Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Carros e Eficiência Energética

Há umas semanas num seminário no Técnico sobre o Pico do Petróleo organizado pela ASPO-Portugal, James Howard Kunstler (autor de O Fim do Petróleo e o documetário The End of Suburbia) caracterizava muito bem a actual obsessão por carros movidos a electricidade, hidrogénio, ar comprimido, óleo fula, etc. Dizia ele que, quem está preocupado sobre como vamos andar de carro já nas próximas décadas devido à queda da produção do petróleo, não está a perceber o que se está a passar. A questão imediata é como é que a sociedade vai funcionar sem carros (ou com muito poucos).

Os combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) são ainda hoje a principal fonte de energia, mas todos eles são finitos. A época da energia barata acabou logo não vale muito a pena pensarmos em carros movidos a outras formas de energia - é que há ainda confusão na cabeça de muita gente sobre o hidrogénio, a electricidade e o ar comprimido, nenhum deles é uma fonte primária de energia, têm sempre que ser produzidos.  E o problema é que o carro é de longe o meio de transporte mais ineficiente em termos de energia.

Numa apresentação mais técnica, Luís de Sousa respondia de certa maneira à pergunta que eu tinha levantado aqui para o primeiro-ministro, de onde viria a electricidade toda para os carros eléctricos que ele anda a financiar.  Estima ele que seria necessário construir 90 centrais nucleares, ou 46 000 turbinas eólicas, ou 3 000km2 de painéis solares, todos os anos para podermos apenas manter o actual consumo energético per capita.

 

A solução para o futuro próximo parece-me óbvia, deixar de financiar carros eléctricos e passar a financiar meios de transportes energeticamente eficientes.


A ler: a importância económica de impostos mais altos sobre os combustíveis explicado a leigos em economia, por Greg Mankiw.

publicado por MC às 00:02
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22 comentários:
De Nuno a 6 de Novembro de 2008 às 19:08
Ou então financiar aquele outro veículo eléctrico- o comboio! ;)

Foram á conferência do Kunstler em Lisboa?

Era muito bom se fosse possível ter um resumo aqui- só encontrei notícias...

Também era porreiro pôr um link do blog excelente do JHK: http://jameshowardkunstler.typepad.com/

Já agora fica aqui o vídeo em que o fiquei a conhecer- um bom resumo da filosofia:

http://www.ted.com/index.php/talks/james_howard_kunstler_dissects_suburbia.html

Cumprimentos!
De pedro a 8 de Novembro de 2008 às 11:01
Como talvez não saibam, está a decorrer o processo para o orçamento
participativo na CML, para o qual, oficialmente, estão reservados 5
milhões de euros. Já houve uma primeira fase, em que os cidadãos
interessados puderam propor ideias para usar essa quantia. Entretanto,
a CML tem estado a analisar as propostas e, no site deles, dizem que
dia 8 de Novembro (ou seja, hoje; sem bem que me parece previsível que
haja atraso de pelo menos um dia) irão publicar uma lista "filtrada"
com propostas viáveis. Essas propostas serão depois votadas pelos
cidadãos *que se tiverem inscrito até antes de as propostas finais
serem apresentadas* (o que pode acontecer hoje, se o prazo que refiro
acima fôr verificado; mas também pode haver atraso, digo eu).

Eu fui uma das pessoas que propôs algo relacionado com melhoramento
das condições cicláveis em Lisboa, mas vi que havia, de entre as
propostas de outros cidadãos, mais propostas nesse sentido.

Ora, daí parece-me provável que haja, nas propostas aceites para serem
votadas, algumas na direcção de melhores condições cicláveis em
Lisboa.

O que poucos sabem:
- É que para votar não é nem preciso estar recenseado em Lisboa, basta ter com endereço de email (e ser um cidadão interessado)
- É que para votar é necessário fazer a inscrição aqui: http://www.cm-lisboa.pt/index.php?action=3 antes que a lista de propostas para votação seja publicada (o que deverá acontecer *hoje, dia 8 Nov.*). Ou seja, a inscrição terá de ser feita até hoje.

