Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Por que razão os peões deve(ria)m desrespeitar as regras V

 

Para atravessar uma avenida com muito comércio, habitação e escolas por perto, avenida esta com apenas 2 faixas para cada lado, os peões são obrigados a esperar por três semáforos descoordenados.

E vale sempre a pena lembrar, os conflitos de cruzamento só existem porque há quem decide ocupar 20m2 do espaço público quando se desloca (vulgo andar de carro), não se devem ao peão/utente dos transportes públicos.

 


O blogue Panóptico conta-nos das crianças "aprisionadas" em bolhas de lata (veja-se o curto video antes de ler o texto), algo que o António já tinha referido aqui.

publicado por MC às 16:12
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11 comentários:
De Tárique a 4 de Julho de 2008 às 17:39
Relativamente à sinalética de regulação de trânsito há dois casos de imenso sucesso de povoações que decidiram bani-las de vez:

http://nadirdostempos.blogspot.com/2008/07/menos-estado-pela-abolio-do-cdigo-da.html

The radical philosophy has already been implented in the town of Drachten in the Netherlands, which has abolished its road signs and traffic lights. Accidents there have declined dramatically since the new regime was introduced.
De M. a 4 de Julho de 2008 às 23:25
um carro ocupa 20m2 ???????

que contas são essas??
De MC a 5 de Julho de 2008 às 17:16
Fiquei na dúvida, acha pouco ou acha muito?

No primeiro caso, é uma estimativa por baixo, não quis que me acusassem de exagero.
No segundo, lembre-se que não me estou a referir a um carro estacionado, mas a um carro a circular. Ou seja, tem que haver sempre muito espaço à frente e atrás. Tire uma fotografia de cima de uma rua com trânsito a circular, e veja quanto espaço é que ocupa cada pessoa. (A ocupação média é de 1,3/1,4 pessoas por carro).

De qualquer modo, tenho que ver se encontro números mais fidedignos..
De AndréV a 5 de Julho de 2008 às 17:32
tenho a ideia que um carro ocupa (parado) uns 6/10 m2 por isso em andamento deve de ir para os 15... os 20 nao estao muito longe por isso...
De MC a 5 de Julho de 2008 às 18:25
É mais de 20 de certeza (depende muito da velocidade a que circulam obviamente... estou a pensar na cidade em geral).

Um VW Golf (pequenito, portanto) ocupa 7,5m2 parado. Agora basta pensar que quando circulam na cidade, o espaço que livrem que têm até ao carro da frente é bem mais do que o seu próprio comprimento.Mas imaginemos que é só o próprio comprimento. Isto já dá 15 m2.
Agora basta pensar que as faixas têm que ser bem mais largas que a largura do carro.. e pronto já passámos os 20.
De M. a 5 de Julho de 2008 às 19:33
Eu acho muito, pelo menos se estivermos a falar do espaç0 ocupado pela dimensões físicas do carro. Acho que deve andar pelos 12m.

Se falarmos em termos de espaço em andamento, então é muito muito muito mais. Pq temos de ter em conta o espaço de manobra, o espaço necessário para uma travagem, etc, o que depende bastante da velocidade.

Penso que avaliar o espaço ocupado em andamento é algo complicado.

Já agora, deixem-me referir que proporcionalmente ás dimensões físicas, o espaço ocupado por uma bicicleta (bem como a generalidade dos ciclomotores) é maior do que a de um carro, devido a serem objectos mais incoonstantes (atenção que não estou aqui a referir o espaço de travagem, pq normalmente as bicicletas circulam a velocidades bastante inferiores ás dos veículos). Mas para velocidades baixas o espaço de travagem é substancialmente o mesmo.

E não digo isto como forma de enaltecer os carros. Sou até a favor destes serem controlados de alguma forma, sejam eles portagens nas cidades, imposto de 300% sobre o custo do carro (como é feito na Dinamarca)... etc...

Seja como for, nada poderá ser feito a este nível enquanto não se reestruturar a rede de transportes públicos.




Tenho uma duvida em relação aos carros eléctricos que nunca vi debatida em lado nenhum:

Referir que um carro eléctrico é não poluente é errado pq a electricidade necessária tem de ser gerada por centrais eléctricas poluentes. O que gostava de saber é, percentualmente, qual é a redução (ou eventualmente, aumento) de poluição de um carro eléctrico face a um carro a combustível normal??

Será uma hipótese viável?? É que hoje em dia já existem muitos problemas a este nivel, sem referir o protocolo de Kyoto.

Os carros a Bio-Diesel tb não me parecem como uma alternativa, face aos problemas que se tem revelado na América, com a um 1/3 dos cereais a serem usados para estes fins e com a população de Africa cada vez a ficar mais pobre e faminta (btw, tb não sou a favor de mandar recursos para Africa e outros paises afins, pq se queremos que eles evoluam não é dar-lhes "peixe", mas sim a ensinar-lhes "a pescar"... mas isto é outro assunto)

Ficamos com que?? Hidrogénio, Solares, etc??
De MC a 5 de Julho de 2008 às 21:52
Bicicleta: nunca tinha pensado nisso, é bem possível que assim seja. De qualquer modo o espaço ocupado por pessoa continua a ser incomparável menor do que no automóvel... e é isso que determina a difícil gestão da mobilidade no espaço urbano.

