Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Cidadania activa: o jornalismo e a sinistralidade rodoviária

Na sequência desta notícia, que, ao ser lida com atenção, remete para o conflito idoso, vítima, ciclista contra condutor idóneo, acidente, automobilista, remeto-vos para uma entrada do Frederico que emula a sua missiva ao Jornal de Notícias, sublinhando precisamente o tratamento com que os acidentes rodoviários - e não apenas aqueles que envolvem utilizadores de bicicleta - são abordados pelos mais variados jornalistas.

 

Os sinistros são amiúde vistos quase como inevitabilidades: anda-se na estrada e está-se sujeito a abalroamentos, derrapagens, choques frontais e raramente, talvez nunca, os protagonistas são responsabilizados criminalmente, evaporando-se a culpa do local do crime; há dolo mas ninguém, parece, é imputável.

 

A situação é particularmente gravosa quando os intervenientes são peões ou bicicletas. Na referida notícia, muitas linhas são gastas tentando enfatizar a fragilidade, a loucura duma pessoa idosa que anda na estrada, pasme-se, de bicicleta.

 

Foi com este conteúdo, acho, que motivou o Frederico e todos aqueles que entendem a contínua desculpabilização dos automobilistas pela sua condição irresponsável a escrever aos responsáveis na imprensa por estas nuances no texto que, afinal, também ajudam a manter este estado de coisas. Um exemplo a seguir.

publicado por TMC às 19:16
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3 comentários:
De Hugo Jorge a 16 de Setembro de 2008 às 09:10
Sim, de facto um exemplo a seguir. É exercer o nosso poder de cidadãos, leitores, consumidores e pouco a pouco provocar um shift na mentalidade, hábitos e acções.

Hugo
http://mozambiquebikeculture.blogspot.com/
De ANABELA a 16 de Setembro de 2008 às 15:37
Realmente, que maneira tristemente estúpida de dar uma noticia.
O que eu depreendo das palavras da jornalista:
" Um idoso tonto teimava em andar de bicicleta a estorvar os senhores automobilistas, reis da estrada, e pimba um dia o parvo não viu um carro (e o automobilista? era cego? ) e levou com ele em cima e, bem feito, morreu, estúpido. Parvalhão, não via que devia era estar em casa a mofar em frente à televisão, ou no café a beber bejecas, teimoso queria era ir namorar, um homem daquela idade, e, para cúmulo, ia de bicicleta, que disparate... Qualquer dia aparecem aí crianças também a querer andar de bicicleta, as irresponsáveis , como os velhos...."
Esta é a minha interpretação de tão esclarecedora noticia, mas se calhar sou eu que sou burra
De Anónimo a 16 de Setembro de 2008 às 18:16
Esta notícia só revela que o mundo é cada vez mais feito para os carros e não para os automobilístas. não tenho carro e sempre que ando a pé pela cidade tenho de levar com o barulho, a poluição dos canos de escape, o incumprimento das regras de trânsito, buzinadelas, e até piropos desagradáveis. A qualidade das cidades está-se a degradar e a qualidade de vida a diminuir... andar de bicicleta é super saudável mas é também cada vez mais perigoso quando se tem de competir com os automóveis

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