Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

O peão tem sempre razão!

 

A verdade, preto no branco.

 

 

Local: Passadeira junto à Casa da Música no Porto

 

Num país onde muitos condutores que atropelam fatalmente peões saem ilibados ou esperam julgamentos em liberdade, é bom saber que ainda há quem dê toda a razão aos mais vulneráveis! 

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publicado por António C. às 13:17
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24 comentários:
De MC a 10 de Abril de 2008 às 19:14
muito bom!
Será que foram os tais da "mobilidade urbana"?
De anabela a 11 de Abril de 2008 às 15:14
Se se partisse sempre desse principio, haveriam , decerto, muitos menos homicidios nas passadeiras.
Parabéns pelo blog, sou leitora atenta há já algum tempo e completamente contra a ditadura do pópó.
De miguel a 25 de Maio de 2008 às 04:19
Será que alguém se lembra dos peões que atravessam(atiram-se) para uma passadeira sem sequer olhar para a estrada???e um condutor, nem que vá a 40km/h não consegue travar a tempo porque não pode adivinhar se quem vai no passeio vai ou não lançar-se para a frente da viatura?!Pois é. Nem todos os condutores são maus e nem todos os peões são decentes.
De Strider a 26 de Maio de 2008 às 11:20
Se calhar se fosse mais devagar e com mais atenção para ver se alguém está ou se aproxima dos passeios junto às passadeiras, não se tinha que preocupar com peões que se "atiram" para o meio da passadeira (onde aliás é o seu direito de atravessar e onde o automóvel é obrigado por lei a ceder passagem ao peão).

A lógica da ideia do "peão que se atira para a estrada" é que está invertida. Não é o peão que se atira para a estrada mas sim o carro que "atropela" a passadeira...aliás só assim faz sentido pelo que disse anteriormente: Por lei o automóvel é obrigado a parar para ceder a passagem ao peão na passadeira.

E como já tive esta conversa vezes suficientes para saber o argumento que se segue, aqui vai, em antecipado, os contra-argumentos...

1. "então e tal quando está um carro mal parado a bloquear a vista para a peão a atravessar a passadeira", Resposta: Sabendo que há a possibilidade de alguém atravessar, reduza a velocidade ...não custa nada, já que depois de passar a passadeira não custa nada carregar no acelerador (umas míseras calorias), bem pior é de bicicleta!

2. pah , e as passadeiras mal desenhadas a seguir às curvas"...resposta: idem

Deve haver mais alguns contra-argumentos que me esqueci....
De MC a 26 de Maio de 2008 às 12:32
Obrigado Strider.
E volto a recordar que por estas e por outras, é que os códigos da estrada na alemanha e holanda (talvez muitos mais), é que obrigam o condutor a antecipar os movimentos do peão.
Argumentos como "apareceu de repente" não são aceites na defesa do condutor.

recomendo vivamente
http://menos1carro.blogs.sapo.pt/74425.html
De Jardel a 26 de Maio de 2008 às 16:25
Ai o pessoal que comentou mais acima e ao dono deste blog, não me venham com mer ....
O que é mais fácil de parar um carro? ou um peão que realmente vem a caminhar muito rápido e pode escorregar com o chão molhado e pode cair..
Escrevem estes comentários e estes blogs, porque se calhar nunca lhes aconteceu como à minha namorada que vinha mesmo de vagar (porque ela anda de vagar mesmo) isto é 30km/h no centro de Barcelos e uma miúda simplesmente nem olhou e entrou na passadeira no momento em que ela estava a passar, o carro nem 1 metro escorregou e foi o suficiente para tocar mesmo na rapariga. Por sorte não teve nada, mas quando se virem nesta situação e que se sintam totalmente injustiçados com o que aconteceu, vou deixar de dizer estas coisas todas.
Trata-se de uma questão de educação e que não h á em Portugal, não digo que os peões não tenham a prioridade, ate ai tudo bem, mas essa prioridade acaba-se quando passar na passadeira sem olhar e um carro estiver mesmo ao seu lado, prestes a calcar-lhes os pés , para não dizer outra coisa.
Não te serve de nada ter prioridade, se não podes usufruir dela durante muito tempo.
Não custa nada, parar e olhar, certeza que lhes custa menos parar do que a um carro.
É essa mentalidade das prioridades que mata muita gente em Portugal.
Não custa nada, olhem para o lado. Pensem nisso.


