Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Estrangeirados e a bicicleta

Entre os muitos ciclistas urbanos de Lisboa que conheço, seja dos fórums seja das bicicletadas/massas críticas (hoje há uma!!), há uma enorme proporção de pessoas que têm alguma relação com o estrangeiro, por serem estrageiros ou terem vivido por lá.Dadas as alegadas enormes dificuldades de andar de bicicleta em Lisboa, uma pergunta se levanta:

 

Será que os "estrangeirados" vivem e trabalham em zonas da cidade que sejam mais planas e com menos chuva e calor que os restantes? Ou será que a alegada desvantagem da bicicleta só está na cabeça de muita gente pouca dada a pensar noutros paradigmas?

 


A propósito de novos paradigmas, nunca a expressão "levar o carro até casa" fez tanto sentido como neste anúncio a um empreendimento habitacional.

publicado por MC às 16:59
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3 comentários:
De anónimo a 18 de Dezembro de 2009 às 19:48
Usei bicicleta numa altura em que vivi no campo, a 4 km da minha cidade de província, e para chegar a casa tinha que subir uma ladeira muito íngreme e por vezes fazia-o com a bike ao lado. Reparei então num velhinho de uns 70/80 que subia a mesma ladeira de bicicleta sem nunca desmontar . Eu nos meus vinte e poucos não conseguia e aquele velhote sim. Estudei o seu método. Subia sempre muito devagar, empurrando cada pedal apenas o suficiente para a bicicleta se mover um mínimo. Nunca fazia mais esforço que o ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para a bike continuar em marcha. Talvez a expressão que melhor defina a coisa seja slow motion ". Adoptei o sistema e nunca mais tive que desmontar. Trata-se apenas de gerir o esforço. Nada mais que a força necessária. Os " Eddie Mercx " de serviço provavelmente acharão uma vergonha subir a Av. Fontes Pereira de Melo, ( dou apenas como exemplo do grau de inclinação, que andar de bike na dita deve ser torturante ), numa velocidade tão medíocre mas lembro que o importante é chegar lá acima sem "deitar os bofes pela boca" e não chegar 1º que o parceiro do lado. Cada um com a força que tem.
De MC a 9 de Janeiro de 2010 às 02:02
Subo a Av Fontes Pereira de Melo muitas vezes, e garanto que não é assim tão difícil. Uma vez até ia com um GPS ligado (mas sem pensar nele) e a velocidade era semelhante às ruas planas.
De PJ a 19 de Dezembro de 2009 às 16:44
Viva,

esses "estrangeirados" vivem em que zonas da cidade? centro ou periferia? e os "não-estrangeirados"? talvez, suponho, os estrangeirados procurem lugares + no centro, onde podem utilizar mais facilmente no quotidiano a bicicleta e transportes públicos.

muito sinceramente, não creio q os "estrangeirados" tenham mais aptidão ou vontade para andar de bicicleta; simplesmente, os "não-estrangeirados" tendem a instalar-se na periferia mas depois desenrolam o seu quotidiano no centro da cidade, ou no subúrbio que fica do outro lado da cidade.. coitados, é vê-los por aí escravos do pópó..
e eles olham para nós, devem comentar entre si «coitados, olha os escravos da bicicleta», mas, a avaliar pelas buzinadelas e apertos, dir-se-ia que não têm pena nenhuma, se calhar uma pontinha de inveja até..

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