Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Estamos quase lá

Encontrei dados mais recentes do que tinha escrito aqui.

Quilómetros de auto-estradas e linhas de comboio em Portugal (Eurostat)

 

Estamos quase a chegar ao dia em que haverá mais auto-estradas do que comboio em Portugal. E não me refiro a ferrovia de qualidade (a ferrovia dupla sobe a conta-gotas como se vê no gráfico) que há muito foi ultrapassada, refiro-me a qualquer carrilzeco. Com a quantidade de inaugurações que houve em 2006 e 2007 é bem possível que já tenhamos dado mais este pequeno passo no nosso desenvolvimento ao arrepio de uma boa gestão do território, ao arrepio duma boa eficiência energética, ao arrepio da mínima preocupação ambiental.

Felizmente o discurso mudou de há 20 anos para cá, mas foi apenas garganta. O modernismo bacoco à anos 60 dos nossos sucessivos governos (bem acompanhados neste tema pela grande maioria da população) está ali bem patente no gráfico. E o actual governo tem planos para mais 600km de auto-estradas a serem lançados na brevidade. Nem o Protocolo de Quioto, o fim da era do petróleo barato e o nosso esbanjamento em combustíveis, parece demovê-los.

Obrigado.

publicado por MC às 11:26
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3 comentários:
De mané dos batuques a 31 de Maio de 2008 às 08:30
pois, mas hás de ver, apartir do dia em que practicamente niguém mais poderá pagar os precos da gasolina, passaremos a ter as mais largas e extensas ciclovias do mundo. ;-)
De mané dos batuques a 31 de Maio de 2008 às 08:31
pois, mas hás de ver, a partir do dia em que praticamente ninguém mais poderá pagar os preços da gasolina, passaremos a ter as mais largas e extensas ciclovias do mundo. ;-)
De Cátia a 31 de Maio de 2008 às 10:53
Precisamente há uns dias atrás estava a comentar com a minha mãe a questão do abandono do transporte ferroviário em Portugal.

Para além de nos últimos anos, em Portugal não se terem cosntruídos linhas ferroviárias, as que existem estão ao abandono.

A propósito da questão do novo aeroporto, autarcas da zona Oeste pediram ao Governo que apreciase as suas propostas de requalificação da linha ferroviária que por essa zona passa, melhorando, acrescentando em algumas zonas e ainda um serviço de comboios mais rápido para servir alguns locais onde centenas de pessoas fazem o percurso diário de ida e volta até Lisboa (neste momento feito por autocarro e carro).

A resposta que estes autarcas receberam foi que as propostas iriam ser enviadas para o abrigo de um programa. Ou seja, para aí daqui a «20 ou 30 anos» as propostas estarão apreciadas.

O Protocolo de Quioto, esse tem ficado por cumprir, precisamente por causa das emissões com transpostes. Brevemente terá de ser cumprido com os custos elevados da compra de «quotas de poluição».

Se ao menos se aplicasse boas políticas de arborização, como se sabe as árvores dão um bom contributo na absorção do dióxido de carbono, mas olhamos para as cidades portuguesas e o que vemos é betão e alcatrão. Chegou-se ao ponto de deitar abaixo pequenos jardins para construir estacionamentos.

E agora, que os efeitos da escassez do petróleo se vão começar a fazer cada vez mais, não temos nada, nem um bom nível de vida, nem boas alternativas, nem boa utilização dos recursos disponíveis...

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