Obrigado.
De Strider a 26 de Maio de 2008 às 19:07
Bolas, eu sabia que me tinha esquecido de mais uns contra-argumentos :-)

1. Vou pressupor que quando escreve "de vagar" queria era escrever "devagar"...

2. O Exemplo que deu de alguém escorregar para a estrada tem a seguinte falha, na minha opinião:

Pessoas que escorregam inesperadamente na estrada devem representar menos 1% dos casos de atropelo em Portugal. A grande maioria (as preveníveis portanto) são atropeladas a atravessar civicamente nas passadeiras por automóveis em excesso de velocidade (ou se preferir, em velocidade desadequada à situação)

3. Baixa velocidade não basta, o que falta é educar os condutores para terem o "reflexo" de estarem atento junto das passadeiras. Se houver condução defensiva e atenta, com o pé no travão podemos prevenir muitas situações. Aliás é a mesma condução preventiva de quando estamos rodeados de carros numa estrada...antecipando os que se "esquecem" de meter o pisca quando decidem mudar para a nossa faixa de rodagem .

4. Como disse, a rapariga do seu exemplo não sofreu nada de grave, muito provavelmente pela baixa velocidade que circulava a sua namorada. O mesmo se calhar não estaríamos agora a dizer se a sua namorada circula-se mais rápido. Portanto a baixa velocidade muito provavelmente salvou-lhe a vida!

5. "Trata-se de uma questão de educação"....sim, para os condutores. Se logo nas aulas de condução ensinarem o "reflexo" defensivo que mencionei acima, teríamos muito provavelmente muito menos atropelamentos fatais.

6. "...prioridade acaba-se quando passar na passadeira sem olhar". Diria que é ao contrário "a prioridade do condutor termina no momento em que um peão está a atravessar a passadeira"

7. "Não custa nada, olhem para o lado". Se o condutor souber que é assim que o peão pensa, então temos um problema...o peão vai demorar muito mais tempo a conseguir encontrar uma "janela de oportunidade" para atravessar uma rua na passadeira (isto em estradas mais movimentadas) e não é assim que deve ser.

Sabendo dessa regra o condutor mais "esperto" o que faria, era acelerar quando via um peão perto da passadeira que vai cruzar...e o peão ali à espera de usufruir o seu direito...atravessar na passadeira....
De Miguel S. a 29 de Maio de 2008 às 00:42
Obrigado Jardel. Dá para notar que o Sr.Strider não deve de conduzir no mesmo país que nós para generalizar de tal forma os condutores portugueses.Só apetece dizer: pela boca morre o peixe e espero que o sr. nunca passe por uma situação menos boa devido a um peão descuidado. Ou se calhar, fui eu que me expliquei mal.
O que interessa é não generalizar. Existe essa ideia que os condutores são TODOS maus e os peões são TODOS bons. Pessoalmente tenho o hábito de abrandar nas passadeiras. Principalmente, se estiverem carros a taparem a visibilidade, seja do peão(que também sou eu!), seja do condutor. E já assisti, enquanto peão, a acidentes simples de evitar bastando para isso o peão OLHAR para a estrada ANTES de atravessar. È certo que o que não falta nas nossas estradas são animais, para não lhes chamar outra coisa. E também já assisti a atropelamentos por autênticos criminosos encartados e nem assim foram proibidos de conduzir. Ponto para Espanha, que equipara, em determinadas situções, os automóveis a armas letais. Falta é um certo civismo e respeito dos dois lados da estrada. Certo é que, não custa muito olhar para o lado nem custa nada abrandar um pouco. Mas essa ideia de que o peão tem o direito de atravessar sem sequer olhar... isso generaliza um país e não deve de ser assim. È verdade que as passadeiras, no geral, estão muito mal colocadas, mal sinalizadas(quando estão), por vezes, ou não estão pintadas depois de uma obra ou então nem se veêm, e pior é quando nem existem. E é claro que, se todos os condutores abrandasem, isto é, adequasem a velocidade ao tipo de via onde circulam, muitas mortes seriam evitadas. Mas também existe uma certa falta de formação cívica de muita gente que anda no passeio. E não me leve a mal, mas eu trabalho numa grande cidade e é raro levar o carro para ali. Ando quase sempre a pé e atravesso várias passadeiras mal idealizadas todos os dias. Mas infelizmente, é este o país que temos.
Cumprimentos.
De Strider a 29 de Maio de 2008 às 12:12
Quem é que generalizou?!
Se fosse a generalizar estava-me a incluir na lista! Conheço condutores que tem o reflexo de "cautela" nas passadeiras.
Como também conheço quem não tem...e esses são amigos/colegas/familiares e não é por isso que vou deixar de falar com eles....
De MC a 26 de Maio de 2008 às 21:43
(Jardel, este blog não tem dono)

