Terça-feira, 15 de Julho de 2014

O lado "verde" do apoio ao abate de carros explicado às crianças

O governo parece querer repescar o triste programa de apoio ao abate de carros antigos (mais de 10 anos), para incentivar a comprar de carros ditos "mais verdes". Como é que este programa funciona?

 

Decides vender o teu carro para passares a andar a pé? O Estado não te ajuda.

Decides vender o teu carro para passares a usar os transprotes públicos? O Estado não te ajuda.

Decides vender o teu carro para passares a andar de bicicleta? O Estado não te ajuda.

Decides vender o teu carro para continuares a andar de carro? O Estado paga-te 3500€ (o que pagaria 3000 viagens de autocarro na cidade, ou 20 bicicletas) se quiseres um popó eléctrico, 2500€ para um popó híbrido, 1000€ para um popó com emissões de CO2 ligeiramente abaixo da média.

 

Relembro que em Bruxelas quem abate o seu automóvel recebe passes de transportes públicos durante 2 anos ou bicicletas.

publicado por MC às 15:44
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

10 Dicas para a bicicleta nos dias quentes

Chegaram finalmente os dias quentes, mas cidades tão ou mais quentes que Lisboa (como Sevilha e Barcelona) que estão cheias de bicicletas no verão, mostram que isso não tem de ser um problema. Aqui ficam algumas digas

 

1. Pressão correcta nos pneus

A grande maioria dos ciclistas com quem falo na Cicloficina dos Anjos aparecem com pneus com pressão muito baixa-  é "encher até estar um bocado rijo" - o que faz com que arrastem o pneu pela rua. Na verdade o pneu de uma bicicleta deve ter uma pressão bem mais alta que o do automóvel. Enquanto este usa normalmente 2 a 2,5 bars porque precisa de ter mais aderência, na bicicleta pode ir aos 9 bar. Podes encontrar esta informação escrita no pneu, aparecendo ou o intervalo recomendado ou o máximo recomendado. Nas BTT o mínimo é o valor recomendado para quando se faz todo o terreno. Em alcatrão, podes usar o máximo.

A bicicleta vai parecer outra.

 

 

2. Pneus mais finos

Usar pneus muito largos, como os de BTT, vai dar ao mesmo. Não é preciso ter pneus finos de corrida, há pneus intermédios. E sim, numa jante de BTT pode-se facilmente usar  um pneu bem mais estreito (até 1,1 quando o habitual é 1,9-2,1).

 

3. Velocidade e Mudanças

A bicicleta é mais rápida que o automóvel na cidade por imensas razões, mas não é preciso fazer pirraça aos automobilistas durante 365 dias. Nos dias mais quentes podemos ir mais devagar para controlar a temperatura. Basta reduzir um pouco a velocidade, para haver uma grande diferença.

Mudanças mais leves têm o mesmo efeito.

 

4. Bicicleta bem afinada

Numa bicicleta mal afinada, parte do esforço é desperdiçado. Ter a corrente limpa e bem oleada (meter óleo numa corrente suja de pouco serve), não ter os calços dos travões a tocar nas jantes, e ter o eixo das rodas bem afinado de maneira a que a roda fique a rodar sozinha durante muito tempo, são pontos importantes que não se vêem em muitas bicicletas por aí.

 

5. Saber arrefecer e Capacete

É fundamental que o corpo possa libertar o calor durante e após o percurso, e para isso ajuda que o corpo apanhe ar fresco. Calças estreitas ou a "fralda" enfiada na cintura, impedem a circulação do ar. Que tal usar roupa mais larga, abrir os botões de cima e baixo da camisa, e dobrar para cima parte de baixo das calças? :)
O capacete tem o mesmo problema: evita a libertação de calor... será que precisas mesmo dele durante (todo) o percurso?

 

6. Pausas

Se evitas os vermelhos (usando outras ruas, ou passando-os) para não perderes balanço, experimenta parar neles. Aqueles segundos de repouso podem ser suficientes para perder calor.

 

7. Levar a bicicleta pela mão

Os automobilistas não têm vergonha de usar um transporte que chega a precisar de mais de 15min para ser estacionado, porque haverias de ter problemas em perder 1min a subir aquela rampa a pé? É algo muito frequente de ver noutras cidades, seja pela inclinação seja pelo vento contrário em alguns troços.

