Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

De onde vem a electricidade para isto tudo?

O primeiro-ministro, depois de ter apontado o carro eléctrico como a Solução (com letra grande) na UE, quer agora mover mundos e fundos para trazer para Portugal um vasto projecto industrial de produção de carros eléctricos. Está tão disposto a abrir os cordões à bolsa para o fazer, que os valores a financiar pelo Estado excedem o limite admitido por Bruxelas.

É óbvio que no futuro os automóveis não poderão continuar a mover-se a combustíveis fósseis, e nesse sentido é bom que uma tecnologia que está a crescer venha para Portugal... mas não percebo porque é que o governo não tem o mesmo entusiasmo - é que nem de perto nem de longe - a apoiar os transportes públicos e a bicicleta. Esses sim, verdadeiras soluções para a mobilidade num mundo de energia cara. Pela mesma quantidade de energia, podem transportar muito mais gente,

Ainda hoje há a notícia de um estudo que indica que Portugal poderá ter que desactivar a central termoeléctrica de Sines, a maior produtora de electricidade do país, para cumprir os limites de emissões pós-Quioto! E então só me apetece perguntar, de onde é que virá a electricidade para isso tudo?

 

 


Hoje,  às 19h na sala Visconti da Fábrica Braço de Prata (Lisboa) a PDIA vai mostrar o documentário: "The end of Suburbia:: Oil Depletion and the Collapse of the American Dream" de Gregory Green, Canada (2004), versão original em Inglês. A seguir à projecção haverá um pequeno debate sobre as questões abordadas no documentário.

publicado por MC às 15:39
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3 comentários:
De mj a 2 de Julho de 2008 às 17:35
Aqui há uns tempos saiu esta notícia, que parece ser demasiado boa para ser verdadeira:
" Carros movidos a água não são uma novidade tão recente… Algumas propostas já foram apresentadas no passado, mas parece que os japoneses estão levando esta tecnologia realmente a sério, e desenvolveram um eficiente protótipo capaz de transformar água em energia!

Este sistema consegue quebrar as moléculas de água através de uma membrana de eletrodos, transformando assim a água (H2O) em moléculas de Hidrogênio e Oxigênio, alimentando o motor de combustão.

Como se trata ainda de um protótipo, não foram divulgadas informações adicionais sobre este sistema, tampouco sobre sua disponibilidade no mercado, mas tratando-se de preço, este é um sistema bem caro, que chega a custar 2.000.000 iênes - equivalente a cerca de R$ 30.000,00 em nossa moeda…

Muito embora, partindo para uma produção em massa, os custos para o desenvolvimento deste sistema poderiam cair para ¥500,000 ( R$ 7.500,00), ou até menos!".

Ainda não li em lado nenhum que seja necessário mais do que água para fazer andar aquele protótipo que se vê no vídeo. Porque é que uma notícia dessas não abre todos os telejornais? Qual será o inconveniente escondido desta tecnologia? Se ela corresponde ao que é anunciado, o inconveniente só pode ser o facto de atingir interesses instalados... Ás vezes sinto-me tentada a acreditar em teorias da conspiração!

Pode ver aqui o vídeo com o "carrito" a andar:
http://www.antenando.com.br/tecnologia/arquivo/genepax-apresenta-carro-movido-a-gua
De MC a 4 de Julho de 2008 às 00:08
Obrigado pelo link.
Já encontrei vários links a duvidar dessa notícia.
Aliás, pelo que percebo o que o motor faz é separar o H2 e o O2 da água, queima-os (a combustão põe o motor em movimento)... resultando em água.
Um reacção química onde os reagentes e os produtos são os mesmos, e ainda há libertação de energia, pura e simplesmente não existe.
De Nuno a 7 de Julho de 2008 às 22:24
Apenas 5% dos portugueses tem electrodomésticos de classificação A e apenas 10% têm lâmpadas economizadoras, entre outras medidas de poupança e´léctrica que lhes pouparia dinheiro.
A Quercus provou que se todos os portugueses tomassem estas medidas isto tornaria irrelevantes pelo menos dois dos projectos de barragens novos ou evitaria o encerramento da central de Sines por causa da consequente redução de transmissões.
Andamos a remediar para pagar a irresponsabilidade de muitos...

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