Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Afinal há alternativas ao automóvel para o dia-a-dia II

Há 10 e 20 anos o número de passageiros transportados nos transportes públicos de Lisboa era assombrosamente maior do que é hoje. Sendo que no seu global os transporte públicos não pioraram, tendo muitos até melhorado consideravelmente (metro, comboio Lisboa-Setúbal), como é que se pode dizer que em geral (não estou a falar de casos particulares) não há alternativas?

Não será que há uma boa dose de comodismo e novo-riquismo por detrás?

 

Claro que há uma alteração que pode ajudar a explicar isto, a localização dos habitações e dos empregos. Custa-me a querer que isto explique a maior parte da queda abrupta nos transporte públicos, mas é possível que explique parte. Estes casos só me convencem que os combustíveis devem continuar caros, porque são situações insustentáveis. No futuro próximo teremos que depender menos do automóvel, e nem sequer falo aqui de qualidade de vida, falo da queda da produção de petróleo e as alterações climáticas. É preciso mostrar a quem se afastou da cidade e dos transportes, que essa decisão tem (e terá cada vez mais) enormes custos, e evitar que outros façam o mesmo.

publicado por MC às 12:50
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Hugo Jorge a 28 de Maio de 2008 às 13:59
Este é o momento certo para começar a implementar e consolidar as alternativas
De Carlos Costa a 28 de Maio de 2008 às 15:13
Eu vi-me recentemente obrigado a deixar a cidade, mas não os transportes, já que a Póvoa de Sta. Iria e Entrecampos distam apenas 20 minutos de comboio.

A questão é que, para a grande maioria das pessoas, é impossível comportar o custo de ter habitação dentro da cidade.

A alternativa é fazer algo parecido com o que tive de fazer: debruçar-se sobre as linhas de comboio e metro, e ir percorrendo as estações de dentro para fora da cidade à procura de um poiso.

Têm aqui um blogue pertinente, descobri há pouco mas já é leitura regular.

Comentar post

subscrever feeds

Google (lousy) Translation

autores

pesquisar

posts recentes

Nova rede ciclável de Lis...

Caça à multa ou ao dispar...

O estacionamento como fun...

Tuk-tuks e as bicicletas,...

Os peões e as bicicletas ...

O excesso de velocidade d...

A mobilidade sustentável ...

O lado "verde" do apoio a...

10 Dicas para a bicicleta...

A EMEL vai investir 40 mi...

tags

lisboa(222)

ditadura do automóvel(211)

ambiente(204)

bicicleta(157)

cidades(113)

portugal(112)

peões(102)

sinistralidade(74)

carro-dependência(67)

estacionamento(67)

transportes públicos(66)

bicicultura(62)

economia(57)

espaço público(57)

comboio(48)

auto-estradas(42)

automóvel(38)

trânsito(31)

energia(30)

portagens(27)

todas as tags

links

arquivos

Setembro 2016

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006