Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Car-sharing - segunda opinião

Depois do anúncio do programa de car-sharing (aluguer fácil de automóveis por curtos períodos de tempo) por parte da Carris, das explicações pelo responsável onde era dito que houve uma redução da posse do número de automóveis nas cidades onde há este tipo de programas, depois de uma troca de comentários no Panóptico e de ter percebido melhor o programa Bruxell'Air, comecei a formar um opinião mais concreta sobre o car-sharing.
O primeiro objectivo do car-sharing não é reduzir a circulação de automóveis (como é dado a entender, e como eu interpretei), é sim reduzir a posse de automóveis por parte das pessoas: por saber que facilmente tenho um carro disponível num caso de necessidade, posso optar por não comprar um (ou numa versão mais à portuguesa não comprar o segundo ou terceiro carro da família... a boca é minha, mas a descrição é do presidente da Carris!). Este já é um objectivo muito válido em si, basta pensar no problema da ocupação do espaço urbano - que domina aqui no blog.
Como "efeito colateral", o car-sharing leva também à diminuição na circulação automóvel porque ao não terem um carro imediatamente disponível, as pessoas apenas o vão usar quando há realmente necessidade para isso. Ou seja acaba-se com o chamado private owneship bias, que também passa pelo facto de quem tem carro próprio esquecer que o custo do seu uso não é apenas o combustível do momento. Isto é, a partir do momento que já o comprei, usá-lo não sai assim tão caro.

Esta segunda opinião continua sujeita a revisões! Alguma contribuição?



Um pedido: ajudem a convencer o maior centro comercial da Península Ibérica (mais uma coisa tão típica dos países carro-dependentes) na Amadora a terem estacionamento de bicicletas além dos NOVE MIL lugares para automóveis.

Nove mil lugares de estacionamento são mais um convite a uma utilização excessiva do automóvel nesta zona da Amadora e na Grande Lisboa. Teremos mais poluição atmosférica e mais problemas de saúde. Tudo menos uma Dolce Vita (vida doce).

A poluição atmosférica, gerada pelos veículos motorizados, é uma séria ameaça à saúde dos habitantes de um dado lugar, sendo responsável pela deflagração de inúmeros problemas como alergias, doenças respiratórias, cardiopatias, stress, cancros, entre outros.

Peça ao Dolce Vita para plantar 9 mil árvores (uma por cada lugar de estacionamento automóvel) e instalar parques de estacionamento para bicicletas (no formato U invertido).

e-mail: geral(arroba)dolcevita.pt

Por favor envie o seu e-mail com conhecimento (Cc) para
ambientalistas_da_amadora(arroba)aeiou.pt

publicado por MC às 09:39
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12 comentários:
De Ambientalistas Amadora a 1 de Maio de 2008 às 16:09
obrigado pelo destaque da campanha.

a mesma já foi publicada no SOL e na RTP
De Yôga - Amadora a 16 de Julho de 2008 às 16:06
vamos promover na escola de Yôga da Amadora.

Abraços
De GW a 8 de Janeiro de 2009 às 23:58
Parece que em 2009 vamos ter o gigante do carsharing europeu, a GREENWHEELS, em Portugal.

Aí sim vamos ter car-sharing com 14 anos de experiência.
De MC a 13 de Janeiro de 2009 às 23:41
Isso é uma boa notícia.
Segundo o pouco que sei a ideia do sistema habitual da Greenwheels é ser a nível nacional, e descentralizado. Funciona assim melhor que o actual carsharing da Carris, que tem apenas um certo número de pontos de recolha.
Sabe algo mais sobre essa vinda?
De GW a 15 de Janeiro de 2009 às 16:17
Neste momento estão a finalizar o estudo de mercado pormenorizado, já houve uma breve apresentação ao conselho de ministros e estão a desenvolver contactos com outras entidades. Creio que o projecto deve arrancar no 2º semestre.

Abraço verde,
GW PT
De Luís Cardoso a 30 de Janeiro de 2009 às 16:54
Hoje em dia, todos os novos centros comerciais, prevêem no estacionamento espaço reservado a motociclos, velocípedes, veículos eficientes energeticamente amigos do ambiente e ainda pró-carsharing , tenho por certo que o Dolce Vita como empresa de referência que é terá todo o interesse a seguir os mesmos padrões de qualidade.
Vamos ser mais humildes e acreditar nas empresas por excelência a trabalhar em portugal.
De MC a 30 de Janeiro de 2009 às 23:49
Pois, não sei.
Raramente vou a centros comerciais, e não sei nada sobre este. Apenas transmiti um pedido que me foi feito, com o qual eu não tenho nada a ver (julgava que isso era claro).

