Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

O automóvel é o meio de transporte urbano mais estúpido que existe III

Nesta posta imperdível do Cenas a Pedal, encontrei um video perfeito para mostrar a ineficiência do automóvel como meio de transporte urbano. São três faixas exactamente do mesmo tamanho, uma para bicicletas, outra para autocarros e a última para automóveis. Reparem que há um trânsito intenso na primeira e na terceira - ou seja só não passam mais pessoas na faixa porque é impossível - e que se trata de uma rua a subir (logo a bicicleta estaria à partida em desvantagem).

Agora contem quantas pessoas vêem a passar em cada faixa.

 

De bicicleta contei 125 no primeiro minuto.

Passam 29 automóveis, o que multiplicado pelo número média de pessoas num automóvel 1,3, resulta em 38 pessoas.

Não há tráfego intenso de autocarros, mas passam logo dois em 12 segundos. Se o fluxo de autocarros se mantivesse teria havido 10 autocarros, que ultrapassariam em muito  as pessoas de carro em número de passageiros. Provavelmente até as bicicletas.

 

Nas cidades, onde o espaço não é infinito (nem mesmo nas auto-estradas dos subúrbios como sabe muito bem quem as entope diariamente) o automóvel é o pior método para transportar pessoas de um lado para o outro.

 


A (re)ver, um vídeo que já coloquei nos primórdios do blogue, exactamente com a mesma ideia mas só autocarro vs automóvel.

 

publicado por MC às 16:39
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3 comentários:
De António C. a 23 de Outubro de 2009 às 18:00
É genial o video...

apetece perguntar de onde vem aquela gente toda a pedalar furiosamente. Penso que isto devia ser mostrado a todos os comerciantes da baixa em Lisboa que neste momento estão a apanhar com o fumo da meia dúzia de gatos pingados que aqui andam a empandeirar o trânsito e têm as lojas vazias.

Ou seja, é óbvio que mais gente circula nas ruas se estas forem confortáveis. É óbvio que não faz sentido nenhum andar de carro nas zonas históricas e centrais de Lisboa. É tão óbvio que não percebo como é que isto ainda não mudou...

Ufff...
já para não falar nas buzinas de sexta à tarde....
De Iletrado a 23 de Outubro de 2009 às 20:44
Caro MC
Repara que, caso a ciclovia desaparecesse e fosse uma única via partilhada entre carros e bicicletas, o mais provável seria o abandono completo do carro na cidade. Isto, claro, considerando que o outro combate se mantinha (em especial o combate ao estacionamento em cima dos passeios). Restaria o residual, como cargas e descargas. Assim, apesar de poucos passarem de carro, a ideia com que fica o português condicionado é que o espaço é usurpado pelos carros. É uma fila contínua de carros nos dois sentidos. A reacção da primeira pessoa a quem mostrei isto foi: "Afinal lá também há muitos carros, não anda tudo de bicicleta!". E antes de ver o filme leu o teu artigo. "O caminho faz-se caminhando", mas o caminho é tão longo...
Boas pedaladas.
De Catarina a 25 de Outubro de 2009 às 10:42
É giro! Reconheço a dita rua. Vem da parte mais central para Christianiashavn que também dá ligação a outra parte da ilha, Amager.
É de facto a subir - trata-se de uma ponte mas faz-se em pouco tempo, depois tem-se a recompensa de uma descida isto é se não tiver vento! Acontece frequenetemente ter de continuar a pedalar na descida porque o vento é tão forte que quase nos faz andar para trás.
É verdade que Copenhaga não tem muitas subidas com grande inclinação mas o vento que se faz sentir é suficiente para contrabalançar a excelente geografia. Até ouvi dizer de um candidato ao parlamento há uns anos que prometia ter sempre vento a favor quando se anda de bicicleta.
Mas para mim não há nada como pedalar em Lisboa com a liberdade da estrada, com os olhares estranhos e com o exercício diário (:

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