Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Peões mortos

Desde o início deste blogue em Novembro de 2006, e segundo dados da ANSR, houve aproximadamente 220 peões que foram mortos, e mais de 1050 ficaram gravemente feridos (alguns dos quais acabando por morrer mais tarde e não entrando nas estatísticas dos mortos).

publicado por MC às 16:47
link do post | comentar | favorito
6 comentários:
De Tárique a 4 de Julho de 2008 às 17:40
Relativamente à sinalética de regulação de trânsito há dois casos de imenso sucesso de povoações que decidiram bani-las de vez:

http://nadirdostempos.blogspot.com/2008/07/menos-estado-pela-abolio-do-cdigo-da.html

The radical philosophy has already been implented in the town of Drachten in the Netherlands, which has abolished its road signs and traffic lights. Accidents there have declined dramatically since the new regime was introduced.
De raquel a 4 de Julho de 2008 às 21:30
pois, é bem dramático. hoje, um homem gritou: "admiro a sua coragem", quando me viu passar de bicicleta...
De raquel a 4 de Julho de 2008 às 21:30
pois, é bem dramático. hoje, um homem gritou: "admiro a sua coragem", quando me viu passar de bicicleta...
De Sergio a 4 de Julho de 2008 às 22:53
Pois quanto mais ando na cidade e na estrada de bicicleta, e mais me apercebo da forma terrivel e do constante excesso de velocidade a que os nossos condutores andam... :(
De anabela a 5 de Julho de 2008 às 14:57
Só ainda não morri várias vezes por pura sorte algum cuidado e muita desconfiança, isto porque o peão não se pode dar ao luxo de ser distraído.
Na verdade a propósito do desrespeito das regras por parte do peão, sinto-me mais segura a desrespeitar que a respeitar. Quando ´desrespeito só o faço em absoluta segurança para mim e para os outros, a não ser que me dê uma síncope no meio da estrada e aí fique até me passarem a ferro, só passo quando naõ vem ninguém . Quando cumpro e passo na passadeira fico sempre na dúvida se os automobilistas vão cumprir, quando vou com os meus filhos pela mão quase que lhes parto os ossos das mãos devido à força com que os agarro, isto porque as crianças são imprevisiveis e não vá algum lembrar-se de correr e voltar atrás para apanhar alguma coisa que deixou cair, quando o automobilista,que fez a caridade de parar já se encontra em aceleração descontrolada mal passámos a esquina do carro sem ainda ter atingido o passeio.
No meu trajecto habitual tenho que cruzar 4 vias de duas faixas cada, Av D João II (Parque das Nações) em direcção à estação de Moscavide, existem passadeiras com semáforos descordenados e descontinuas, escusado será dizer que atravesso sempre em transgressão, porque os 1ºs semáforos que cobrem as 4 faixas sul/norte abrem e fecham com frequencia mas os outros quem cobrem as 4 faixas com o sentido norte/sul levam séculos, além de que ter que andar para norte para atravessar nos primeiros semáforos depois tenho que andar outra vez para sul, aquilo que tinha andado para norte para atravessar a outra metade da estrada e ficar à espera que o segundo par de semáforos se lembre de me dar uma abébia.
Que cabeças brilhantes serão estas que idealizam este tipo de coisa?
Qualserá lógica subjacente a isto que eu não consigo atingir?
Acrescento que não sou a única a desrespeitar, todas as criaturas que vejo cruzar a pé aquela Avenida, naquele local (à saída do túnel , em frente à escola de enfermagem) fazem o mesmo.
De MC a 7 de Julho de 2008 às 12:55
Exactamente
o peão nunca pode partir do princípio que o automobilista vai respeitar as regras, mas o automobilista parte sempre do princípio que o peão vai.

Fiz exactamente essa travessia há umas semanas. Embora já conhecesse, voltei a ficar estupefacto pelo tamanho da via.. porquê 8 faixas de circulação, com três divisórias pelo meio? É algo que lhe confere um perfil de via-rápida e convida a carregar no acelerador. Ainda por cima é uma zona que não tem grande trânsito (as 8 faixas parecem um convite). E é algo que serve como uma barreira, um muro, dentro de um bairro novo.
A situação depois repete-se na avenida paralela (Av dos Oceanos) poucos metros à frente.

Comentar post

subscrever feeds

Google (lousy) Translation

autores

pesquisar

posts recentes

Nova rede ciclável de Lis...

Caça à multa ou ao dispar...

O estacionamento como fun...

Tuk-tuks e as bicicletas,...

Os peões e as bicicletas ...

O excesso de velocidade d...

A mobilidade sustentável ...

O lado "verde" do apoio a...

10 Dicas para a bicicleta...

A EMEL vai investir 40 mi...

tags

lisboa(222)

ditadura do automóvel(211)

ambiente(204)

bicicleta(157)

cidades(113)

portugal(112)

peões(102)

sinistralidade(74)

carro-dependência(67)

estacionamento(67)

transportes públicos(66)

bicicultura(62)

economia(57)

espaço público(57)

comboio(48)

auto-estradas(42)

automóvel(38)

trânsito(31)

energia(30)

portagens(27)

todas as tags

links

arquivos

Setembro 2016

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006