 

8. Evitar mochilas

As mochilas, malas e pastas impedem a circulação de ar. Usa alforges ou pendura a mochila no porta-bagagens ou no guiador.

 

9. Evitar as piores horas

Parece óbvio, mas uma hora mais cedo de manhã pode significar menos 2º e bem menos exposição solar.

 

10. Compartilha a tua dica!

publicado por MC às 15:01
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Terça-feira, 27 de Maio de 2014

A EMEL vai investir 40 milhões em parques - O que é que isso diz sobre a carga fiscal do automóvel

Hoje há várias novidades sobre o futuro imediato da EMEL, a empresa municipal do estacionamento em Lisboa.

1. O parquímetro poderá ser pago por telemóvel, o que é uma excelente notícia. O preço deveria ser mais barato que o parquímetro, para desincentivar o uso do parquímetro físico, desincentivando assim a sua vandalização.

2. A área de exploração da EMEL, leia-se zonas com parquímetros, vai aumentar. É uma boa notícia, especialmente para os residentes que agora têm os seus bairros transformados em parques de estacionamento.

3. Vão ser investidos 40 milhões de euros em novos parques de estacionamento. E é aqui que eu levo as mãos à cabeça.

Não é por serem muito poucas as zonas onde não haja parques de estacionamento meio vazios, é em parte pelo incentivo ao uso de automóvel que representa uma melhoria das condições da sua utilização.

Mas pior ainda é o facto de isto ter de partir de uma empresa pública.  Pensem nisto. A educação e saúde são providenciadas pelo Estado, porque são serviços tão fundamentais que todos devem ter acesso a eles. Mas estes casos são a excepção. A alimentação é completamente produzida e distribuída por empresas privadas. A habitação também o é na quase totalidade dos casos. Os livros, os telemóveis, o turismo, etc. é tudo privado.
No caso do estacionamento, um serviço para os automobilistas, não há qualquer barreira à oferta privada. Em Lisboa até há alguns estacionamentos privados, mas noutras cidades há bem mais. Se é necessário uma empresa pública vir oferecer este serviço, é porque este não é rentável caso contrário os privados estariam interessados. Em bom português, isto é equivalente a um subsídio ao automóvel.

 

 

publicado por MC às 16:31
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Alegadas vantagens económicas do automóvel: os empregos criados

O sector automóvel emprega milhares de pessoas, desde a produção à manutenção, passando pelos seguros e os postos de combustível. Reduzir o uso do automóvel é criar desemprego.

Os transportes públicos, as bicicletas e os peões criam muito menos emprego, logo não devem ser tão subsidiados.

 

Vamos ser claros, criar emprego artificial é fácil. O que é difícil é criar emprego cujo trabalho crie realmente valor para a sociedade. Se proibirmos a maquinaria têxtil, e voltarmos às tecelagens manuais, criaremos milhares de empregos. Sendo que o produto final é mais ou menos o mesmo, estamos a empregar muito mais gente que acaba por não criar mais valor. Vale a pena voltarmos aos métodos do século XVIII?
O mesmo poderia ser feito nos transportes públicos, com um revisor em todos os autocarros como alguns países com salários muito baixos têm; ou nas bicicletas, obrigando-as a revisões certificados de 1000 em 1000km, e a pagar seguro. Na prática, seriam empregos novos cujo contributo é duvidoso, e forçado artificialmente. Faz sentido fazê-lo?

Como estão organizadas as nossas cidades hoje, com uma predominância do automóvel e uma rede de transportes pouco eficiente (em parte devido ao congestionamento e ao planeamento centrado no automóvel), o automóvel é como a tecelagem manual: emprega muita gente mas os benefícios que traz à sociedade, apesar de importantes, poderiam ser feitos de maneira bem mais eficiente. Uma organização urbana como acontece no norte da Europa, com transportes com uma eficiência superior ao que automóvel tem cá, seria sim uma indústria têxtil moderna.

Entre a tecelagem do século XVIII, e a indústria de ponta de hoje, a escolha é simples.