Lembrei-me de te enviar este email para este forum porque sei que as pessoas que o leem podem ser um
importante veículo mobilisador de um grande número de pessoas que
partilha os nossos interesses por Lisboa com melhores condições para
bicicletas.
Por isso, divulguem por favor: "As pessoas
podem votar para condições melhores para bicicletas em Lisboa, desde que
se inscrevam quanto antes, aqui: http://www.cm-lisboa.pt/index.php?action=3"

João Barreto
De Jmal a 28 de Abril de 2009 às 12:29
Concordo que temos aumentar a eficiência dos transportes, e nesse caso o carro será sempre o penalizado, mas não estou a perceber quando diz que;

"A solução para o futuro próximo parece-me óbvia, deixar de financiar carros eléctricos e passar a financiar meios de transportes energeticamente eficientes. "

Acho que devia também devia ser dito que devemos também deixar de financiar carros a energias fosseis, neste momento não existe qualquer financiamento a carros eléctricos, nem sequer existem, pelo menos em Portugal, e aquele acordo da Nissan e Renault não irá para a frente claro.
De MC a 1 de Maio de 2009 às 20:08
Claro que também deveremos deixar de financiar carros a energias fósseis (falo mais sobre isso do que dos eléctricos), mas o nível de subsídio não se compara!
E claro que existe financiamento ao VE: desconto no IRS, IRC, zero de IA, IUC, ISP, electricidade a preço abaixo do mercado, etc.
De Jorge a 1 de Maio de 2009 às 20:45
Não é bem um desconto no IRS, é uma dedução que também é aplicada a energias alternativas, no caso do IRC ??? o IA IUC e ISP??? (imposto sobre produtos petroliferos), deve-se ao facto do veículo não ter emissões directas. A electricidade a preço abaixo do mercado, então quem está a financiar ? Somos dos países que pagam mais factura de energia eléctrica.
De MC a 1 de Maio de 2009 às 21:11
Desconto, financiamento ou dedução é tudo a mesma coisa. São todos diferenças no imposto entre uns e outros.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350857
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1334909&idCanal=57 (mais tarde corrigida, de 70% passou-se a 100%)


IRS: concordamos há financiamento (e é tem uma figura própria segundo transparece na notícia
IRC,IA, IUC:notícia

ISP: não precisa de fonte. o problema aqui é que o ISP serve para o financiamento da rede viária, e os VEs estão isentos.

Electricidade:
1. Eurostat, preços finais ao consumidor doméstico no 1o semestre de 2008:
média UE27 18,68 ctmos/kwh
portugal: 14,64
apenas 22% abaixo da média

2. Por que acha que tem havido tantos problemas entre EDP, ERC e o Governo?!?!?!? Porque os preços têm sido mantidos abaixo do que está "estabelecido" na lei com a promessa de compesação daqui anos. O défice é neste momento gigantesco.



Tenho todo o prazer em mostrar as fontes das minhas informações, mas agradecia que mostrasse também as suas fontes quando põe as minhas afirmações em causa
De Jorge a 1 de Maio de 2009 às 22:57
O beneficio no IRS é uma dedução, não um financiamento, se não tiver como deduzir os tais 796 euros não os vai receber, entendo isto como uma componente ambiental tal como já acontece com a instalação de painéis solares, tanto de aquecimento como de produção de energia eléctrica.

1. Se o custo da energia eléctrica ao consumidor é menor do que devia, então quem está a financiar o resto, e porque temos nós o preço mais alto da Europa, será que nos outros países acontece o mesmo ?

2. Sinceramente nunca ouvi falar disso, não tenho conhecimento, portanto está em causa a viabilidade da EDP.

Quanto às fontes não me guio por noticias, são simplesmente noticias, acredito muito pouco em jornalistas.
De MC a 1 de Maio de 2009 às 23:59
Depois disto:

média UE27 18,68 ctmos/kwh
portugal: 14,64


você responde com

porque temos nós o preço mais alto da Europa


é impossível discutir.
De Jorge a 2 de Maio de 2009 às 12:28
Peço desculpa, não temos o preço mais alto, estamos sim no grupo dos mais caros, acima de nós só economias como a Alemanha, Dinamarca, Noruega, etc.

Gostava que respondesse à minha pergunta.
De MC a 4 de Maio de 2009 às 02:08
Não me faça voltar às estatísticas para provar que o que diz é pura mentira. A nossa electricidade é das MAIS BARATAS (como é que o poderia ser, sendo 22% abaixo da média?!)

