Domingo, 28 de Setembro de 2008

Custos sociais do automóvel

Os custos de uma mobilidade baseada no automóvel não são só ambientais, económicos (infra-estruturas e combustíveis), de congestionamento e ocupação do espaço urbano. Também há grandes custos sociais causados pelo modo como as cidades são pensadas. São os velhos e os deficientes que têm dificuldade em deslocar-se, as crianças que não podem brincar na rua, o sentimento de insegurança por as ruas estarem desertas, a vida de bairro destruída por uma via-rápida. Aqui ficam mais dois exemplo curiosos.

 

1. Ruas movimentas vs ruas calmas

Um estudo feito em Bristol mostra que quem mora em ruas com muito trânsito conhece menos pessoas, interage menos com os vizinhos e ajuda-os menos, não tem sentimento de comunidade, vive principalmente na parte de trás das suas casas, mantém as janelas fechadas, não deixa as crianças brincar fora de casa, não as deixa ir sozinhas para a escola. Um artigo do Guardian a ler! (via)

 

2. Emoções fortes

O projecto BioMapping mede a intensidade das emoções (emotional arousal) das pessoas em vários pontos das cidades através de sensores biométricos. Em baixo, o gráfico perto de um cruzamento com trânsito intenso... A diferença em relação a outros pontos é abismal... e não serão certamente boas emoções!

Obrigado Mário!

 


Relatório recomendado: A Agência Ambiental Europeia diz que o sector dos transportes (e não a indústria!) é no global o principal emissor de poluentes perigosos para a saúde, sendo a fonte número 1 ou 2 em vários poluentes. 

publicado por MC às 22:28
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