 

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A Universidade de Aveiro e a ABIMOTA têm um projecto em comum, que tenta mostrar a importância económica que a bicicleta já tem e que ainda pode crescer: Promoção do valor económico da bicicleta

 

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publicado por MC às 22:08
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Alegadas vantagens económicas do automóvel: as externalidades positivas

Um argumento habitual a favor do uso do automóvel, é a ideia segundo a qual não é só o automobilista que ganha, mas a sociedade no seu todo. Ao chegar mais cedo ao emprego, posso trabalhar mais horas. Se for mais facilmente ao hipermercado, poderei fazer mais compras. Etc. Por a minha escolha de transporte não me beneficiar apenas a mim, mas toda a sociedade, ela seria uma "externalidade positiva". A consequência lógica seria contabilizar estes benefícios como parte integrante da minha escolha, e assim ela deveria ser incentivada.

Mesmo sem entrar em definições económicas, é fácil de perceber que este raciocínio é falacioso. Poder-se-ia igualmente argumentar que ao escolher andar de bicicleta, poupei alguns euros que depois vou poder usar na compra de produtos nacionais, logo positivo para a economia. Ou que hoje, ao ir almoçar uma bela pizza fora, não me beneficiei só a mim mas também aos empregados e aos donos da pizzaria, tal como os agricultores que produziram os ingredientes. Ou até - o meu exemplo preferido - que as viagens luxuosas que os grandes empresários nacionais fazem, são importantes para eles mas também para o país por os ter mais frescos e descansados para novas ideias de investimento.

Será que estes benefícios (que existem certamente) serão razão para apoiarmos financeiramente a minha ida de bicicleta, o meu almoço ou os passeios do João Pereira Coutinho? Seguindo este raciocínio dificilmente encontraremos algo que não merece ser apoiado, e depois sobra a questão: se tudo deve ser apoiado, quem é que resta para nos apoiar?

Em economia é claro quais são as escolhas que devem ser apoiadas ou desincentivadas, sendo aquelas onde há realmente uma externalidade positiva (ou negativa). Existe uma externalidade quando há consequências para terceiros que não são tomadas em conta por quem toma a decisão. O benefício que a sociedade tem em eu poder trabalhar mais umas horas já está reflectido no salário extra que eu vou receber, logo eu já tomo isso em consideração. Quando eu escolho almoçar a pizza, e o cozinheiro escolhe cozinhá-la para mim, ambos já estamos a pensar nos benefícios e custos causados aos outros: eu sou forçado a pensar no custo que lhe causo porque vou ter de pagar, ele pensa na minha satisfação porque vai receber. Estes casos não têm portanto externalidades.

O uso do automóvel tem sim fortes externalidades negativas. Ao optar pelo uso do automóvel, não tomo em conta o impacto que vou criar nos outros, em termos de poluição sonora, poluição atmosférica, horas perdidas em congestionamentos, etc. porque isso não está reflectido em nenhum benefício ou custo, monetário ou intangível, que eu venha a ter. Aqui a teoria economia é clara: o que não é resolvido a bem, deve ser feito a mal: todos as escolhas com externalidades negativas devem ser taxadas de acordo com o impacto que causam. No caso do congestionamento, pode chegar quase aos 2€ por km percorrido.

 (texto emendado a 1.4.14)

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As leituras recomendadas de hoje são exactamente sobre isto: um Prémio Nobel a explicar que o automóvel deve pagar portagens urbanas, e uma estimativa das externalidades negativas do automóvel em Portugal pelo Vera Veritas.

publicado por MC às 22:16
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Quarta-feira, 19 de Março de 2014

É muito díficil discutir mobilidade urbana racionalmente (corolário do post anterior)

No último post contei quatro histórias pessoais que tinham uma coisa em comum: a mesma pessoa perante uma situação onde um automobilista causa mais mossa que um ciclista, aponta o dedo exclusivamente ao ciclista desculpando o automobilista.

A recente obsessão da CML e da ANSR com as transgressões dos ciclistas urbanos - que convivem ao lado de automóveis que circulam a 80km/h no centro da cidade, que tapam a passagem dos peões estacionando no passeio, que fazem razias ao ciclistas não respeitando os 1,5m legais, etc. - são mais um exemplo disto. Aliás são mais graves, porque são posições institucionais. Uma visita pelo Facebook da ANSR é algo assustador: grande parte da energia é gasta em educar o peão, e não quem se passeia com 2 toneladas a 80km/h pela cidade.

