Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Por que razão os peões deve(ria)m desrespeitar as regras IV

Porque é que há passadeiras para peões (faixa para pedestres no Brasil)?

A sério, porque é que é o peão - que deveria ser incentivado - que tem direito a uma excepçãozinha no reino do automóvel e não ao contrário? Porque é que não é o automobilista - que é quem realmente causa os conflitos de gestão de espaço com a sua escolha - a ter ocasionalmente o direito a atravessar o espaço do peão?

Isto não é só uma questão de palavras. Primeiro mostra a hierarquia com que as regras são feitas. Segundo, se a coisa fosse feita ao contrário isso teria um forte efeito psicológico no automobilista que vai virar, que percebe que é ele o intruso, o que o leva a avançar com mais prudência. Terceiro, se a ideia for levada a sério, havendo passeio em vez de passadeira, o passeio serve como lomba obrigando o automóvel a abrandar.

 

Veja-se esta fotografia de uma rua na Holanda, o passeio é contínuo, a rua não.  Não é bonito?

 

 

Não estou a defender que haja este passeio, ou uma cor diferente no asfalto, em todos os cruzamentos. Isto serve apenas de mais uma prova de como as regras são desfavoráveis e injustas para os peões.

Mas parece-me que esta solução faz todo o sentido em ruas secondárias em zonas comerciais, residenciais e de forte tráfego pessoal.

 


Leitura recomendada: e porque já há muito tempo que não apareciam neste blogue fotografias de desrespeito das pessoas por parte dos automobilistas, Postais da Baixa em Lisboa no CidadaniaLx.

publicado por MC às 23:55
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1 comentário:
De O Zé da Bina a 1 de Julho de 2008 às 10:45
Ainda me lembro do dia em que puseram lombas nas ruas do meu bairro, Alfragide City, que todos devem conhecer gracas aos imensos super- hiper- & Megamercados que construiram por lá. Ora passeios em Alfragide nao existem, ou melhor existem, mas foram sempre o ideal estacionamento para os condutores do bairro, já que o bairro foi planeado para -provavelmente - um décimo dos carros que existem por lá hoje em dia. Resultado: peoes eram (e sao) obrigados a andar nas ruas... Supostamente um acto destes deveria ser inofensivo num bairro de moradores, mas eu relembro que - infelizmente - Alfragide nao é só um bairro, mas sim uma autentica autoestrada para os utentes dos inumeors super- hiper & megamercados construidos ao redor do bairro. E estes condutores esquecem-se de que estao no meio de um bairro habitacional quando utilizam suas ruas para fugir ao transito comercial.
Por isso foram colocadas lombas, para obrigar os condutores a abrandarem nas zonas dentro do bairro. Para grande supresa minha os próprios moradores de Alfragide se opuseam às lombas!!!???? Lógica de alguns: pois com as velocidades tipicas dos condutores no bairro, as lombas estragariam os amortecedores dos automóveis! (Ke????) Lógica de outros: as lombas sao inaceitáveis, porque se uma ambulancia passar por cima delas, o paciente cai da maca. Estes foram os dois comentários que mais ouvi. Ah, e ainda existe um terceiro contra: a barulheira que os automóveis fazem ao atravessar as lombas a altas velocidades. Sei que houve moradores que até chegaram a arrancar algumas lombas.

Entretanto as lombas desapareceram quase que por completo. por parte, porque se foram partindo com o excesso de velocidade que os carros trazem quando passam por cima delas.

A ideia que este post nos mostra é excelente. Ainda ontem estive a pensar no assunto. Ao passar numa zona de peoes aqui na Alemanha, reparei, que sempre que esta cruzava uma rua perpendicular, era a rua a ser interrompida para dar continuacao à zona de peoes e nao vice-versa. Conheco tb bairros aqui na Alemanha onde os passeios sao continuos nos cruzamentos, ou seja, como a foto deste post mostra.

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