Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Motas e Bicicletas Eléctricas

Para lá da habitual trilogia - peões, transportes públicos e bicicletas - que são uma constante aqui, há dois transportes ainda muito pouco comuns que me parecem boas soluções, mas que nunca mereceram aqui uma referência:

 

Bicicletas eléctricas: custam a partir de 800€ (ou 500€ por um kit de 7Kg para instalar em qualquer bicicleta normal) e têm um pequeno motor e bateria. O motor apenas pode servir (legalmente) como ajuda, a principal força motriz tem que vir das pernas :). Para percursos longos ou difíceis, o motor pode servir de ajuda, e não têm problemas de autonomia.

 

Motoretas eléctricas: a partir de 2000€, autonomia de 50km e gastam menos de 1€ aos 100km (são financiadas indirectamente). É pena as motoretas ainda terem uma autonomia limitada, porque parecem alternativas muito importantes para a mobilidade da cidade. É verdade que as motas comus não têm muitos dos problemas dos automóveis (a começar pelo congestionamento, sinistralidade e monopolização do espaço urbano), mas têm a capacidade de acordar um bairro inteiro com aquele barulho ensurdecedor, e ambientalmente poucas vantagens têm (uma pessoa numa mota gasta tanto como uma pessoa acompanhada num carro). Agora, as eléctricas não têm nem um nem outro problema!

 


Video a ver: alguns moradores escalabitanos a criticarem a construção de uma ciclovia, por ela ser um perigo para as crianças (!) e roubar espaço para estacionamento. Não conheço o local, até admito que seja uma intervenção má e desnecessária. O mais engraçado é que esta gente nunca, mas nunca mesmo, diria isto de uma nova faixa de rodagem para os popós no mesmo local. E todos concordamos que as críticas seriam bem mais válidas. 

publicado por MC às 21:51
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5 comentários:
De Jorge a 2 de Maio de 2009 às 12:56
É lamentável, "a ciclovia vai ser um perigo para as crianças", sinceramente as nossas mentalidades têm ainda muito que evoluir, por essa Europa fora existem ciclovias por todo o lado, por cá querem é alcatrão.

Eu ando muito de bicicleta, por acaso tenho um kit instalado, ela faz-me até 100 kms comigo a ajudar claro, trata-se de uma bicicleta claro. Em subidas, que é onde uso o modo assistido, tem um grande poder de ajuda, evitando assim chegar-mos a certos locais com suor.

Cumps
De Luís Ramos a 2 de Maio de 2009 às 20:07
Na notícia do Jornal Mirante estão pérolas dos moradores como:

«O mesmo pensa António Baptista, morador do rés-do-chão do mesmo prédio. “Não fomos avisados de nada, apareceram aqui a fazer isto e eu pensava que era para arranjar o chão. Fazia sentido se se alargasse a estrada”, refere a O MIRANTE. Acrescenta ainda que entregou cartas ao governador civil e à câmara a dar conta da situação e diz que a Junta de S. Nicolau devia ter falado com os moradores antes de a obra ir para o terreno.

Com duas netas em casa, José Faria teme pela sua segurança. “Quem é que se responsabiliza se forem atropeladas por uma bicicleta se uma me escapar à porta de casa”, questiona. “Ainda por cima perdemos dezenas de lugares de estacionamento. Onde é que vamos pôr os carros?”, alegam também.»

Infelizmente vivemos na Sociedade do Automóvel. Só falta mesmo questionar para que serve o passeio!!!

De Jorge a 2 de Maio de 2009 às 20:30
Nem mais, estas pessoas até têm alguma razão, porque de bicicleta se circula mais depressa que de carro em certas zonas das cidades, logo as bicicletas são mais rápidas e perigosas. LOL
De Iletrado a 2 de Maio de 2009 às 21:47
Caro MC
É mesmo a mentalidade carro-dependente a falar. Os protestantes serão carros disfarçados de pessoas? Um dos protestantes afirma, sem sorrir, que "estão-nos a pôr em perigo a nossa entrada em casa e a nossa saída em casa"(sic), enquanto lá ao fundo a câmara capta uma imagem banal: 5 carros estacionados e bem encostados a um bloco de apartamentos, um deles mesmo em frente à porta. Um dos carros até parece colado à parede! Será que aqueles carros não "estão-nos a pôr em perigo a nossa entrada em casa e a nossa saída em casa"?
Não deixando de concordar com os comentadores anteriores, tenho de referir que esta notícia encaixa na tua opinião em relação às bicicletas no passeio. Eu sei que nada referes nesta notícia, eu é que afirmo tal. Porquê? Quem quer que seja que tenha encomendado a obra, fê-lo destruindo passeio (espaço para o peão). Tal como em Espanha, a ciclovia é feita à custa do passeio. Pintam uns riscos no chão e eis uma ciclovia. Parece que por aqui é um pouco mais sofisticado, mas o resultado final é sempre o mesmo: é ao peão que vão buscar espaço para tudo, até para as bicicletas circularem. Readaptar a estrada para por lá circular todo o tipo de meio de transporte é que não. Com este acto, o responsável pela obra dá claras indicações que na estrada só carros. Mesmo nos centros urbanos.
Mas nem tudo são más notícias. O mesmo protestante até afirma que "(...) sair de casa vai ser um grande perigo porque vai haver muita gente a andar de bicicleta". Oxalá ele seja vidente...
Boas pedaladas.
De CM a 4 de Maio de 2009 às 12:23
A bicicleta é sem dúvida uma das grandes opções de mobilidade individual. A electricicdade vem alargar o leque de utilização, já que ajuda os menos fisicos e os que precisam de subir determinadas ladeiras diariamente.
Eu pessoalmente, aguardo por um bicicleta dobrável ou pequena com auxilio de motor electrico fiavel.
Depois, a pedalar, de comboio e a pedalar novamente, irei deslocar-me assim muitas vezes para o meu trabalho que fica a 20km de casa, distância actualmente percorrida de auto-fuckin-móvel :).

Não tenho medo do exercicio fisico, mas o tempo é importante para mim e o motor ia acelerar a viagem.

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