Ponto um: distracções acontecem e sempre acontecerão a peões e automobilistas.. Acho que lembrar isto é fundamental como ponto de partida. Tentar contrariar isto é um absurdo. Querer reduzir a questão a "educação" é querer esquecer esta inevitabilidade.

Dado isto é fundamental que a velocidade nas cidades sejam bem baixas (como o Strider diz), porque mais 10km/h fazem toda a diferença:
http://menos1carro.blogs.sapo.pt/71993.html

Segundo é fundamental que os automobilistas tenham noção que eles têm uma responsabilidade maior. Se o peão faz merda, ele morre. Se o automobilista faz merda, quem morre é o peão. Por isso (ver o link que já deixei acima) é que os automobilistas são obrigados a antever o que pode acontecer na Alemanha e na Holanda. Isto significa, por ex, reduzir a velocidade quando se aproxima de zonas de peões. Por haver esta assimetria não podemos que os automobilistas se desculpem perante a lei com "os imprevistos".
De Jardel a 27 de Maio de 2008 às 10:24
Vejo que não me fiz entender com o meu primeiro comentário e também não entenderam a metáfora comparando o escorregar de uma pessoa com o de um carro, como disseste, uma pessoa escorregar na passadeira (ou mesmo antes de chegar a esta) é mesmo pouco provável , o mesmo não acontece com os carros.
Porque é que tem que ser os condutores os educados a reduzirem a velocidade antes de chegar a passadeira e a estar atentos aos peões mais distraídos ? Temos mais coisas para ficar atentos, como os carros que vem a nossa frente, bicicletas e motas. Os peões tem que estar atentos com que? em não cair num buraco na passadeira? ou pisar as prendas dos cães?
Ensinam isso na escola, "olhem para os lados antes de passar a estrada" e deviam ter insistido mais nisso, porque parece que a gente se esqueceu.
Como vocês acham que não custa nada aos condutores reduzir a velocidade e estar atentos, custa ainda menos aos peões olharem para o lado, é uma questão de senso comum e de sobrevivência .
Não sejam tão tapadinhos, só porque a lei diz que os peões tem prioridade nas passadeiras, vamos agora passar todos pela passadeira adentro sem ter o cuidado de olha. Não custa nada é só girar um bocado a cabeça. Aos condutores também não lhes custa nada reduzir a velocidade, é verdade, é só por o pé ao travão , mas é que, como já disse, é mais fácil parar um peão do que um carro.
Não digo que a lei esteja mal, tem razão, se não tiverem prioridade estão uma hora a olhar para a estrada sem poder passar, não discordo com isso, mas também tem que ter cuidado ao passar, podem-se evitar acidentes se todos tivermos cuidado.

Obrigado.
De Strider a 27 de Maio de 2008 às 12:03
1. "Porque é que tem que ser os condutores os educados a reduzirem a velocidade antes de chegar a passadeira e a estar atentos aos peões mais distraídos ?"

a. Porque como disse o MC, o peão é mais frágil do que o carro, logo faz sentido que o carro seja o que tenha mais cuidado. Por exemplo, quando pegamos num bébé (e sabendo que é mais frágil do que um adulto) temos mais cuidado a segurar.

b. Porque como já tinha mencionado, o código da estrada indica (e bem) que quem tem prioridade nas passadeiras é o peão, isto é o mesmo que dizer, que aquele pequeno espaço no meio das estrada é para o automóvel ceder passagem. Analogia podia ser por exemplo, quando vamos a passear numa rua com casas, evitamos "trespassar" no jardim das casas que nos rodeiam, porque sabemos que ali não temos razão de estar.