Só por curiosidade, porquẽ o pleonasmo "velocípedes, veículos eficientes energeticamente amigos do ambiente"?
De Luis Cardoso a 31 de Janeiro de 2009 às 00:25
Olá Mc,

desculpe por trata-lo assim mas não retive o seu nome, em resposta ao seu comentário, eu julguei que era um repto que fazia e não que lhe teriam pedido para transmitir essa mensagem.

Quando me referi a veículos eficientes energeticamente e amigos do ambiente,referia-me por exemplo a veículos a gás e a veículos eléctricos.
Cumprimentos.
De MC a 2 de Fevereiro de 2009 às 19:55
Viva,

por acaso a última vez que fui a um centro comercial/hiper, ao Continente de Telheiras, até fui de bicicleta e não vi estacionamento para bicicletas... E lembro-me que há uns anos até tinha (o mais afastado possível das entradas, mas tinha), possivelmente quando ainda era Carrefour.

O pedido não era meu (até lá está o email de quem o fez), mas aqui fica a minha opinião sobre o assunto.
Primeiro, eu não demonizo de forma alguma as empresas dos centros comerciais. Pura e simplesmente não é um tipo de espaço e comércio que acho agradável.
No âmbito do tema deste blogue, é me pouco importante se há estacionamento para bicicleta. O centro comercial (o conceito, não a empresa) como existe em Portugal, vai sim contra tudo o que é regra de mobilidade sustentável e qualidade de vida nas cidades. Estão longe das populações, longe dos transportes públicos, obrigam à deslocação de carro, prejudicam o comércio local e por consequência a vida, a animação e a segurança da cidade.
As poucas excepções são o Chiado em Lx, o Sta Catarina no Porto, um mesmo no centro de Aveiro, etc. Continuo a achá-los desagradáveis, mas não tenho nada contra eles.

Ah, ok. Não era um pleonasmo mas um oxímoro.

Cumps
De Filipa Gomes a 24 de Julho de 2009 às 15:09
Devo admitir que só tomei conhecimento desta iniciativa há cerca de uns 2 meses, através de uma reportagem numa revista que dá bastante relevância a temas como a sustentabilidade ambiental e novas formas de nos tornarmos mais "verdes", a GINGKO (que recomendo vivamente!). Na minha opinião esta é uma iniciativa bastante interessante, principalmente do ponto de vista da redução da posse de automóveis pelos cidadãos, apesar lá fora já existir há mais de 20 anos. Para dar uma ideia, na reportagem indicavam que cada carro ocupa 6m2 de cidade, e assim, se esse veículo for utilizado por um maior número de pessoas, obtemos uma capacidade de ocupação mais razoável. E como questionava um dos entrevistados, utilizador do car-sharing, "Para quê 4 automóveis quando um pode ser utilizado por 4 pessoas?"
De MC a 29 de Julho de 2009 às 15:55
Obrigado pela recomendação (por acaso já conhecia mas fica para os outros). E de facto a ideia é muito boa, espero que tenha êxito.

Só uma coisa, quando a revista que um carro ocupa 6m2, está a utilizar um belo eufemismo. Se fosse apenas 6m2, se calhar nem escreveria este blog (não haveria ditadura do espaço urbano, não haveria tanto congestionamento e logo menos poluição, etc). Mesmo que pegássemos em smarts ou twingos, e os estacionássemos bem apertadinhos, eles ocupariam mais de 6m2! O carro não ocupa só espaço física do chassis. Há que deixar espaço à frente e atrás. Há que criar vias de acesso para estacionar.
Isto já para nem falar do espaço que um carro necessita enquanto em andamento!
Vem post a caminho!
De apartamentos portugal a 20 de Agosto de 2010 às 05:37
Mesmo que a redução de tráfego automóvel nas cidades seja um "dano colateral" não deixa de ser um aspecto positivo neste - afinal talvez não tanto assim - inovador projecto da Carris.

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