Há um corolário triste desta discriminação. É muito difícil discutir racionalmente a mobilidade dos peões e das bicicletas com leigos ou mesmo com as autoridades. A maioria das pessoas cresceu e viveu durante décadas em cidades onde a posição do automóvel era um dado adquirido, e todas as restantes necessidades da cidade vêm a seguir. É muito difícil obriga-las a dar um passo atrás e ver as coisas em perspectiva. Mas só obrigando-as a fazer isso, é que poderemos falar.

 

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A leitura recomendada é um texto de alguém que faz exactamente isso, o Miguel Barroso no CodigoDaEstrada.Org lembra-nos que o problema não é o ratinho mas o elefante na loja de loiças.

 

publicado por MC às 15:58
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Como os automobilistas vêem os ciclistas, e por consequência o espaço urbano

São 4 pequenas histórias pessoais recentes, semelhantes a outras que todos os ciclistas e peões terão.

 

1. Av. Prof. Egas Moniz, uma avenida com 2 faixas daquelas onde a velocidade facilmente chega aos 80. Eu desço a avenida de bicicleta pela direita a uns 30-35km/h, mesmo ao meu lado na esquerda uma carrinha vai à mesma velocidade (à procura de estacionamento, caminho?). Formam-se filas nas duas faixas. Durante umas centenas de metros, buzinam-me incessantemente. Como sempre mantenho-me. No semáforo seguinte o automobilista, que "até" anda de bicicleta, queixa-se de eu ter impedido a passagem dele (ele ia em frente, nem virava à direita...). A carrinha, que ia lentamente pela esquerda, não tinha culpa segundo ele.

 

2. Uma rua de bairro, larga, de sentido único, com uma faixa apenas. Do lado direito carros estacionados ilegalmente em segunda fila. Do lado esquerdo vem um ciclista ilegalmente em contra-mão. O espaço no meio é demasiado estreito para passar e o amigo que me dá boleia, tem de abrandar. Diz-me então "o teu amigo ciclista aqui a cometer uma ilegalidade não me deixa passar". Os carros, que ocupam o triplo do espaço ilegalmente, não tinham a culpa segundo ele.

 

3. Uma rua de bairro, longa e estreita, circulo a 20-25 de bicicleta. Atrás de mim um automobilista começa a buzinar-me, eu mantenho-me. Uns 200m à frente, há alguns carros parados porque um automobilista está com dificuldade em estacionar num espaço exíguo. Atrás de mim deixa-se de buzinar. Uma bicicleta que não faz parar ninguém merece buzinadela, um automóvel que bloqueia a rua a várias pessoas, não merece segundo ele.

 

4. Numa avenida circulo de bicicleta, com o capacete pendurado no guiador. No semáforo um automobilista abre a janela e diz "o capacete é para andar na cabeça!". Ainda respondo que não é obrigatório, mas ele até o sabia e insiste. Nunca vi um automobilista a levar uma lição de moral de outro por andar sem cinto. Repreender um ciclista por uma questão de segurança não-obrigatória que apenas lhe diz respeito é aceitável, fazer o mesmo a um automobilista por algo obrigatório, não é aceitável.

 

Sendo apenas exemplos, julgo que não será uma generalização abusiva afirmar que elas mostram a visão egoísta que a maioria dos automobilistas têm do espaço público. São casos onde o ciclista faz algo mais insignificante, mas que apenas merece repreensão por não ser automobilista, por não ser senhor da cidade. A dualidade de critérios nos 4 casos, não poderia ser mais evidente.

 

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Ainda aí alguma desinformação sobre o novo Código da Estrada. A SIC, por exemplo, chegou a afirmar que os ciclistas poderiam circular na estrada. A MUBi fez um excelente resumo do essencial: Ano novo, Código novo.

 

publicado por MC às 15:01
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Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Apanhado de Setembro, Outubro e Novembro no Facebook

Aqui fica o apanhado dos melhores links que passaram pelo Facebook do Menos Um Carro nos últimos 3 meses:

 

O Lisbon Cycle Chic discute o grave problema (ironia) da falta de respeito pelo Código da Estrada pelos ciclistas.

