Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Portagens urbanas, medo do desconhecido

Uma das principais razões que, do meu ponto de vista, faz as portagens urbanas terem tão poucos adeptos é o medo do desconhecido, o receio da mudança. É o olhar para a consequência imediata pessoal sem querer ver o quadro geral.

aqui tinha referido que a oposição às portagens em Estocolmo tinha diminuído de 80% (antes da sua introdução) para 45%. Terje Tretvik no seu estudo "Urban road pricing in Norway: public acceptability and travel behaviour" refere outros dados semelhantes. Os apoiantes das portagens urbanas subiram de 19% para 58% em Bergen depois da introdução, 30% para 41% em Oslo, 9% para 47% em Trondheim. Os Transport for London também referem uma subida de 39% para 54%.

As vantagens em Londres são claras. Menos automóveis, logo menos ruído, menos poluição,  cidade mais humana, menos congestionamento e autocarros mais eficazes; maior utilização dos transportes públicos; mais bicicletas; comércio e eventos culturais com mais gente.

 


"Portugal vai ter mais doze linhas de comboio", segundo o Diário Económico. Quando a esmola é grande o pobre desconfia. A notícia não é muito clara sobre estas doze linhas, mas aparentemente são para transporte de mercadorias... o que é obviamente de aplaudir.

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publicado por MC às 11:50
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6 comentários:
De Gonçalo Pais a 8 de Julho de 2008 às 14:11
Viva.
É parecido com o sururu que havia antes da lei de proibição de fumar em lugares públicos e restaurantes.......sinceramente pensava que toda a reclamação a que assisti reflectir-se-ia num desrespeito pela lei. Fiquei agradavelmente satisfeito!
De Ricardo Coelho a 8 de Julho de 2008 às 15:42
A solução adoptada em Estocolmo é a ideal na maioria dos casos. Adopta-se a portagem com um valor baixo a título experimental durante um ano. No fim do período experimental, realiza-se uma consulta pública. Se tudo for feito como deve ser, os benefícios da redução do trânsito automóvel e da melhoria da circulação do transporte público serão tão óbvios que a resistência será ultrapassada.
De José M. Sousa a 9 de Julho de 2008 às 21:15
Regressão nos planos em Londres

http://www.odac-info.org/node/3258
De MC a 9 de Julho de 2008 às 23:22
Bom, é só um recuo nos planos para o futuro, nada do que existe vai desaparecer... e não esquecer que houve uma mudança política recente.
De qualquer modo, eu até concordo com essa "regressão". Acho que a ideia de ter um congestion charge 3 vezes maior para os SUVs era pura demagogia. Quem quer ter um carro que polua mais (e a poluição não é a principal razão pela qual eu defendo o congestion charging) deve pagar isso no combustível não ao entrar a cidade. Há a questão da ocupação de espaço que talvez merecesse uma diferenciação, mas neste caso teria que haver tarifas mais baixas para smarts e mais altas para station wagons... não só para SUVs.
De José M. Sousa a 10 de Julho de 2008 às 09:55
Sim, é verdade.
De Nuno a 11 de Julho de 2008 às 15:30
Este anúncio, feito no ar, promovendo 12 linhas de comboio soa demasiado a mais uma medida positiva destinada a desencadear um optimismo automático imediatamente seguido de dúvidas: Que linhas de comboio? Que tipo de comboios? E o reforço\melhoria das existente? O interior é esquecido? Bluff pré-campanha?

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