Carro eléctrico: depende de tanta coisa, e já vi tanta estimativa, que já não digo nada. Mas pode obviamente estar em causa um aumento da poluição. Ainda recentemente se referiu isso sobre o carro a hidrogénio (que na prática é baseado em electricidade) e as emissões de CO2, que poderiam ser maiores.

Ficamos com quê? A minha opção é cara. Andar a pé (hoje anda-se muito muito pouco), bicicleta e transportes públicos sempre que possível. Só isto daria para uma redução de mais de 50%, de certeza.
De qualquer modo acho que a humanidade tem que se habituar à ideia de que a sua mobilidade vai ser reduzida.
De Iletrado a 7 de Julho de 2008 às 12:20
Para o M.
Esse comentário para o espaço ocupado pelas bicicletas em andamento não corresponde à realidade. Vê o exemplo do Lisboa Bike Tour: 9000 bicicletas na Ponte Vasco da Gama não ocuparam metade da dita. E muito do espaço foi ocupado pelo folclore montado para manobras publicitárias.
Pensa em 9000 automóveis. Pensa numa estrada de três faixas. E vamos considerar que cada viatura só tem 4,5 de comprimento. E vamos dar 20 cm de espaço entre cada viatura (são 9000 exímios condutores). Isso dá três filas de 14,1 Km. Agora, se dermos o espaço recomendado em termos de segurança (o espaço de um carro à frente), temos três filas de 26,997 Km.
Qualquer consideração que faças em relação às bicicletas tem também o seu equivalente nas viaturas automóveis. A brecagem de um automóvel ocupa quase 4 vezes o espaço que um ciclista necessita para fazer tal manobra (isto considerando que o ciclista pura e simplesmente não decide parar, dar meia-volta e seguir viagem...). E se referes as inconstâncias dos ciclistas tens de pensar nos automobilistas que seguem aos "esses" pela estrada, e não estão embriagados.

MC
Não se mudam as mentalidades assim, num passe de magia. Nem os comportamentos. Basta ver que há vizinhos meus que apupam qualquer situação relatada pelos orgãos de intoxicação social em relação às violações ambientais cometidas por empresas, mas depois deitam a beata para o chão e despejam o papelão no caixote do lixo... Mas há pequenas coisas que se podem ir fazendo para inverter comportamentos. Por exemplo, a CML podia impedir fisicamente os estacionamentos em cima de TODOS os passeios em Lisboa. E não é preciso um polícia em cada esquina: basta colocar aqueles pinos porreiros. Mas em TODOS os passeios. Não como é feito nessa cidade, em que metade do passeio tem pinos e a outra não tem. Dá a entender que nessa metade que não tem pinos é permitido estacionar. Esta seria uma pequena medida que, sem coagir as pessoas, as obrigaria a pensar duas vezes (ou mais...) antes de levarem o carro para a cidade. Sem sítio onde estacionar, não vale a pena levar carro. Uma medida democrática, independente do poder de compra de cada um (controlar o estacionamento só através do pagamento é uma medida que, a prazo, não resolve, porque se agora o carro é uma fonte de ostentação, assim passará a ser também o estacionamento na cidade, e tudo voltará à mesma, com a diferença que uns poucos ficarão mais ricos).
De MC a 7 de Julho de 2008 às 12:35
Iletrado,
Concordo que não se vão mudar mentalidades facilmente.. Mas eu já desisti de esperar por essa mudança. Daí apoiar totalmente a ideia dos pilaretes, e apoiar ainda as portagens urbanas, e ficar contente com a subida do crude (neste ponto). Infelizmente a coisa tem que ser "à força" (também fico na dúvida se mudar mentalidades seria suficiente, quem não cumprisse as suas obrigações é que ficaria a ganhar).

O estacionamento pago serve também para haver rotatividade nos lugares de estacionamento. Estacionamento gratuito leva a situações onde um lugar está ocupado meses, impossibilitando o estacionamento a quem precisa mesmo (cargas e descargas, trabalhadores que precisam da viatura para transportar material, etc...)
De M. a 8 de Julho de 2008 às 19:04
eu apliquei o termo proporcional... obviamente que o espaço ocupado por uma bicicleta é menor que o de um automóvel. Mas as relações, em termos de proporções, são diferentes.

Basta pensar que uma bicicleta é mais afectada pelo vento do que um carro. No final, todo se resume à inércia.

Penso que não fui mt explicito no meu comentário anterior, Espero ter sido agr.
De M. a 6 de Julho de 2008 às 00:16
Penso ter lido há algum tempo, que entre os motores eléctricos e a gasóleo, o motor a gasóleo apresenta uma eficiência energética muito superior ao motor eléctrico para grandes distâncias.

Havia até ideia de um carro electrizo/gasóleo/"mecânico"

Para grandes distâncias -> gasóleo

Pequenos distâncias/cidade: eléctrico

Para arranca: energia mecânica fornecida por nós... através de uma manivela qq dentro do carro.

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