Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Colóquio: O Peão e a Cidade em Lisboa

A não perder, o colóquio organizado pela ACA-M sobre "o peão e a cidade" no dia 12 no Instituto Goethe em Lisboa (Campo Mártires da Pátria / Campo Sant'ana).

 

Resumo do programa:

10:20h Melhor mobilidade com menos automóveis
Heiner Monheim (Universidade de Trier, Alemanha)
10:40h Andar, tempo e espaço público: percepções, políticas e perspectivas
Daniel Sauter (Urban Mobility Research, Suíça)
11:40h Comodidade e segurança dos peões na Europa: passado e futuro
Nicole Muhlrad (INRETS, França)
12:00h Necessidades de qualidade para peões
Rob Methorst (Coordenador da Acção COST-PQN, DVS-CTN, Holanda)
14:30h Mesa Redonda – Sociedade Civil: Estudos, participação e conflito…
15:40h Uma abordagem etnográfica à Rambla del Raval: espaço (público?) e peões.
Gerard Horta (Universidade de Barcelona, Espanha)
16:50h O sistema de gestão de acesso de Londres (LAMS) e o estado do andar a pé
Jim Walker (The Access Company, Reino Unido)
17:10h Peões: cidadãos de segunda?
Ralf Risser (Universidade de Lund, Suécia)
 

Há ainda o lançamento de mais um livro sobre a dinâmica de uma praça lisboeta, apoiado pela ACA-M: Pedonalidade no Largo do Rato: micro-poderes, de Aymeric Bôle Richard. Uma edição semelhante sobre o Saldanha está disponível online.

 


A UTAD vai promover o carpooling entre os alunos e os empregados, chamando-lhe "boleia universitária". A notícia refere um estudo sobre a mobilidade pessoas ligadas ao Instituto Politécnico de Leiria onde "80 por cento das pessoas, do universo de alunos, professores e funcionários, vão para aquele estabelecimento de ensino em viatura própria e, desses, 50 por cento viajam sozinhos".

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publicado por MC às 23:14
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3 comentários:
De Iletrado a 7 de Novembro de 2008 às 21:44
Caro MC
Esta cruzada da mobilidade em que te empenhaste ainda tem alguns (muitos?) espinhos. Enviei uma mensagem para o Instituto Goethe, sugerindo que no anúncio ao evento, na aba da localização, lá colocassem a informação como chegar de bicicleta. Também perguntei se é possível lá parqueá-las. A resposta foi lapidar: por motivos de espaço, não é possível parquear as bicicletas no Goethe-Institut. Nem sequer sugerem alternativas. Ou as alternativas são as que estão no programa: metro, autocarro ou carro particular (até sugerem um parque de estacionamento, pago). Lamentável para quem se preocupa e quer sensibilizar as pessoas para o problema da mobilidade. Para o nível de motivação que se vive sobre a mobilidade, em Portugal, nas grandes cidades, este pormenor deixa algo a desejar.
De MC a 8 de Novembro de 2008 às 12:52
Só uma coisa, o Goethe apenas fornece o espaço. A organização é principalmente da ACA-M. Acho que a mensagem que recebeste, é a que se receberia de qualquer instituição mediana em Portugal (mesmo pertencendo à embaixada alemã). De qq maneira, o que não galta ali é sitíos para estacionar a bicicleta.. (que se estaciona em qualquer lado, ao contrário do carro ;) )
De Iletrado a 10 de Novembro de 2008 às 19:56
Caro MC
Quando escrevi aquele comentário não me tinha apercebido que o organizador não era o Instituto. Claro que eu sei que o que não falta é sítio para estacionar a bicicleta em Lisboa. Referia-me mais ao tema em si e ao facto de publicitarem o evento, que é relacionado com a mobilidade urbana, e não fazerem qualquer referência à bicicleta. O vício do carro é tão forte que mesmo quem organiza coisas destas esquece-se da alternativa mais óbvio para aquela zona a seguir a andar a pé.
Mas tenho de fazer aqui o papel do diabo: Domingo fui a Oeiras com a família. Dois adultos e duas crianças. Como cá em casa todos têm bicicleta, pensei aproveitar a "intermodalidade" barco-comboio entre o Montijo e Oeiras. Se fosse sozinho nem hesitava. Mas fui de carro. E porquê? Além da CP não me garantir o transporte das bicicletas em todos os comboios nesse dia (está sujeito a algumas limitações que impedem o saber com antecedência se é seguro levá-las e se não "apanho uma grande seca" à espera do comboio certo), fiz as contas: o meu carro gasta 6,5/100. Fiz 112 Km. A gasolina estava a 1,30€. Gasto de 11,72€, já com o preço da portagem da ponte. Se utilizasse o transporte público: 2,10€ x 4 pessoas x 2 viagens (barco) + 1,30€ x 2 pessoas + 0,65€ x 2 crianças x 2 viagens (comboio) = 24,60€. Mais do dobro! Mesmo que fossem só dois adultos continuava a compensar utilizar o carro ao invés do TP: 13,60€. E isto num percurso onde o TP até tem boas ligações (se me esquecer dos horários, claro - esse é outro problema, aos Domingos então é enervante o tempo de espera entre ligações). Se pensar noutro local de ou nos arredores de Lisboa então é para esquecer. Quando se fala de investimento em TP também deviam referir esta questão dos preços. Estes valores foram autênticos convites para eu utilizar o carro ao invés do TP. Os preços dos bilhetes podiam e deviam servir para desmotivar as pessoas a utilizar o carro, mesmo que seja toda a família a viajar. E não falem em passes, por favor. Para alguém como eu, que ocasionalmente se desloca à Margem Norte, o passe seria mesmo a opção mais cara.
Aproveito para colocar outra questão, relacionada com a introdução de portagens em Lisboa: será justo eu pagar portagem para entrar em Lisboa quando o meu destino é (foi) Oeiras e fui obrigado a passar por Lisboa? Outra maneira de fazer a pergunta: porque razão a passagem por Lisboa é franca e a passagem pela CREL é a pagar? Não deveria ser ao contrário, isso sim para desincentivar o uso do carro no centro da cidade?

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