Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Greenwash dos carros verdes ao estilo "tiro no pé"

Nesta posta deixei um link para uma excelente notícia de Nova Iorque, onde a famosa avenida Broadway está a pouco e pouco a ser libertada de automóveis. Neste caso específico tratava-se de pedaços de cruzamentos da avenida que foram totalmente pedonalizados, não podendo agora os carros circular ao longo dela. Nestes pedaços nasceram pequenos jardins com esplanadas.

Num destes cruzamentos pedonalizados, existe agora internet de borla alimentada a painéis solares pagos por uma famosa marca de carros híbridos.

(roubada aqui)

Mas a existência de espaços agradáveis na cidades, espaços para as pessoas, que tornem as cidades mais humanas, está dependente da redução do número de automóveis não do tipo de motor que os faz andar. Não é passando todos os automobilistas para híbridos ou eléctricos que a cena agradável da fotografia se multiplica, mas com políticas anti-automóvel nas cidades.

A Toyota foi certeira. Se há um bom local para mostrar que os híbridos não são solução para nada, esse local é o da foto. Irónico no mínimo.

 


A ler: a BBC conta a história de um cego que foi preso quando tentava ter direito a caminhar no passeio. A polícia galesa também mostra uma preocupação muito maior em defender os automóveis estacionados do passeio, do que em defender os cegos que queriam caminhar neles mas são obrigados a usar a estrada.

publicado por MC às 17:14
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3 comentários:
De Tárique a 31 de Agosto de 2009 às 18:30
Não é a polícia galesa?
De Iletrado a 1 de Setembro de 2009 às 21:56
Caro MC
É preciso não esquecer que os polícias também têm carro e também (ou especialmente) estacionam em cima do passeio. Sabem que estão mesmo impunes, afinal se nós chamarmos a polícia são eles que aparecem... Aqui pelo deserto da margem sul é vê-los a parar as viaturas em cima do passeio, fardados, controlando o trânsito. E se os chamas à atenção ainda te ameaçam com a prisão. Assim é difícil.
Claro que será boa ideia seguir essa história do cego galês. De certeza que não acaba aqui. Pode ser que o desfecho seja mais interessante.
Boas pedaladas.
De Zé da Burra o Alentejano a 23 de Setembro de 2009 às 12:18
Dirijo-me fundamentalmente aos engenheiros e em especial aos electrotécnicos, mas qualquer leitor compreende facilmente os meus argumentos.
Há um mito sobre os benefícios para o ambiente em geral com a troca IMEDIATA dos actuais veículos movidos a energia fóssil por outros eléctricos: esquecem-se os defensores (ou desconhecem) que a maior parte da energia eléctrica produzida ainda tem origem fóssil (ou nuclear nalguns países, forma de produção que os ambientalistas também recusam em geral). Assim, quando usamos um carro eléctrico estamos em última instância a consumir energia fóssil, só que nos chegaria na forma de energia eléctrica, mas com alguns inconvenientes. É que para termos o nosso carrinho a andar temos que ter as seguintes conversões de energia: 1º) energia fóssil em motriz para accionar as turbinas; 2º) força motriz em energia eléctrica (grande parte da energia eléctrica produzida é consumida pela própria central); 3º) o transporte de energia até ao local da carga das bateria do nosso automóvel "amigo do ambiente"; 4º) converção da energia eléctrica em energia química para carregarmos as nossas baterias para podermos guardar a energia durante algum tempo; 5º) transformação da energia química em eléctrica para accionarmos os motores eléctricos do nosso carrinho; 6º) finalmente a transformação de novo da energia eléctrica em força motriz para que o carrinho ande. Em cada uma das 6 conversões que referi implicam perdas de energia, a maior parte dela ainda hoje produzida a partir de energia fóssil. Assim, se mudássemos todos para veículos eléctricos seria necessário produzir energia para corresponder ao consumo E ISSO REPRESENTARIA MAIS POLUIÇÃO. UM DIA QUANDO A PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA LIMPA SUPLANTAR A PRODUÇÃO POLUIDORA ENTÃO SIM! ENTÃO SERÁ A ALTURA DE MUDAR...MAS NÃO AGORA.
APENAS PARA AS CIDADES há um benefício ambiental imediato, com prejuizo da poluição do planeta. E o que fazer à grande quantidade de baterias em fim de vida?

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