 

O fim de um mau período para as nossas cidades: ao mesmo tempo que o número de shoppings em Portugal começa finalmente a diminuir, as cadeias de lojas internacionais estão cada vez mais interessadas em investir no centro da cidades, estando dispostas a pagar bom dinheiro por isso.

 

O Guardian tem o texto sobre o segredo das cidades mais felizes do mundo, e sim, a subordinação ao automóvel é um grande problema.

 

A StreetFilms tem um novo vídeo sobre Amesterdão e o seu planeamento, a ver no Vimeo.

 

O João Pimentel Ferreira, que entre outras coisas colabora no Passeio Livre, guia-nos por Haia, que como todas as cidades holandesas é pouco amigas dos automóveis e só fica a ganhar com isso.

 

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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

Outro minuto em Groningen, a cidade-modelo da mobilidade

Veneza é a cidade europeia onde o automóvel é mais... desincentivado, mas não por escolha própria. Esse título cabe a Groningen, uma cidade estudantil no norte da Holanda, onde as pessoas são reis da cidade através da quase inexistência de estacionamento automóvel à superfície e fortíssimas medidas de acalmia de tráfego.

Num dos meus posts preferidos aqui do blog, o António deixava um vídeo de um minuto num cruzamento numa praça central de Groningen. Hoje fica o meu minuto passado em Groningen, noutro cruzamento da cidade. E tal como no outro, este cruzamento também não é numa zona pedonal.

Apesar do frio (o vídeo foi feito em junho e há só se vêem casacos pesados), e da chuva constante (no dia do vídeo o chão está molhado e há vários guarda-chuvas), é uma cidade cheia de vida e comércio. São as cidades que são menos convidativas ao automóvel, as que acabam por ser mais humanas e ter mais vida, não o contrário.
É uma cidade para todos: vêem-se bebés a serem transportados em bicicletas e cadeiras de rodas a passar - e isto foi mero acaso, apenas gravei o vídeo uma vez.
Repare-se também como tudo flui sem precisar de semáforos ou regras rígidas de trânsito. Peões, bicicletas, aceleras e até um coche (!), todos se cruzam sem problema.
......................................
Para não destoar, a leitura recomendada de hoje é um vídeo que conta um projecto de país ingleses que fecham ruas do bairro durante umas horas para que os crianças possam brincar e socializar livremente na rua, como era o hábito há umas décadas, no Copenhagenhize.
publicado por MC às 14:58
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

Apanhado de Agosto no FB

Apesar de termos criado menos textos ultimamente, o Menos Um Carro tem continuado bem activo na partilha de textos e informações na página do Facebook. A partir de agora vou fazer um apanhado mensal das melhores coisas que passaram por lá, para quem não tem o hábito de seguir o Facebook. Aqui fica o melhor de Agosto:

 

Reportagem da SIC sobre o novo Código da Estrada que deixa de descriminar negativamente os ciclistas.

 

O Coliseu de Roma vai deixar de estar rodeado por automóveis.

 

A CM de Viana gasta 60 mil euros num só mês para que os donos dos popós não gastem do seu bolso. É esta a noção de "serviço público" que as autoridades locais têm.


Planear as cidades para o automóvel condena os pobres a ficarem pobres, cristalizando a desigualdade social. Não sou eu que o digo, é o prémio Nobel em economia Paul Krugman.


Mais do que o policiamento, as leis, a economia, etc. a poluição automóvel (em concreto o chumbo, que afecta o desenvolvimento cerebral) parece ter sido a causa do pico de criminalidade violenta que houve nos EUA nos anos 80 e 90.


Há muita gente que diz que andaria de transportes se houvesse estacionamento à entrada de Lisboa. A CML fez-lhes a vontade, e o programa foi um fracasso. A carro-dependência fala mais alto que as boas intenções.


"Upon closer consideration, moving from petroleum-fueled vehicles to electric cars begins to look more and more like shifting from one brand of cigarettes to another. We wouldn’t expect doctors to endorse such a thing", no World Streets

 

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publicado por MC às 16:45
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