Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Quem é mais rápido, o carro ou a bicicleta?

Ninguém põe em causa que o carro seja mais rápido que a bicicleta numa recta desimpedida, mas também nunca houve na história alguma viagem que tenha começado com um salto da porta de casa para dentro de um automóvel em rápido andamento e tenha acabado com um salto em andamaneto para a porta do destino, e sem qualquer abrandamento pelo meio.

Quem anda de carro gosta de esquecer que uma viagem na cidade não se resume aos troços desimpedidos entre dois semáforos. Eu gosto sempre de lembrar os automobilistas que eu tenho sempre lugar à porta! Na realidade uma viagem é composta por:

 

 

Vantagem

do Carro

Vantagem

da Bicicleta

Da porta de casa até ao veículo
Desde a chegada até ao arranque
Aceleração (em qualquer arranque)
Deslocação com pouco trânsito
Deslocação com muito trânsito

Obstáculos (carros a estacionar,

carros mal estacionados, etc.)

Aproximação ao semáforo1
Espera no semáforo2
Arranque no semáforo3
Procura de lugar para estacionar
Estacionamento
Deslocação do estacionamento até ao destino
Percurso escolhido4

 

1. O carro fica atrás de todos os carros que já lá estão. A bicicleta passa pela fila até ao início.

2. Nem me refiro a quem passa alguns vermelho (como eu), mas à possibilidade legal de se passar o semáforo a pé pelo passeio (para virar à direita por exemplo).

3. A bicicleta arranca sempre em primeiro e é mais rápida, o carro por vezes nem passa o primeiro verde.

4. A bicicleta não tem mudanças de direcção proibidas, pode-se sempre virar à esquerda por exemplo, saindo da bicicleta e atravessando como peão. Contudo o declive pode levar um ciclista a escolher um percurso maior.

 

Por estas e por outras é que a Comissão Europeia afirma no seu famoso e interessantíssimo documento de promoção da bicicleta, que a bicicleta é em média mais rápida que o carro até deslocações de 5km.

 


Um leitor deixa-nos a sugestão do World Commute, uma espécie de rede social para quem se desloca pela sua própria força motriz (a pé, de bicicleta, etc.) com ferramentas para registar e compartilhar percursos e experiências.

publicado por MC às 16:56
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7 comentários:
De pedro a 9 de Janeiro de 2010 às 00:45
hmm! concordo com quase tudo ( como sabe bem ir pelas passadeiras pra fugir aos vermelhos e nem sempre a pé xD)

mas no arranque.. é das coisas que mais me afligem qdo tenho que arrancar numa passadeira ou semaforo! nos arranques "eles" ganham sempre :(
De MC a 9 de Janeiro de 2010 às 00:53
pedro,
eu pensei deixar uma notinha sobre os arranques. não sei se sou eu que estou mais atento, mas eu arranco sempre à frente. e arranco à frente do PRIMEIRO carro. é que se comparares com qualquer um dos outros (e um carro não para sempre na linha da frente como a bicicleta), então achas que concordas comigo :)
De mlz a 11 de Janeiro de 2010 às 10:07
Acho que estão a desdobrar o problema do estacionamento. Procurar estacionamento e estacionamento não é a mesma coisa?
De MC a 11 de Janeiro de 2010 às 23:19
mlz,
não andas de bicicleta pois não? ;)

agora a sério, o que eu queria mostrar é que há muitos passinhos que somados implicam uma desvantagem do automóvel. neste caso são mesmo dois passinhos separados:
1. procurar um lugar para estacionar - na bicicleta é só escolher um poste
2. estacionar em si e sair - na bicicleta não há manobras para a frente e para trás, nem desligar rãdio, fechar as janelas, esconder as coisas no porta-bagagens, etc.. é só por a corrente que é bem menos que isso. talvez isto tudo seja 1 minuto apenas, mas se somarmos os minutos todos...
De mlz a 13 de Janeiro de 2010 às 14:06
Não queria ser desmancha prazeres mas por andar de bicicleta é que o posso afirmar que estacionar não é tão simples como encostar ao poste e trancar! Especialmente quando se leva uma pasta ou ou outro sacoao ombro a tarefa de estacionar não é fácil.
Andar de bicicleta em paises frios implica luvas grossas e ajustadas com velctros, botões ou que quer que seja (entre outras protecções para o frio). Entre tirar luvas, trancar/destrancar o cadeado, entretanto fazer malabarismos para que a pasta ou saco das compras não caia no chão e se molhe é uma aventura... Muitas das vezes acresce a isto arranjar um poste disponivel para trancar a bicicleta! Mais bestial ainda é quando não há postes e se tranca apenas a roda. Quando regressamos temos mais 5 ou 6 bicicletas em cima da nossa porque o vento as tombou. Ah... doces recordações...
Abraço.
P.s. ainda assim gosto muito de andar de bicicleta e não a troco ;)
De Marco Daniel a 12 de Janeiro de 2010 às 21:07
Faltam aí alguns pontos negativos para a bicicleta:
- Transporte de bagagens;
- Aspecto da pessoa depois de fazer 10km (odor, penteado, o facto de ter de trocar de roupa);
- Condições atmosféricas adversas;
- Condução menos segura, especialmente de noite.
De MC a 12 de Janeiro de 2010 às 22:03
... e nenhuma tem a ver com a rapidez.

nem sequer leste o post pois não?

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