Terça-feira, 31 de Março de 2009

Popó über alles

Há uns anos ia eu de carro numa zona residencial, e um outro automobilista, que estando distraído não se apercebeu que eu tinha abrandado, bateu com alguma violência com a dianteira do carro dele na traseira do "meu" (emprestado). Mal encosta o carro, pula lá de dentro aos berros a barafustar. Passado um pouco sai a mulher, que cocheava devido ao impacto e chamava pelo marido. A minha reacção imediata e irreflectida foi desviar-me da "troca de palavras" e dirigir-me à mulher para perguntar se ela estava bem. O homem continuou a refilar e só passado um bom bocado, é que se virou ele também para a mulher e perguntou se estava ok.

Isto ultrapassa-me. Como é que o primeiro impulso de alguém pode ser a defesa de um chassis, antes da preocupação pelo bem-estar da própria mulher?

 


Post a ler: Dia da mobilidade suave: uma ciclostória para menores de 18 anos. A Lanka "não quer"  que a filha a crescer em Portugal, ganhe os maus hábitos mediterrânicos (estou claramente a abusar na interpretação!). Gosto especialmente deste esquema, que mostra como a mobilidade nas cidades pode ser diferente:

publicado por MC às 14:00
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2 comentários:
De Nuno a 31 de Março de 2009 às 20:08
E que tal um mundo em que uma cidade com centenas de milhar de habitantes existe sem carros?

No futuro só se houver um choque petrolífero mas no passado parecia business as usual:

http://www.youtube.com/watch?v=kJdwzY1o7k8&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Egoogle%2Ept%2Freader%2Fview%2F%3Ftab%3Dmy&feature=player_embedded

Trams, bicicletas, alguns cavalos e pessoas a pé, (muitas) numa cidade europeia que devia ser na altura mais bonita do que nunca.

Será que a vida deles fazia sentido por não ter conhecido o "pópó uber alles" ??

Coitados!
De MC a 1 de Abril de 2009 às 00:37
:)
eu já pense dar esse tio de exemplos várias vezes no blogue, mas já sei que haveria de receber comentários parvos de quem não queria perceber o essencial.


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