A sua pergunta, imagino que seja sobre o financiamento, não sei bem, mas aqui vão umas achegas:
1. em parte já respondi, os preços estão baixos com a promessa de virem a ser aumentados no futuro.
2. como incentivo às renováveis o estado português obriga a REN (EDP?) a pagar 3 vezes mais por electricidade renovável. Isto talvez explique porque a electricidade PRÉ-IMPOSTOS seja mais cara que média europeia. neste caso quem está a financiar a electricidade somos todos nós, porque temos o taxa de imposto efectiva mais baixa da europa sobre a electrididade. http://www.finfacts.ie/irishfinancenews/article_1015242.shtml
De Jorge a 4 de Maio de 2009 às 10:31
Esse gráfico confirma que somos dos que mais pagamos pela electricidade como disse, e também confirma o que disse, que tem a taxa mais baixa, que nesse gráfico está errada, o nosso IVA sobre a electricidade é 5 % e não 4.7 % como aparece, nesse gráfico aparecem apenas a Itália e a Irlanda à nossa frente.
De MC a 4 de Maio de 2009 às 12:47
Jorge, é impossível discutir consigo. Você desdiz-se constantemente e continua a comentar o que não leu. É pena porque haverá muita coisa interessante que eu teria a aprender com a sua experiência com a mota eléctrica.
Cumps

(como o estado português me paga para aumentar o conhecimento económico no país, e é um tema lateral onde ainda não se desdisse: taxa de imposto EFECTIVA : média da taxa realmente paga. Se houver alguém isento, a média não será 5%, mas algo abaixo)
De Jorge a 4 de Maio de 2009 às 15:37
Creio que os métodos que utiliza para expor as suas ideias não sejam as melhores, afinal o que disse de mal ?

Peço desculpa por isso, você é muito técnico com as contas, o que me interessa a mim e à maioria dos Portugueses é aquilo que pagamos, e não é novidade nenhuma que temos a factura energética das mais caras da Europa, não sou economista, mas sim Analista e Programador Informático, logo para mim os números são números, para mim esse gráfico é a prova disso, o facto de termos menos taxas pouco interessa, o valor de incidência é maior.

O valor do VAT nesse gráfico para Portugal está errado 5% de Iva sobre os 14.86 são 0.743, logo assumi que os 4.7% que está na tabela é o IVA.

Meu caro, sou um simples cidadão que não está muito habituado a números, logo pode haver confusões, acho que agora eu não troquei as coisas, mas sou humilde e justo para o assumir, mas não sei porque diz que eu desdigo-me.

Podemos não nos entenderemos em relação a este assunto mas nada tem a ver o assunto da scooter, as duvidas que tiver esteja à vontade, até me disponibilizo para lhe fazer um test-drive.

Cumps
De MC a 4 de Maio de 2009 às 16:27
Tem razão, rapidamente eu caiu no sarcasmo arrogante. Peço desculpa.

O que você disse de mal:
1.
- diz que Portugal tem a electricidade mais cara da Europa
- depois diz que estamos no grupo dos mais caros com Alemanha, Dinamarca (isto logo a seguir a eu mostrar dados oficiais onde se mostra que Portugal tem a electricidade cara)
- depois diz que é a 3a mais cara depois da Itália e Irlanda
- repete depois dos dados todos que temos da factura mais altas (o que já provei ser mentira)

eu vejo aqui várias contradições, e afirmações categóricas de quem afinal não conhecia os dados

2.
- fala no preço pago pelo consumidor
- depois quando se refere à tabela com os preços, em vez de pegar nos preços pagos pelo consumidor, pega nos preços cobrados pelo sector eléctrico (ou seja sem os impostos que os consumidores pagam)
- no fim volta a falar nos preços pagos pelo consumidor


Não sei o que são os 4,7%. Tal como disse devem ser uma média entre todos os consumidores (muitos devem ter regimes fiscais diferentes o que faz a média desviar do 5%). Agora eu não diria sem mais nem menos que um valor do EuroStat está errado...


De MC a 4 de Maio de 2009 às 16:29
Quanto à scooter, não sabe se há scooters com autonomias maiores? Assusta-me a ideia de ficar preso no meio do nada.

Já vi algures uma coisa mista, entre bicicleta e mota (Tal como havia dantes motoretas com pedais). Sabe alguma coisa disso?

Cumps
De Jorge a 4 de Maio de 2009 às 20:13
Olá, sim já existem com mais autonomia, mas não ainda em comercialização em Portugal, espero que dentro de algum tempo elas apareceram por cá.

Eu também tinha algum receio, mas agora faço uma utilização normal e nunca fiquei a pé, a minha tem um sistema de gestão de baterias muito bom, que avisa que estamos a ficar sem bateria cerca de 10 kms antes de finalizar, e como se não bastasse, quando falta cerca de 5-6 kms, ela reduz a potência para economizar energia, o suficiente para subir mas sem grandes velocidades claro. Da ultima vez que isso me aconteceu estava a 6 kms de casa e tinha ainda algumas subidas, cheguei a casa em cima dela.