"Just my 2 cents"...
De Jardel a 27 de Maio de 2008 às 17:32
Strider , tudo o que eu disse passou ao lado?? não percebo qual é a dificuldade de entender o que eu quero dizer, se tivesse a falar contigo entendia que não entendas o que digo, mas estou a escrever português .
SIM, tens razão a lei diz, não digo o contrario, mas quem escreveu a pu ... lei é um gajo que anda com um chofer a conduzir o carro dele.
Tens razão, tens prioridade, mas naqueles cruzamentos em que não tens stop e só te reges pela LEI da prioridade à direita, eu abrando mesmo sabendo que tenho a prioridade, só por precaução, mais nada, só pelo facto de evitar um acidente e não me magoar.
O que eu quero fazer chegar com todos estes testamentos, que a prevenção destes acidentes é obrigação de todos, não só dos condutores, mas também dos peões, dos pais que dizem as crianças para terem cuidado ao passar na estrada e das escolas de condução que indicam ao novos condutores , para estarem atentos.
Na minha opinião a culpa não é só de uns nem só de outros, como sempre dizem nas publicidades, os acidentes evitam-se.

Obrigado.
De Strider a 28 de Maio de 2008 às 11:28
1. Tudo o que disse foi registado, não se preocupe. Eu discuto este assunto porque já o tive com outras pessoas e os argumentos são quase sempre os mesmos (este debate, não foge à regra).

2. "o gajo" (aliás espero que seja mais que um!) que escreveu a lei
a) Com certeza também é peão (mesmo que só de vez em quando) e portanto gosta de puder atravessar na passadeira com o "máximo" da prioridade e no "máxima" da segurança

b) A lei portuguesa, no que respeita à prioridade do peão na passadeira, é igual a de muitos outros países . Países onde a lei até acredito foi escrita por "gajos" que andam muito mais a pé e de bicicleta que o "gajo" que elaborou a lei Portuguesa. Esses "gajos" estrangeiros por andarem mais a pé/bicicleta até compreendem melhor o conceito de fragilidade que já se falou.

3. Estive para mencionar isto no meu comentário anterior....
Mesmo com o peão a olhar para o lado como diz (que aliás hoje muita gente já o faz porque tem medo de passar a estatística ), a grande maioria dos atropelamentos hoje em dia em Portugal acontecem por culpa de quem vai a conduzir.
Onde eu trabalho aqui no Parque das Nações tenho uma vista privilegiada da "Avenida D. João II" que deve ser um dos locais com mais casos de atropelamentos em Lisboa ou então a que mais casos deve registar de "quase atropelamentos".

O que observo é que em muitas situações, o peão está claramente à espera na passadeira para atravessar e (como é uma Avenida bastante movimentada) os carros aceleram quando vêem um peão para atravessar! E claro já perdi a conta ao número de vezes que ouvi de de carros a travar a fundo...

E isto é apenas um exemplo...ou seja mesmo com o peão a olhar antes de atravessar ...
De Jardel a 28 de Maio de 2008 às 13:01
Pois, aqui no norte são raras essas avenidas com esse volume de transito, as poucas que temos, tem semáforos nos cruzamentos.
Já vi que não vamos mudar de ideias, tanto um como o outro temos as nossas convicções.
Acima falavas desses países , que acredito que estejas a falar de Europa e acredito que estejas a falar da Alemanha e Holanda como já se fartaram de comentar. Mas uma coisa é o que diga a lei e outra muito diferente é o que realmente a gente faz.
Já estive em outros países europeus e mesmo no continente americano e não sei o que dizia a lei lá, mas que os peões paravam a olhar, paravam. Ninguém falava de prioridades nem do direito que tem sobre os outros.
Nasci num pais que tem quase 3 vezes a população de Portugal e só na capital tinha a população de Portugal, daqueles países que aqui chamam do 3º mundo, e as estatísticas (como gostam de olhar) deva uma realidade muito diferente que a portuguesa, não só haviam menos atropelamentos, como acidentes em geral, porque havia prevenção. E não era preciso estar meses a estudar o código (lol , o código, é esse que realmente ensina a conduzir) era preciso era ter meses na estrada a aprender.
Não nos podemos comparar com esses outros países que tu falas, num deles até há uma auto-estrada sem limites de velocidade, porque nesses países , a culpa não é sempre da velocidade.
Por minha parte, vou continuar a olhar para o lado antes de passar na passadeira tu se quiseres , fia-te na lei, e segue-a ao pé da letra, com pontos e virgulas, a lei não te vai proteger, só te protege depois do mal ter acontecido, mas ai também, já não importa o que a lei diga.

