Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Lisboa tem muito trânsito... há 28 anos

E mais uma música, esta de 1981 de Adelaide Ferreira onde ela já se queixava das horas de ponta e que "Lisboa tem muito trânsito".

Reparem na data, 1981! 28 anos depois, dezenas de túneis depois, centenas de quilómetros de auto-estradas e vias-rápidas depois, vários alargamentos de ruas (e diminuição de passeios) depois, vários parques de estacionamento depois, não consta que a situação esteja melhor. Eu diria que até está pior.

 

Melhor sorte tem o Joe Dassin da música anterior, que vive em Paris onde já se percebeu há  anos que a solução é exactamente a oposta da que é feita em Lisboa: tornar a vida mais difícil ao automóvel. Em Paris houve redução do estacionamento à superfície, redução das faixas de rodagem, eliminação de uma via-rápida no centro, criação de ciclovias e bicicletas públicas. E a diferença está bem à vista.

 


Em dia de música e boas notícias, mais uma excelente para o Norte do país. O PROT da região Norte prevê a criação de ferrovia entre Braga e Guimarães, duas cidades  em forte crescimento e cada vez mais próximas (têm uma universidade em comum) mas com uma vergonhosa ligação em transportes públicas. E esta não é a única ligação ferroviária prevista. A ler no Moving People.

 

publicado por MC às 14:54
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4 comentários:
De António C. a 17 de Setembro de 2009 às 15:59
Esta é que deve ser a música a passar em Repeat se alguém levar sistema de som para a Massa Crítica!!!
De MC a 17 de Setembro de 2009 às 16:46
aquele "trânsito" tem ali um duplo significado.. mas pouco importa! :)
De Zé da Burra o Alentejano a 22 de Setembro de 2009 às 12:09
Os parques de estacionamento junto das estações da CP, FERTAGUS, METRO deveriam ser gratuitos para desincentivar a entrada na cidade de automóveis.
Os estacionamentos, onde eles existem, são caros e, em consequência, vêem-se dezenas de automóveis estacionados perto dos, muitas vezes em locais inadequados quando existem muitos lugares vagos nos parques de estacionamento especialmente construídos para servirem essas estações.
Na realidade o preço do estacionamento é relevante quando se considera a despesa mensal do passe para o transporte mais as despesas mensais de estacionamento no parque.
Os nossos preços são muitas vezes comparados com os dos outros países da comunidade, mas o que deveria ser comparado era o nível de rendimento de um português mediano. Os portugueses não são idiotas quando preferem deixar a sua viatura a um canto da estrada, numa rua a trezentos metros de distância ou num terreno baldio em vez da a deixarem no local especialmente concebido para a receberem; falta-lhes é o dinheiro.
Deixem-se de conversas ocas e haja bom senso!
De MC a 30 de Setembro de 2009 às 19:47
Zé da Burra,
ser "gratuito" é um sinónimo mais simpático de "os outros que paguem".
E não faz sentido comparar com o rendimento mediano, porque por essa lógica um etíope e um noruguês teriam o mesmo poder (o que infelizmente não acontece)

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