicado por MC às 11:32
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Parquímetros e o espaço urbano

A propósito da recente introdução de parquímetros no centro de Faro ("Cerca de 700 lugares de estacionamento espalhados pela Baixa de Faro vão passar a ser pagos a partir de hoje" Público, 13/11/2006) recordo-me de muitas queixas contra a própria existência de parquímetros nas cidades.
Ora o espaço urbano é um bem muito raro e tem que ser gerido com cuidado. Basta pensar na diferença de preços de venda ou arrendamento entre casas no centro das cidades e habitações exactamente iguais fora delas, para ter uma noção do seu valor. Se muita gente paga mais algumas centenas de euros por mês para morar no centro, por que haveria o estacionamento de ser de borla? Será que devemos ajudar (por cobrar preços baixíssimos) quem quer estacionar ou quem quer morar?
Isto já para não falar das desvantagens que um carro traz para a vida da cidade, comparando com a vantagem de mais moradores ou outras utilizações que se podem dar ao espaço como passeios mais largos, mais jardins ou praças, etc... ou até mesmo mais comércio.
Há obviamente muito mais razões para os parquímetros, mas fica para a próxima.


publicado por MC às 10:50
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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

Radares contra excesso de velocidade em Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa começou hoje a instalar radares de controlo de velocidade do trânsito. Os automobilistas vão ser avisados que estão a ser controlados. Se excederem a velocidade voltam a ser avisados e só se um segundo radar voltar a detectar excesso de velocidade é que será tirada um fotografia.
Esta rídicula benesse mostra bem a atitude indulgente das autoridades para com o trânsito. Alguém se lembra de outra infracção onde o perpetrador é avisado que está a ser controlado e ainda tem direito a um primeiro deslize?  "Olhe que eu estou a ver que vai roubar... bom, roubou uma camisola mas fique por aí está bem?"
Para lá disso a atitude é de  louvar. As velocidades dos automóveis são um perigo constante no meio da cidade. Recomendo a qualquer um tentar conduzir a 50 km/h - o máximo permitido - numa avenida de Lisboa. Um buzinão do tipo toca-a-despachar é garantido.
publicado por MC às 10:12
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Domingo, 5 de Novembro de 2006

Milão introduz portagens urbanas

Depois de Singapura, Londres e Estocolmo, a cidade de Milão decidiu introduzir portagens para o centro da cidade.

Entretanto o sistema de Estocolmo está suspenso depois do período experimental que acabou em Setembro. Em Outubro a população apoiou a sua continuação em referendo, mas dada a mudança de governo ficou tudo em banho-maria.

Público, 5/11/2006

Milão vai ter portagens urbanas em fevereiro

Mais de meio milhão de viaturas entram diariamente na cidade; residentes estão isentos

O município de Milão anunciou que, a partir de 19 de Fevereiro do próximo ano, irá iniciar uma experiência colocando na cidade portagens que visam desmotivar a entrada de viaturas na cidade. Trata-se de uma medida que tem como objectivo reduzir os níveis de poluição e, ao mesmo tempo, descongestionar o tráfego.
Os residentes que se apresentem em carro próprio estarão livres de qualquer pagamento, mas todos os outros, para poderem circular dentro da cidade, deverão pagar uma quantia que ronda entre os dois e os dez euros, consoante o nível de partículas poluentes emitidas pelas respectivas viaturas.
(...)
Segundo declarações do responsável pelo tráfego de Milão, Eduardo Croci, a taxa a aplicar irá afectar 45 por cento dos automobilistas e 94 por cento das viaturas comerciais que diariamente circulam na cidade. A medida será válida para os dias úteis, entre as 7h e as 18h.
Os estudos ambientais citados por Croci ao jornal La Stampa referem que entram diariamente em Milão mais de 500 mil viaturas, sendo estas em grande parte responsáveis por níveis de poluição atmosférica que ultrapassa em 150 pontos percentuais os limites recomendados.

publicado por MC às 14:51
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Dióxido de carbono

Público, 4/11/2006
A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu um novo recorde em 2005, segundo a Organização Meteorológica Mundial. O nível médio, segundo medições feitas em vários pontos do globo, foi de 379,1 partes por milhão (379,1 moléculas de dióxido de carbono por cada milhão de moléculas de ar).
(...)
A concentração de CO2 manteve-se estável durante dez mil anos, em torno de 280 partes por milhão.
(...)
A capacidade de aquecimento de todos os gases com efeito de estufa de vida longa subiu 21,5 por cento desde 1990, diz a Organização Meteorológica Mundial.

publicado por MC às 14:51
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Mais de 100 mortos por dia

Público 4/11/2006
Mortes nas estradas europeias caem oito por cento num ano. (...) Nos últimos 12 meses (...)  essa quebra foi de (...) 41.000 para 37.691.

Ah! Apenas 100 e tal pessoas por dia.

publicado por MC às 14:50
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