Fiquem bem.
Desculpem os testamentos.
De Strider a 28 de Maio de 2008 às 15:25
1. Vou arriscar e assumir que o seu pais de origem é o Brasil. Se não for, peço desculpa...
Tendo isso por base fiz uma pesquisa rápida e encontrei este link da SEADE , sobre estatísticas de atropelamentos no Brasil:

http://www.seade.gov.br/produtos/spdemog/ago2006/sp_demog_atropelamento.pdf

Para resumir isto é uma das frases do documento:
"No Brasil, a taxa de mortalidade por atropelamento, segundo as informações do Ministério da Saúde, é de aproximadamente 5,6 óbitos por 100 mil
habitantes (2003), nível quase três vezes maior que o de países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá"

2. "Auto-Estrada sem limites" Onde?!
De qualquer modo não há passadeiras nas auto-estradas....

3. Só para esclarecer: Eu olho sempre para estrada antes de atravessar ! Se não olhasse se calhar já aqui não estava. Agora olhar para o lado não vai diminuir significativamente as estatísticas de atropelamentos em Portugal, enquanto não houver mudança de comportamentos dos condutores.
De Jardel a 28 de Maio de 2008 às 17:38
Não é Brasil. Este não tem só 3 vezes a população de Portugal .
Já reparei que ainda não consegues entender as minhas metáforas e comparações, deixa lá.

"Eu olho sempre para estrada antes de atravessar ! Se não olhasse se calhar já aqui não estava" Olha vês como concordo, e também não morreste de cansaço nem de torcicolo por fazer isso. Se toda a gente pensasse como tu e eu havia menos acidentes por atropelamento, era aqui que eu queria chegar.

Sim, os condutores também tem que ter cuidado, não digo que não, mas temos que ter cuidado com tudo e não nos fiamos dos outros, nem das leis que nos dão prioridade, porque há alguém sempre que se esquece disso e depois dá estouro. E o mesmo se passa com os peões se não se cuidam também.

Fica bem.
De Strider a 28 de Maio de 2008 às 19:44
1. Então mas afinal qual é o Pais?

2. Podemos continuar a olhar antes de atravessar , mas:
a. As estatísticas de atropelamentos em Portugal vão continuar altas,

b . Iremos continuar a ter que esperar o dobro do tempo para nos cederem passagem para atravessar na passadeira

c. Se continuar haver juízes que encaram a ideia de que o peão provavelmente não olhou antes de atravessar (apesar de por lei estar protegido para poder ter prioridade nas passadeira), vais continuar a ter condutores que saem em Liberdade...

(este ultimo comentário é aliás a principal conclusão do tópico inicial...só que entretanto fomos desviando)...
De Jardel a 29 de Maio de 2008 às 11:43
Não interessa o pais, como disseste já desviamos a conversa.

"Podemos continuar a olhar antes de atravessar , mas:
a. As estatísticas de atropelamentos em Portugal vão continuar altas," Se toda a gente olhar não, tu e eu olhamos e ainda não nos aconteceu nada.

b . Iremos continuar a ter que esperar o dobro do tempo para nos cederem passagem para atravessar na passadeira " Por olhar? demoras mais tempo no hospital se passares descuidadamente na passadeira. Faz um teste, paras, olhas e simula só que te vais meter na passadeira, certeza que os carros vão parar, já fiz o teste.

"c. Se continuar haver juízes que encaram a ideia de que o peão provavelmente não olhou antes de atravessar (apesar de por lei estar protegido para poder ter prioridade nas passadeira), vais continuar a ter condutores que saem em Liberdade..." estas a ver, as lacunas das leis, nem os próprios juízes acreditam. Esses juízes certeza que se viram em situações em que tiveram que travar a fundo e a olhar o carro de trás a aproximar-se , só por um peão que decidiu atirar-se à estrada sem nenhum cuidado. Por isso as vezes dão razão aos condutores.

