Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Qual é a cidade qual é ela...

A cidade que correspondia a todas aquelas descrições maravilhosas era Veneza, tal como o TMC tinha adivinhado. Mas Fes também seria uma resposta certa, vinda da Joana. As zonas mais centrais de algumas cidades também caberiam na descrição.

Onde queria chegar é que toda aquelas características paradisíacas existem em Veneza  por ser uma cidade livre de carros. No dia a dia nem nos apercebemos dos pequenos grandes incómodos que a sociedade automóvel nos impõe.

 

Em Veneza, que aqui serve de metáfora para qualquer cidade sem carros, todas as praças podem ter esplanadas

 

Em Veneza os miúdos podem jogar à bola em todas as praças e recantos

Em Veneza pode saltar-se à corda e brincar em qualquer lugar

Em Veneza as velhotas não ficam em casa, porque são bem-vindas em qualquer praça. Aliás podemos sempre sentarmo-nos onde quisermos.

 

Em Veneza os cães andam sem trela porque nunca serão atropelados

 

Em Veneza os carrinhos de bebé podem andar em segurança por qualquer ponto da cidade

 

Em Veneza os transportes colectivos não são prejudicados pelo transporte individual, como acontece em tantas cidades numa inversão preversa de valores que coloca o indivíduo antes da sociedade

 

Em Veneza um miúdo pode parar no meio da rua para pintar o alcatrão

 

Em Veneza a barafunda da hora de ponte resume-se a isto


 

publicado por MC às 23:42
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7 comentários:
De CAV a 16 de Outubro de 2009 às 10:08
E ainda bem que Veneza não é portuguesa ou alguém teria inventado maneira de levar carros até lá.
De Joana a 16 de Outubro de 2009 às 12:14
Estamos tão habituados a cidades cheias de automóveis que já é difícil termos um raciocínio "livre de carros". Li várias vezes a vossas pistas e fui caindo sempre na rasteira: quando lia "movimento", "zonas mais movimentadas", "grande movimento" na hora de ponta, associava sempre ao trânsito automóvel. Até que finalmente me apercebi do erro: "o movimento não é de carros, é claro que só pode ser uma cidade sem carros"!

Onde vocês me enganaram foi com essa de as pessoas falarem baixinho. Os italianos? Só se estiverem mal da garganta!

A propósito, há zonas de Veneza com automóveis.
De MC a 16 de Outubro de 2009 às 12:43
Onde eu quero chegar é mesmo aí. Há tanta coisa que nos habituámos e deixámos de colocar em causa. Aceitamos sem pensar. As nossas cidades são totalmente desumanas para crianças e idosos, mas nem reparamos nisso.

Falar baixinho, acontence mesmo. Não esquecer que o Veneto (região on de se encontra Veneza) tem uma forte influência austríaca.

E existe apenas um local em Veneza com automóveis. Um praça de autocarros com uma entrada para um parque de estacionamento de automóveis.
De Joana a 16 de Outubro de 2009 às 14:22
Óptimo, quer dizer que desde que lá fui se encerraram as (poucas) ruas ao trânsito.
De MC a 16 de Outubro de 2009 às 14:51
Joana, eu conheço a Veneza desde há 15 anos, não me lembro de ver ruas com automóveis, descontando a área portuária onde julgo não ser permitido a entrada a carros não-autorizados.
De MC a 16 de Outubro de 2009 às 15:09
Bom.. a discussão não faz sentido.
Se pensarmos em Lido ou em Mestre (pertencentes legalmente mas não geograficametne) a Veneza, então haverá carros em Veneza. Eu não queria ir ao detalhe, apenas pensar numa cidade onde a zona livre de carros não se resume ao centro histórico.
De Joana a 16 de Outubro de 2009 às 15:13
Está explicado: Mestre, embora pertença à comuna de Veneza, "tecnicamente" já não é Veneza. Fui a Veneza quando ainda era criança. Recordo-me de notar nos carros, porque sempre tivera a ideia de que em Veneza não podia haver carros!

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