Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Três artigos sobre ideias "radicais" em mobilidade do Times

Just step out, pedestrians are told. Drivers will stop 

Sobre uma experiência de Shared Space em Inglaterra. Ao contrário do que o senso comum pensa, semáforos, passadeiras, passeios altos, barreiras para peões, e outro tipo de condicionamentos e regulações nas cidades são prejudiciais à segurança. O motivo é simples, e é muito fácil de o constatar em Lisboa: quando há um sinal verde e está claramente definido como é que os peões e os veículos se devem comportar (passadeiras, semáforos, barreiras, faixas pintadas), os automobilistas ganham uma sensação falsa de segurança. Assumem que não há perigo, o que leva a velocidades altas e ao total alienamento do que passa à sua volta.


We pedestrians have reached a crossroad 

Sobre diferentes tipos de passagens de peões, incluindo o famoso Barnes Dance, onde um cruzamento inteiro tem um período de verde exclusivamente para peões. Assim não se obriga o peão a esperar 3 ou 4 vezes para atravessar uma simples rua.


Traffic lights covered up by Ealing Council to test congestion 'cure' 

Uma das zonas de Londres descobriu por acaso, o que muitos especialistas em mobilidade "alternativa" há muito dizem: os semáforos não só causam perigo, como podem atrasar o trânsito. Em Ealing houve um dia sem semáforos por avaria, e o trânsito fluiu melhor. Agora vão desligá-los durante 6 meses de propósito.

Tem uma referência ao famoso caso de Drachten: In the Dutch town of Drachten the removal of traffic lights at one big junction resulted in crashes falling from 36 in the four years before the scheme was introduced to two in the next two years. The average time for each vehicle to cross the junction fell from 50 seconds to 30 seconds despite a rise in the volume of traffic.

publicado por MC às 18:37
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6 comentários:
De PJ a 8 de Maio de 2009 às 22:01
são umas ideias curiosas e algo inovadoras, n sei q dizer. mas tenho percebido que há um princípio algo errado nos cruzamentos. porque serão as passadeiras pintadas sobre o asfalto como q dando continuidade à estrada, e não uma continuidade do passeio com umas passadeiras para os automobilistas? porque é q nos cruzamentos o conforto/ facilidade de passagem é dado aos carros e não às pessoas?
De MC a 9 de Maio de 2009 às 15:32
Isso é muito comum no norte da europa: http://menos1carro.blogs.sapo.pt/119609.html

Em Lisboa só conheço um caso assim.. e não é bem a mesma coisa. Falo da rua dos sapateiros na baixa, onde os cruzamentos com a ruas pedonais são ligeiramente levantados e com calçada diferente.
De a presença das formigas a 9 de Maio de 2009 às 22:41
Moro numa rua exclusivamente residencial, sem saída. Os carros em cima do passeio forçam as pessoas a andar na rua, com perigo para os peões que estão a "invadir" um espaço que os automobilistas consideram seu.

A solução seria transformar a rua em pedonal, com acesso reservado a veículos, ficando assim claro que os condutores teriam de respeitar os peões.

Alguém pode referir casos semelhantes e como foram resolvidos?
De MC a 12 de Maio de 2009 às 00:51
Isso é sonho de todas as ruas residenciais!
Parece-me um sonho grande de mais, mas a minha experiência pessoal diz que os presidentes das jutnas de freguesia gostam muito de saber o que incomoda as pessoas. Obtive sempre respostas interessadas e empenhadas
De CM a 11 de Maio de 2009 às 11:30
Recentemente vi um video feito pelo meu pai que apontou a câmara durante alguns minutos para um cruzamento movimentado, algures na India.

A fluidez era brutal. Todos passavam, pesados, motas, peões, vacas... e quem qualquer incidente, sem stress sequer! Muitas razas, muitas negociações em milisegundos, sobretudo muito risco!

Não quero com esta referência dizer que sistema A B ou C não funcionaria, mas sim que existem vários factores que determinam o sucesso de um sistema e a forma com se conduz é um delas. Há condutores que sem sinalização explicita assumem que a prioridade eterna, outros que sem ela assumem uma posição mais defensiva, outros que ignoram os peões, etc.

PS: Ainda este fim de semana no bairro de Campo de Ourique (muito cruzamentos sem semáforos, passadeiras, etc) tive que dar uma chapelada com o chapéu de chuva num carro que quase passou por cima da minha filha que estava a iniciar a passagem numa passadeira... Este bairro não permite grande velocidade e o carro seguia lento, mas completamente alheado de qualquer sinalização!!

PS2: O stress presente nas nossas estradas/automobilistas: Na quinta-feira passada, seguia eu no eixo N/S quando todo o trânsito parou. Lá consegui passar na faixa da esquerda quando percebo o motivo. Dois condutores sairam dos seus carros e começarm uma cena de pugilismo e parando todo o trânsito. A cena durou minutos! Incrivel!!!!
Primeiro pensamento: Alguma vez dois ciclistas travariam um combate destes? Impossível, pois o nivel de stress é aliviado e não aumentado como no caso dos condutores, presos dentro de uma lata e encravados no trânsito.
De MC a 12 de Maio de 2009 às 00:56
Já vi um vídeo semelhante... E queria metẽ-lo aqui no ciclo "o carro é o transporte mais estúpido...".
Mas aquilo só funciona porque há poucos carros. A pesso dentro do carro precisa de um espaço várias vezes maior que os outros no cruzamento.

Mas descontando os casos de shared space na Europa em que é muito claro que tem que haver auto-organização, garanto que não é simpático atravessar esses cruzamentos à indiana. Já passei pela experiência e lembro-me de uma americana que ia ao lado e só dizia "oh my god, oh my god". :)

Foi no Campo de Ourique que há uns meses, uma senhora buzinou para eu me afastar do passeio onde estava a conversar (que estupidez a minha, conversar no passeio), porque ela queria estacionar.

Stress: mais outro post previsto.. essa do pugilato entre ciclistas está bem vista!

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