Uma pergunta, tu tens carta e carro? A quantos anos conduzes ? Só por curiosidade.

Por este passo, podemos estar a discutir isto até ao fim do ano. lol .

Fica bem.
De Strider a 29 de Maio de 2008 às 12:09
1. Eu ainda não fui atropelado, mas também ando pouco a pé. De quem conheço que anda a pé tenho alguns casos de pessoas atropeladas. Olharam antes de atravessar , viram um carro a aproximar-se a alta velocidade, "atiraram-se" para a estrada e seriam atingidas se não voltassem para trás ao ultimo minuto...e o que está errado no meio disto tudo...pois o condutor nestes casos iam em excesso de velocidade e nem se aperceberam que estava um peão para atravessar...e isso é o problema que eu ando a discutir desde o inicio.

Por todas as razões que já enunciei nunca se deveria passar assim.

Mesmo um peão distraído que não olha nunca pode ser culpado de ser atropelado na passadeira..não faz sentido nenhum.

E muito menos sentido faz quando quem atropela nestas circunstancias não é devidamente punido.

2. Na minha opinião a forma como está a olhar para esta questão está invertida, aliás é difícil argumentar ao contrário.

Voce diz que quem deve ter atenção é o peão, quando o que eu digo é quem deve ter atenção é o condutor. Só assim faz sentido pelas diversas razões que já enunciei (protecção legal do peão na passadeira, fragilidade do peão vs o Carro).

Esta analogia pode tornar mais simples a explicação:
E se fosse ao contrário, o carro era mais frágil do que o peão. Fazia algum sentido o peão ter que ter cuidado para não ser atingido por um carro?!

3. Os juízes dão razão aos condutores porque não compreendem a importância da mudança de mentalidade dos condutores. Se assim não fosse não teríamos os casos enunciados no post original. Só assim se explica que noutros países alguém que atropela é punido adequadamente.

4. Tenho carta e conduzo a 8 anos. Já morei/trabalhei em 3 países diferentes onde tive oportunidade de conduzir nos 3. Morei em mais 2 outros países e já visitei inúmeros outros.
Assim já sabe qual é a minha experiencia de observação desta questão.

Bem haja!
De Jardel a 29 de Maio de 2008 às 14:56
LoL , "viram um carro a aproximar-se a alta velocidade, "atiraram-se" para a estrada" Diz ao teu colega da minha parte que não deve bater bem, então vê um carro a aproximar-se a alta velocidade e ainda se mete???? só se o carro viesse a 1km é que eu me metia para ter tempo de passar para o outro lado. De outra maneira seria grave, é que não pensam nisso???
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LoL , "viram um carro a aproximar-se a alta velocidade, "atiraram-se" para a estrada" Diz ao teu colega da minha parte que não deve bater bem, então vê um carro a aproximar-se a alta velocidade e ainda se mete???? só se o carro viesse a 1km é que eu me metia para ter tempo de passar para o outro lado. De outra maneira seria grave, é que não pensam nisso??? <BR><BR class=incorrect <a name="incorrect">SIIIM</A> </A>já percebi a lei diz. Mas a lei não prevê um muro que pare o carro antes de chegar à passadeira para proteger o peão. Também não conheci ainda nenhum caso de nenhum peão ter sido multado por passar a menos de 10 metros de uma passadeira. <BR><BR>Você diz que quem deve ter atenção é o condutor , quando o que eu digo é quem deve ter atenção é o peão. Só assim faz sentido pelas diversas razões que já enunciei (Risco de atropelamento, fragilidade do peão vs o Carro (precisamente por isto é que deviam ter cuidado, o carro não se aleija, o pior que pode acontecer é amolgar o capo), serve de muito ter protecção legal e que o condutor vá para prisão e que pague uma multa, você provavelmente não vai poder contar a historia, para isto não me serve de nada a lei que me proteja). <BR><BR>Se o meu carro fosse mais frágil do que um peão, certeza que parava nas passadeiras todas, para ter a certeza que nenhum peão estragava o meu carro, e os peões não precisavam de ter medo dos carros, podiam passar a vontade. <BR><BR>Nesses 8 anos que tens a conduzir, nunca calcaste uma linha continua, excedeste a velocidade ou não paraste num stop? Também só por curiosidade. <BR><BR>Em termos de comparação, ainda hoje me aconteceu uma situação, que pode servir de exemplo: ia para casa almoçar e estava a passar numa rotunda quando vejo um carro a alta velocidade com intenções de entrar na mesma, a lei me protegia, tinha "prioridade" por que estava na rotunda, mas mesmo assim abrandei e deixei o homem passar. Evitei um acidente. Sim o senhor estava mal, vinha em excesso de velocidade, não me deu prioridade e tudo o resto. Mas era a minha propriedade e provavelmente a minha integridade física que estava em jogo e esqueci-me da lei. <BR><BR>Fica bem.
De Strider a 29 de Maio de 2008 às 18:56
1. "Também não conheci ainda nenhum caso de nenhum peão ter sido multado por passar a menos de 10 metros de uma passadeira"...está previsto na lei e em Bruxelas conheci casos de pessoas multadas por atravessar fora da passadeira e outra por atravessar com sinal vermelho para peões.

