Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Prevenção Rodoviária no País de Gales

publicado por TMC às 21:50
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10 comentários:
De Iletrado a 20 de Agosto de 2009 às 20:44
Caro TMC
Filme limpinho. E que se calhar não ficava mal se passasse no horário dito nobre das televisões. Não sei é se a mensagem que se pretende passar é a mensagem certa. Tive a oportunidade de mostrar este filme a várias pessoas que conduzem (as quais eu sei que manuseiam o telemóvel enquanto conduzem). A amostra pode não ser estatisticamente relevante (quatro pessoas, todos homens, todos com mais de 50 anos), mas não deixam de ser curiosas as observações: isso é uma treta, comigo nunca acontecerá, eu sou um bom condutor, só acontece com os jovens que têm a mania que sabem tudo, só com as mulheres, ela era loura. A melhor, que arrematou o assunto, foi: "eh pá, isso são coisas que acontecem, quem conduz sabe que está sujeito a estas coisas". Resumindo, os outros é que têm sempre culpa e os acidentes são uma fatalidade. Se os velhos dão exemplos destes, como mudar as mentalidades?
Boas pedaladas.
De TMC a 21 de Agosto de 2009 às 15:28
Iletrado,

Embora não o tenha referido, duvido que um filme destes passasse sequer no nosso horário nobre; avanço, um pouco de cor, que os valores da sinistralidade automóvel de Portugal e do Reino Unido são bastante desiguais - mais mortes do nosso lado - e apesar disso, na parte mediática, temos ainda receio de ferir sensibilidades.

Recentemente, vieram a público notícias que a sinistralidade automóvel nacional tinha diminuído por não serem contabilizadas as mortes no hospital; apenas as mortes no próprio local do acidente eram contabilizadas.

A sinistralidade rodoviária tem efeitos graves a todos os níveis; não são só as perdas de vidas. Além da envolvente familiar e profissional que essa perda afecta, o que assusta é a regularidade mórbida dos números representando erros e distracções humanas.

Concluindo, talvez concorde com a pessoa que disse que são coisas que acontecem mas o que se pretende é diminuir a frequência desse acontecimento. Uma campanha agressiva e chocante traria vantagens.
De MC a 21 de Agosto de 2009 às 20:27
TMC,
estás a confundir a notícia que houve. As críticas eram sobre o nível e não sobre a variação.O método de contabilidade não foi alterado. Logo houve mesmo redução de sinistralidade.

De TMC a 21 de Agosto de 2009 às 21:22
Não estou a confundir. As críticas eram precisamente acerca do nível ter diminuído por estarem relacionadas com a variação; ora, a contribuição das vítimas de acidentes de viação que morreram no hospital influencia directamente o nível de sinistralidade porque os meios de emergência também melhoraram.

O método manteve-se (embora vá mudar em 2010 http://diario.iol.pt/sociedade/hospital-contagem-estrada-iol-mortos-sinistralidade/1030014-4071.html) mas a sinistralidade pareceu diminuir porque houve mais ambulâncias e bombeiros a transportar as vítimas. Mortos na estrada tem sido interpretado mesmo em sentido literal; se alguém morrer por causa do acidente mas algumas horas depois já está fora das estatísticas.

http://www.scribd.com/doc/7871213/Portugal-esconde-mortos-nas-estradas
De MC a 24 de Agosto de 2009 às 11:14
Ok, o que escreveste inicialmente, onde te referias ao truque de baixar os números em geral, não esconderia as variações. Apenas teríamos números artificialmente baixos, mas com as mesmas variações.
O artigo do Expresso mostra de facto que as variações estão escondidas.
De Miguel a 26 de Agosto de 2009 às 15:48
Por acaso, essas notícias estão todas erradas, eu que já convivi com gente que trabalha na área da segurança rodoviária, sei que as vítimas não são só 'as que morrem na estrada' são as que morrem até à chegada ao hospital
E visto que na Europa a contabilidade é feita até aos 30 dias (parece que em Portugal também vai ser assim) para se poder comparar já alguns anos que se aplica um coeficiente de multiplicação (1,14 ou 1,17 não me lembro bem), que parece que hoje em dia parece que já peca por defeito mas que na altura que entrou em vigor foi feita uma amostra para se determinar um valor exacto.
E o facto de só se contarem as vítimas até à entrada no hospital deriva da tradição já de várias décadas (penso que já desde os anos 30 que se faz assim), os outros países é que fazem de outra forma, não é Portugal que 'quer esconder as vítimas' (até porque acho que nunca ninguém perdeu as eleições por causa disso em Portugal)
De MC a 26 de Agosto de 2009 às 16:31
Miguel,

eu também acho um exagero chamar "esconder" as vítimas a isto. Em todas as estatísticas há variadíssimas definições à escolha, e não podemos acusar todos os países mundo de "esconder" coisas com a única louvável excepção de um deles, aquele que escolheu o método que números mais negros dá.
O desemprego é um bom exemplo disso.

Agora o que as notícias dizem, e era isso que eu discutia com o TMC e acho agora que ele tem razão, é exactamente o que tu dizes! Que os tais 1,14 estão a pecar por defeito de acordo com uma contagem mais recente. Assim a queda dos dados nacionais pode não espelhar uma variação real.
De Miguel a 26 de Agosto de 2009 às 22:13
Eu só fiz este comentário, porque quem não está dentro do assunto e vê as notícias (principalmente na tv) pensa que essas estatísticas são todas trabalhadas de maneira a dar um número baixo, o que não é verdade. Na altura escolheu-se esse coeficiente para era o que mais se aproximava da realidade, se calhar agora já era altura de o actualizar ou então fazer a coisa mais 'simples' que era contar até aos 30 dias como no resto da Europa (ponho simples entre aspas porque isso não seria assim tão simples, porque obrigaria a que os médicos pusessem nas certidões de óbito que a morte foi derivada de um acidente rodoviário, se pusessem, por exemplo, 'traumas múltiplos' já não entrava para as estatísticas, dado que faz as contas não terá a obrigação de ver o nome de todas as pessoas que tiveram um acidente e acompanha-las durante um mês a ver se morreram disso ou de outra coisa qualquer. E nós sabemos como os médicos em Portugal não gostam que lhe digam que têm que fazer alguma coisa... - basta ver o caso da prescrição de genéricos, p.e. - e acho que poderíamos chegar a uma situação em que as mortes nos hospitais seriam próximas de zero)
De Paula Ferreira a 25 de Janeiro de 2013 às 12:50
A fundação da Juventude está a promover um Concurso Nacional “ Mais vale perder um minuto da vida, do que a vida num minuto!”
Este concurso tem como objectivo principal sensibilizar os estudantes de ensino superior para a problemática da Educação e Sinistralidade Rodoviária Portuguesa.
Gostaríamos de lhe pedir o favor de divulgar o nosso link no vosso blogue.
Muito Obrigado!
http://www.fjuventude.pt/a-vida-num-minuto-2012-2013/
De MC a 30 de Janeiro de 2013 às 18:15
Divulgámos no Facebook do blogue, onde tem mais impacto :)

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