Mas com alguma habituação nunca ficamos a pé e sabemos sempre quantos quilómetros ainda nos resta, reconheço a sua limitação, que é a autonomia, mas no ultimo mês fiz cerca de 1000 kms nela, isto equivale a uma economia de quase 2 depósitos de combustivel num automóvel, e sem ter os problemas do automovel, como por exemplo o estacionamento. Aconselho vivamente a quem possa ter uma e que se adapte às necessidades que considere estes maravilhosos veículos de transporte.

Cumps
De Jorge a 5 de Maio de 2009 às 11:50
Não tenho dados concretos sobre o preço da energia, usei apenas o conhecimento geral que já tinha sobre esse assunto, e neste caso estive também a verificar alguns relatórios no Eurostat que dizem o mesmo, não me aprofundei sobre onde estamos na tabela, e o gráfico que apresentou, para mim estamos claramente acima da media europeia, mas como diz que estou errado, tudo bem, tem mais dados que eu e provavelmente analisou melhor os dados do que eu.

Peço desculpa por isso.
De MC a 5 de Maio de 2009 às 17:22
Primeiro de tudo peço desculpa pelos dados acima. Não verifiquei todos os detalhes, e por alguma razão as linhas não vinham alinhadas no Eurostat. Os dados correctos estão abaixo e não alteram o meu ponto.

Resumidamente, tal como eu sempre que contrario alguém, fundamento e "provo" a minha afirmação, espero que façam o mesmo quando me contrariem. Só isso.

Para que não fiquem dúvidas.
Repito, a tabela no link NÃO tem os preços pagos pelos consumidores.
Preço final pago pelos consumidores, 1º semestre 2008
em €/kWh, dados do Eurostat tirados de
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/energy/data/database

EU27 0.1691 0.1633 0.1508
EA 0.1733 0.1711 0.1587
BE 0.2172 0.1972 0.1768
BG 0.0731 0.0711 0.0706
CZ 0.1996 0.1274 0.1048
DK 0.2920 0.2635 0.2344
DE 0.2389 0.2148 0.1988
EE 0.0830 0.0814 0.0777
IE 0.2087 0.1769 0.1572
GR 0.0906 0.1047 0.1245
ES 0.1583 0.1366 0.1241
FR 0.1415 0.1213 0.1062
IT : : :
CY 0.1757 0.1780 0.1785
LV 0.0849 0.0842 0.0821
LT 0.0893 0.0860 0.0808
LU 0.1760 0.1591 0.1469
HU 0.1608 0.1548 0.1541
MT 0.0619 0.0993 0.1309
NL 0.1390 0.1730 0.1970
AT 0.2005 0.1779 0.1638
PL 0.1329 0.1259 0.1114
PT 0.1691 0.1480 0.1326
RO 0.1075 0.1061 0.1043
SI 0.1296 0.1147 0.1066
SK 0.1672 0.1421 0.1191
FI 0.1472 0.1223 0.1058
SE 0.1874 0.1698 0.1485
UK 0.1536 0.1458 0.1355
HR 0.1100 0.0990 0.0922
NO 0.2466 0.1639 0.1186

colunas: consumo entre 1000-2500kWh, 2500kWh-5000kWh, 5000kWh-15000kWh

as estimativas que vi de consumo por família na europa variavam entre 4000 e 5000kWh, ou seja na segunda coluna.

NA SEGUNDA E NA TERCEIRA COLUNA O PREÇO EM PORTUGAL ESTÁ ABAIXO DA MÉDIA. (sobre a média na primeira)
De Jorge a 5 de Maio de 2009 às 18:45
Certo, só uma duvida, na terceira coluna como o nível de consumo é alto (5000kWh-15000kWh), não será o consumo industrial ou esta tabela tem apenas dados para o consumidor doméstico.
De MC a 5 de Maio de 2009 às 20:06
É doméstico, e claramente não é alto. Se a média anda à volta dos 4000-5000, haverá muitas famílias acima dos 5000. Havia ainda um escalão doméstico superior.
De Jorge a 5 de Maio de 2009 às 21:19
Ok, realmente não é muito.

Obrigado.
De Carros Importados a 9 de Junho de 2010 às 12:51
E que transportes energeticamente eficientes são esses?

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