2. "Você diz que quem deve ter atenção é o condutor , quando o que eu digo é quem deve ter atenção é o peão"...pois de facto é aí que diverge a nossa opinião!

3. "Se o meu carro fosse mais frágil do que um peão, certeza que parava nas passadeiras todas, para ter a certeza que nenhum peão estragava o meu carro, e os peões não precisavam de ter medo dos carros, podiam passar a vontade."
Acho que essa afirmação dá-me razão...não era o seu carro que ficava estragado, mas sim você que morria :-)

4. A situação que enunciou é um bom exemplo. Não preferia que esse tipo de situações fossem raras? Eu preferia. E como é que se torna rara. Mudando a mentalidade dos condutores para saberem que não podem fazer isso, multando e educando.

Mesma questão em relação aos atropelamentos. Não seria muito melhor se o olhar antes de atrevessar a estrada fosse uma necessidade de excepção em vez de a regra?

5. "Nesses 8 anos que tens a conduzir, nunca calcaste uma linha continua, excedeste a velocidade ou não paraste num stop?" Já claro. Não sou santo, mas estava consciente que estava a fazer algo errado e que podia ser punido por isso.
De Miguel S. a 29 de Maio de 2008 às 22:06
Por muito que se discuta, isto está sempre a acontecer; ontem foi uma criança com 8 anos que morreu. E não, nada do que se possa dizer serve de consolo ou de desculpa.

Cumprimentos.
De Jardel a 30 de Maio de 2008 às 16:26
1. Strider , estamos em Portugal. Claro que está previsto na lei, mas não conheço nenhum caso de multa a nenhum peão por nada.

2. pois e vamos continuar divergir .

3. "Acho que essa afirmação dá-me razão...não era o seu carro que ficava estragado, mas sim você que morria" Pois, mas parava para ter a certeza que isso não acontecia.

4."Não preferia que esse tipo de situações fossem raras?" Claro que preferia, mas como o senhor, já conduzi em vários países e acontece igual.
"Mudando a mentalidade dos condutores para saberem que não podem fazer isso, multando e educando." Concordo, educação é o que é preciso, tanto dos condutores como dos peões, porque não há? começa-se desde pequenino , depois na escola e depois nas aulas de condução, em vez de passarem tantos dias a estudar o código!!!! tenham que passar muitos dias a conduzir com um instrutor ao lado, é a conduzir que se aprende a conduzir, não sentado numa secretaria a olhar ao computador a fazer testes. É com KMs e muitos. É isso que eu acho que está mal aqui em Portugal. O facto deles virem cá para fora a gabar-se que assinaram as aulas todas sem as ter.
Multas sim, dói nos primeiros dias, ter que a pagar.. depois até te esqueces, só te voltas a lembrar depois de teres voltado a fazer a asneira.
5. já somos 2 também não sou um santo e ninguém é. Muitas vezes é por distracção , nos até nem queremos, mas quando reparamos já estamos fora do limite. E nesses momentos em que estas mais distraído , em que as situações ocorrem e quando menos esperas vem um gajo a correr para meio da passadeira.

Miguel S., de facto é uma tragédia , e esta conversa toda não serve de nada, porque já foi... o condutor, vai preso, vai pagar a indemnização aos pais, mas a criança já não está cá. Não interessa de quem é a culpa o facto é que a criança morreu.. Sinto muito.

Bom fim de semana.

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